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Estudo “México – Pescados” Facilita Acesso de Empresas Brasileiras ao Mercado Mexicano

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O mercado de pescados do México, que importou US$ 820,9 milhões em produtos pesqueiros em 2023, emerge como uma oportunidade promissora para as empresas brasileiras. Após a abertura do mercado, que esteve fechado até 2021, o Brasil começa a explorar este potencial, embora o volume atual de exportações ainda seja modesto, com apenas US$ 60 mil em vendas para o México. Em contraste, China e Chile exportaram US$ 257,2 milhões e US$ 227,7 milhões, respectivamente, para o país no mesmo ano.

Para auxiliar as empresas brasileiras a aproveitar essas novas oportunidades, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e os Adidos Agrícolas desenvolveram o Estudo de Acesso a Mercado “México – Pescados”. Este estudo oferece um guia abrangente para acessar o mercado mexicano, cobrindo aspectos tarifários, regulamentares e logísticos essenciais para o sucesso.

O estudo destaca as normas regulatórias impostas pela Comisión Federal para la Protección contra Riesgos Sanitarios (Cofepris), similar à ANVISA, que regula os produtos da pesca, e pelo Servicio Nacional de Sanidad, Inocuidad y Calidad Agroalimentaria (SENASICA), que supervisiona a qualidade dos produtos aquícolas e pesqueiros, com funções análogas às do MAPA. O guia orienta as empresas sobre como atender aos requisitos sanitários e garantir conformidade com as leis mexicanas.

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A logística também é abordada detalhadamente no estudo, com informações sobre as principais rotas de entrada dos produtos brasileiros. Os portos de Veracruz, Altamira e Manzanillo, além do Aeroporto Internacional da Cidade do México para transporte aéreo, são destacados como pontos-chave. O tempo médio de trânsito para transporte marítimo varia de 21 a 28 dias, enquanto o aéreo leva de 1 a 2 dias.

A abertura desse mercado representa uma chance significativa para o setor pesqueiro brasileiro, que possui um vasto potencial de crescimento ainda a ser explorado.

Estudo completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações globais de café crescem em março e acumulam alta na safra 2025/26, aponta OIC

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As exportações globais de café registraram crescimento em março de 2026, consolidando um cenário de avanço no comércio internacional do grão na safra 2025/26. Dados da Organização Internacional do Café (OIC) indicam que os embarques somaram 13,59 milhões de sacas de 60 quilos no mês, alta de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho positivo ocorre em meio a ajustes na oferta global e mudanças no perfil de demanda, com destaque para o avanço do café robusta no mercado internacional.

Exportações acumuladas avançam mais de 3% na safra 2025/26

No acumulado dos seis primeiros meses da safra mundial 2025/26 — entre outubro de 2025 e março de 2026 —, as exportações globais totalizaram 70,91 milhões de sacas, crescimento de 3,3% frente às 68,67 milhões de sacas embarcadas no mesmo intervalo da temporada anterior.

O resultado reforça a recuperação gradual do fluxo comercial global, mesmo diante de desafios logísticos e oscilações climáticas que impactam a produção em importantes países exportadores.

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Robusta ganha espaço no mercado global

O desempenho das variedades de café segue distinto no mercado internacional. Nos últimos 12 meses (abril de 2025 a março de 2026), o café robusta apresentou forte crescimento nas exportações.

  • Robusta: 59,85 milhões de sacas (+15%)
  • Arábica: 82,70 milhões de sacas (-4,9%)

O avanço do robusta reflete a maior demanda por cafés com menor custo e maior competitividade, além de mudanças no consumo global, especialmente em mercados emergentes e na indústria de café solúvel.

Arábica recua com ajustes na oferta e preços

Por outro lado, o café arábica registrou retração nas exportações no comparativo anual. A queda de 4,9% está associada a fatores como redução de oferta em alguns países produtores e ajustes nos preços internacionais, que impactam a competitividade do produto.

Esse movimento reforça a tendência de maior equilíbrio entre as variedades no comércio global, com o robusta ganhando participação relevante.

Cenário global do café segue dinâmico

O mercado internacional do café continua marcado por volatilidade e mudanças estruturais, com influência de fatores como clima, custos de produção, logística e comportamento do consumo.

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Para o Brasil — maior produtor e exportador mundial —, o cenário exige atenção estratégica, especialmente diante da crescente demanda por robusta e da necessidade de manter competitividade no arábica.

Resumo do mercado de café (março e safra 2025/26)
  • Exportações em março: 13,59 milhões de sacas (+1,6%)
  • Acumulado (outubro a março): 70,91 milhões de sacas (+3,3%)
  • Arábica (12 meses): 82,70 milhões de sacas (-4,9%)
  • Robusta (12 meses): 59,85 milhões de sacas (+15%)

O avanço das exportações e a mudança no perfil de consumo indicam um mercado em transformação, com impactos diretos para produtores, exportadores e toda a cadeia do agronegócio cafeeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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