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Estratégias para o Manejo da Sanidade do Milho: Proteção da Lavoura e Maximização da Produtividade

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O cultivo de milho na safrinha enfrenta diversos desafios, sendo um dos mais significativos a incidência de doenças foliares que prejudicam tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos. De acordo com o artigo de Carina Cardoso, Engenheira Agrônoma e Coordenadora Técnica de Mercado na Nitro, e Nelson de Ponte Filho, Trainee Técnico de Mercado, a identificação precoce dessas infestações é fundamental para um manejo eficiente.

Entre as principais doenças que afetam a cultura do milho, destacam-se a mancha branca, a Bipolaris (helmintosporiose), a ferrugem polissora e a ferrugem comum. A mancha branca, inicialmente caracterizada por áreas cloróticas nas folhas, evolui para lesões esbranquiçadas com margens marrons. Já a Bipolaris apresenta lesões elípticas de cor marrom, que podem se expandir e causar necrose nas folhas. A ferrugem polissora é identificada por pequenas pústulas arredondadas de coloração marrom-clara, localizadas na face superior da folha, enquanto a ferrugem comum forma pústulas em ambos os lados das folhas, com formatos que variam entre circular e alongado.

A ocorrência dessas doenças está intimamente ligada às condições climáticas. A mancha branca e a Bipolaris se desenvolvem em ambientes com umidade relativa superior a 60%, temperaturas entre 25°C e 30°C e baixa luminosidade. Já as ferrugens preferem ambientes com umidade relativa elevada, por volta de 90%, e temperaturas entre 18°C e 28°C. Essas condições favorecem a proliferação dos patógenos, resultando em perdas significativas na produtividade. A ferrugem polissora pode reduzir a produção em até 50%, enquanto a mancha branca pode acarretar perdas de até 60%. A mancha de Bipolaris é ainda mais devastadora, com a possibilidade de perdas de até 70% da colheita.

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Um aspecto essencial no controle dessas doenças é o manejo integrado, que combina diversas estratégias, como práticas culturais adequadas, escolha de cultivares resistentes, controle químico e biológico, além do monitoramento constante das lavouras e das condições climáticas. Produtores que adotaram o manejo integrado, incluindo o uso de biológicos de alta performance, relataram produtividades superiores a 230 sacas por hectare, destacando a importância da personalização no manejo.

O uso de soluções biológicas tem se mostrado uma ferramenta indispensável. Essas tecnologias aumentam a sanidade da lavoura e induzem resistência nas plantas, permitindo que elas permaneçam saudáveis e fotossinteticamente ativas, quando comparadas às que não recebem esse tratamento. Para os produtores que incorporam essas ferramentas, a adoção de biológicos tornou-se uma realidade irreversível.

Investir em conhecimento e em soluções biológicas adequadas ao manejo é uma estratégia essencial para garantir a sanidade da lavoura, promover uma produção sustentável e aumentar a competitividade no mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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