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Estado fecha safra com rendimento superior ao da média nacional

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Enquanto parte do país ainda colhe os últimos grãos da safra 2024/2025, Goiás já fechou seu ciclo da soja — e com um desempenho que põe o estado na vitrine da agricultura nacional. Os dados mais recentes do boletim Agro em Dados, divulgado em maio pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), mostram que a colheita foi finalizada em 19 de abril, com uma produção de 20,4 milhões de toneladas — alta de 8% em relação ao ciclo anterior.

O rendimento médio das lavouras goianas foi o maior do país: 68,7 sacas por hectare. Com esse desempenho, Goiás garantiu a terceira colocação entre os estados que mais produziram soja no Brasil, ficando atrás apenas de Mato Grosso e Paraná.

No cenário global, o Brasil segue firme na liderança da produção de soja. Responde hoje por 40% da oferta mundial da oleaginosa. Mas o avanço da cadeia não para na lavoura: os dados mais recentes indicam uma movimentação crescente também na industrialização, especialmente no setor do óleo de soja — onde o país ainda é superado por China e Estados Unidos, que juntos concentram quase metade da produção global.

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Atualmente, o Brasil representa 17% da produção mundial de óleo de soja. Mas esse percentual deve crescer se os números de 2025 mantiverem o ritmo do primeiro trimestre. Entre janeiro e março deste ano, o Brasil exportou 402,7 mil toneladas de óleo de soja — alta de 73,2% em relação ao mesmo período de 2024. Goiás, nesse ponto, teve um desempenho ainda mais expressivo: foram 51,7 mil toneladas exportadas no trimestre, o dobro do volume do ano anterior, com salto de 130,9%.

Os embarques cresceram principalmente para a Índia, que se consolidou como principal compradora do óleo brasileiro. O país asiático ampliou em quase 63% suas compras nacionais do derivado e aumentou em quase 90% as aquisições oriundas de Goiás.

Os números reforçam um reposicionamento do estado de Goiás não apenas como celeiro de grãos, mas como elo estratégico no mercado de derivados. Com produtividade recorde no campo e crescimento nas exportações industriais, o estado sinaliza seu potencial de ocupar um espaço mais relevante em cadeias globais de valor — o que implica, também, desafios de logística, política comercial e sustentabilidade.

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Fonte: Pensar Agro

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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