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Estação de monta: planejamento estratégico melhora eficiência produtiva do rebanho

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A estação de monta (EM) é uma estratégia adotada por produtores para concentrar a inseminação das vacas em um período definido, sincronizando partos, desmames, vacinações e vermifugações. Entre os principais benefícios da prática estão:

  • Melhoria da eficiência reprodutiva;
  • Facilitação do manejo do rebanho;
  • Otimização da nutrição;
  • Auxílio no melhoramento genético;
  • Redução do impacto ambiental da produção.

Segundo Bruno Marson, zootecnista e diretor técnico industrial da Connan, a estação de monta aumenta a taxa de prenhez, ao acasalar as fêmeas em condições ideais de nutrição e manejo, além de permitir que atividades como vacinação e desmame sejam realizadas em grupo, otimizando o tempo do produtor.

Planejamento nutricional e sanitário das fêmeas

O especialista destaca que a EM possibilita planejar a alimentação das fêmeas conforme o ciclo de gestação, garantindo:

  • Desenvolvimento ideal do feto;
  • Recuperação da mãe para o próximo ciclo;
  • Identificação de animais improdutivos ou com baixa produção;
  • Avaliação do desempenho dos reprodutores.

“Acasalar os animais na chegada das chuvas pode garantir que os bezerros nasçam em períodos de menor incidência de doenças e parasitas”, acrescenta Marson.

Para uma estação de monta eficaz, é essencial planejar a implantação, incluindo manejo sanitário e nutricional do rebanho, preparo dos touros e seleção do período ideal, preferencialmente iniciando com a estação chuvosa.

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Definição do período e manejo reprodutivo

O primeiro passo é definir a duração e época da estação de monta, iniciando de forma gradual, com período de seis meses, reduzindo posteriormente para o ideal de três a quatro meses.

Para garantir a fertilidade:

  • Realizar exames andrológicos nos touros;
  • Realizar exames ginecológicos nas vacas;
  • Diagnóstico de gestação 30 a 45 dias após o término da EM para identificar fêmeas que não conceberam e podem ser descartadas.

A adoção da estação de monta permite organizar o calendário da fazenda, definindo períodos corretos para acasalamentos, nascimentos e desmames.

Estratégias de acasalamento e melhoramento genético

As estratégias podem variar:

  • Monta natural: exige relação adequada touro/vaca e atenção à fertilidade dos touros e qualidade do sêmen;
  • Inseminação artificial (IATF ou convencional): requer tecnologia e mão de obra qualificada;
  • Transferência de embriões: envolve superovulação de vacas doadoras geneticamente superiores e transferência para receptoras, permitindo acelerar o melhoramento genético do rebanho.

“Com uma estação de monta bem planejada, o produtor poderá organizar melhor sua propriedade e melhorar seu rebanho, traduzindo-se em mais rentabilidade para o negócio”, conclui Marson.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Ruptura em supermercados recua para 11,7% em março, mas itens essenciais seguem pressionando abastecimento no Brasil

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O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a falta de produtos nas prateleiras dos supermercados brasileiros, recuou para 11,7% em março de 2026. O resultado representa queda de 1,5 ponto percentual em relação a fevereiro (13,2%), indicando uma leve recuperação no abastecimento do varejo alimentar.

Apesar do avanço, categorias essenciais da cesta básica continuam pressionando o indicador, com destaque para leite, arroz, feijão e azeite, que ainda apresentam níveis elevados de indisponibilidade.

Varejo melhora abastecimento, mas consumo segue irregular

Segundo análise da Neogrid, o movimento de redução na ruptura reflete uma recomposição gradual dos estoques por parte dos supermercados, que vêm se preparando para uma possível retomada do consumo após um início de ano mais fraco.

No entanto, o cenário ainda exige cautela. A demanda irregular e o ambiente econômico instável mantêm o setor em alerta, já que a ruptura impacta diretamente as vendas e a experiência do consumidor.

Categorias essenciais seguem pressionadas

Entre os produtos monitorados, alguns itens apresentaram aumento na indisponibilidade em março, reforçando a pressão sobre o abastecimento de alimentos básicos:

  • Leite: 13,9% → 19,1% (+5,2 p.p.)
  • Azeite: 13,6% → 14,1% (+0,5 p.p.)
  • Arroz: 11,5% → 11,7% (+0,2 p.p.)
  • Feijão: 10% → 10,8% (+0,8 p.p.)
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Já algumas categorias apresentaram melhora:

  • Ovos: 27,2% → 27% (-0,2 p.p.)
  • Açúcar: 10,2% → 8,4% (-1,8 p.p.)
  • Café: 8% → 7,5% (-0,5 p.p.)
Ovos seguem como principal ponto crítico do abastecimento

Mesmo com leve recuo em março, os ovos continuam sendo a categoria com maior nível de ruptura no país, com índice de 27%.

A trajetória recente mostra forte volatilidade: o indicador havia caído para 22% em janeiro, mas voltou a subir em fevereiro e se manteve em patamar elevado em março.

Nos preços, a categoria também registrou alta na maior parte das embalagens, com exceção da meia dúzia de ovos. A caixa com 12 unidades subiu de R$ 11,63 para R$ 12,07, enquanto a de 20 unidades passou de R$ 16,00 para R$ 17,32.

Leite UHT tem maior avanço na ruptura

O leite UHT foi o destaque negativo do período, com a ruptura saltando de 13,9% em fevereiro para 19,1% em março — o maior avanço entre todas as categorias analisadas.

O movimento indica deterioração contínua ao longo do trimestre, já que em janeiro o índice era de 8,8%.

No mercado, os preços também avançaram. O leite integral e o semidesnatado subiram, enquanto apenas o desnatado apresentou recuo.

Arroz e feijão seguem trajetória de alta na ruptura

Itens fundamentais da cesta básica, arroz e feijão continuam com tendência de aumento na indisponibilidade.

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O arroz passou de 6,8% no fim de 2025 para 11,7% em março de 2026, enquanto o feijão avançou de 8,2% em janeiro para 10,8% no último levantamento.

Apesar disso, os preços dos produtos apresentaram comportamento de queda ou estabilidade, indicando pressão simultânea entre oferta e consumo.

Açúcar e café apresentam alívio no abastecimento

Duas categorias importantes apresentaram melhora no índice de ruptura:

  • Açúcar: queda de 10,2% para 8,4%
  • Café: redução de 8% para 7,5%

Ambos os produtos também registraram recuo nos preços, indicando recomposição de oferta no varejo.

Cenário ainda exige atenção da cadeia de alimentos

Apesar da melhora geral no índice de ruptura, o levantamento da Neogrid aponta que o abastecimento de itens essenciais ainda enfrenta instabilidade no Brasil.

A combinação de demanda irregular, custos logísticos e variações de produção mantém parte da cesta básica sob pressão, especialmente em proteínas e grãos estratégicos para o consumo doméstico.

O setor supermercadista segue monitorando o comportamento do consumo e a reposição de estoques, buscando equilíbrio entre disponibilidade de produtos e eficiência operacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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