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Estabilidade e Firmeza no Mercado Bovino: Cenário Positivo Abre o Ano

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O mês de janeiro apresenta um cenário de estabilidade e firmeza nos preços em toda a cadeia pecuária, conforme indicam os levantamentos realizados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o centro de pesquisas, esse panorama positivo é impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo uma demanda doméstica aquecida, o bom desempenho das vendas externas e uma oferta equilibrada de animais para abate.

Os dados analisados pelo Cepea, provenientes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), revelam um crescimento significativo nos embarques de carne bovina (considerando as modalidades fresca, resfriada e congelada) nas três primeiras semanas de janeiro. Em comparação com o mesmo período de 2024, as exportações já registraram um avanço de 26%, demonstrando a força do mercado externo para o setor.

No mercado atacadista da Grande São Paulo, a média da carcaça casada bovina tem se mantido consistentemente na casa dos R$ 23,00/kg desde o início de dezembro. Essa estabilidade nos preços no atacado tem proporcionado resultados favoráveis para os frigoríficos, garantindo margens e rentabilidade.

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O Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (referente ao estado de São Paulo), por sua vez, acumula um aumento de 3% na parcial de janeiro, considerando o período até o dia 21. Esse aumento no preço do boi gordo reforça o cenário de firmeza em toda a cadeia, beneficiando também os pecuaristas.

Em resumo, o início de 2025 demonstra um mercado bovino robusto, com preços sustentados pela forte demanda interna e externa, aliada a uma oferta controlada. A combinação desses fatores contribui para um ambiente positivo para os diversos elos da cadeia produtiva, desde o produtor rural até os frigoríficos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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E32 deve impulsionar demanda por etanol e fortalecer liderança do Brasil em bioenergia

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A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32) deve representar um novo avanço estratégico para o Brasil, com impactos relevantes sobre a demanda por biocombustíveis, a segurança energética e o compromisso ambiental. A medida deve ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no início de maio, segundo o Ministério de Minas e Energia.

A expectativa do setor é de um efeito imediato no mercado. A ampliação da mistura pode gerar um aumento de aproximadamente 850 milhões de litros por ano na demanda por etanol anidro, além de contribuir para a redução das importações de gasolina.

Medida chega em momento estratégico para o setor

O avanço do E32 ocorre em um período considerado crucial, marcado pela renovação dos contratos de fornecimento de etanol anidro para a nova safra. A definição traz maior previsibilidade ao mercado e contribui para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Com a expectativa de crescimento na produção, especialmente impulsionada pela cana-de-açúcar e pelo etanol de milho, o setor projeta um acréscimo superior a 4 bilhões de litros na safra atual. Nesse contexto, o aumento da mistura surge como mecanismo importante para absorver esse volume adicional.

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Impacto direto na competitividade dos combustíveis

Outro efeito relevante da medida está na relação de competitividade entre os combustíveis. Com maior participação do etanol anidro na gasolina, há uma mudança na dinâmica de consumo, favorecendo também o etanol hidratado.

Esse movimento amplia a paridade econômica entre os combustíveis, que tende a superar a referência tradicional de 70%, tornando o etanol ainda mais atrativo ao consumidor final.

Avanço na agenda de descarbonização

Além dos efeitos econômicos, o E32 reforça o protagonismo do Brasil na transição energética global. O país já é referência internacional pelo elevado uso de biocombustíveis, tanto pela mistura obrigatória quanto pela ampla adoção de veículos flex fuel.

A proposta está alinhada às diretrizes do programa Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual da mistura de etanol na gasolina, podendo chegar a 35% (E35) nos próximos anos.

Mercado mais estável e novos investimentos

Com maior oferta de matéria-prima e aumento da demanda, a tendência é de um mercado mais equilibrado ao longo do ciclo produtivo. A expectativa inclui redução da volatilidade de preços, melhores condições ao consumidor e estímulo a novos investimentos no setor.

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O avanço também abre espaço para novas oportunidades na bioenergia, incluindo o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis como o SAF (combustível sustentável de aviação) e o bio bunker, ampliando ainda mais o papel estratégico do Brasil no cenário energético global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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