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Espírito Santo Avança na Produção Sustentável de Pimenta-do-Reino

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A pimenta-do-reino, outrora conhecida como “ouro negro” no comércio mundial, ganha uma nova perspectiva no Espírito Santo, onde a produção se reinventa com o objetivo de unir tradição e inovação. O Estado se destaca, agora, no fortalecimento de um modelo de desenvolvimento sustentável para a pipericultura, por meio de um programa coordenado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Em parceria com outras instituições e produtores, a iniciativa visa incrementar a competitividade da agricultura capixaba e consolidar a sustentabilidade da produção.

O primeiro passo para a implementação desse modelo é a realização de um diagnóstico minucioso da cadeia produtiva. A análise busca mapear os desafios e identificar as oportunidades do setor local, para, então, promover práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis. O objetivo é adotar novas tecnologias que melhorem a qualidade do produto, garantindo, simultaneamente, a sustentabilidade ambiental e econômica da cultura. Entre as estratégias que estão sendo avaliadas, destacam-se a melhoria da produtividade sem prejuízo aos recursos naturais, a busca por certificações e rastreabilidade, e a capacitação contínua dos produtores em boas práticas agrícolas.

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O Espírito Santo já figura como um dos maiores produtores de pimenta-do-reino do país, com grande parte de sua produção voltada tanto para o mercado interno quanto para o mercado internacional. Com a implementação do programa sustentável, a expectativa é expandir ainda mais a participação do Estado no mercado global, assegurando um produto de excelência e conforme aos rigorosos critérios ambientais e sociais.

Além do foco na sustentabilidade da produção, a iniciativa também visa o fortalecimento do cooperativismo e da organização dos produtores. A estratégia inclui o estímulo à agregação de valor à produção e à diversificação dos mercados, enquanto a pesquisa e a inovação se tornam pilares essenciais para o contínuo crescimento responsável da pipericultura capixaba.

Com essas ações, o Espírito Santo se posiciona como líder na produção sustentável de pimenta-do-reino no Brasil, abrindo novas possibilidades para os produtores locais e promovendo um modelo de desenvolvimento que respeita as tradições e aponta para o futuro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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