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Esforços Conjuntos Buscam Combater a Propagação da Larva da Mosca-do-Berne no Gado

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Em um encontro realizado em São José, Costa Rica, autoridades sanitárias da América Latina e organismos internacionais uniram forças para intensificar os esforços de controle e erradicação da larva da mosca-do-berne, parasita responsável por causar a miíase no gado. O evento foi promovido no âmbito do projeto Desenvolvimento de Capacidades em Gestão e Comunicação de Riscos para a Prevenção, Controle e Erradicação da Larva da Mosca-do-Berne do Gado na América Central e no México, liderado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), em colaboração com a Comissão Panamá-Estados Unidos para a Erradicação e Prevenção da Larva da Mosca-do-Berne do Gado (COPEG), o Organismo Internacional Regional de Sanidade Agropecuária (OIRSA), a FAO e o Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal (APHIS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O evento teve como foco a capacitação e a comunicação, elementos essenciais para a implementação de estratégias eficazes na luta contra essa praga. Durante as discussões, foi enfatizada a importância de se adotar uma abordagem coordenada entre os setores público, privado e as populações locais, a fim de aumentar a conscientização sobre os impactos dessa infestação, que afeta principalmente o gado, mas também pode prejudicar outros animais e até seres humanos.

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Desafios para Erradicação e Coordenação Regional

A larva da mosca-do-berne, Cochliomyia hominivorax, é um parasita que invade feridas abertas e membranas mucosas de animais de sangue quente, alimentando-se do tecido vivo e causando sérios danos, como infecções e até morte. A miíase, doença provocada pela infestação, é endêmica de regiões tropicais e subtropicais, representando uma ameaça significativa à saúde animal, à saúde pública e à economia local.

A reunião destacou a necessidade urgente de um esforço conjunto e contínuo para a erradicação da larva, considerando que esse é um desafio de longo prazo que exige um compromisso sustentado. As autoridades alertaram para a importância de ações coordenadas e informadas, além de uma comunicação eficaz para mobilizar os países afetados. A colaboração com o setor privado também foi considerada crucial, especialmente para implementar soluções inovadoras e apoiar a erradicação da praga.

Unificação de Esforços e Recursos

O encontro contou com a participação de importantes especialistas, como Manuel Otero, Diretor Geral do IICA, e José Urdaz, Gerente do Programa de Sanidade Animal e Inocuidade dos Alimentos do IICA. Eles ressaltaram a relevância da união entre os países da região e os organismos internacionais para garantir a implementação de medidas efetivas. Otero enfatizou a importância de campanhas de conscientização e treinamento, e alertou sobre a chegada da praga à fronteira do México, destacando os riscos relacionados ao comércio e a saúde pública.

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Monike Sánchez, Chefe de Comunicações e Parcerias Estratégicas da COPEG, também destacou a importância de unificar mensagens e critérios para um enfrentamento eficaz da praga. Já Eva Bravo, da FAO, ressaltou a necessidade de uma abordagem colaborativa entre os países afetados, para evitar duplicações de esforços e alcançar as melhores soluções.

Alejandra Díaz, especialista do IICA, explicou que o projeto segue a abordagem Uma Só Saúde, integrando os aspectos de saúde animal, saúde pública e meio ambiente para uma ação coordenada e eficaz no combate à larva da mosca-do-berne.

A intensificação das ações de prevenção, controle e erradicação, bem como a formação de uma rede de colaboração internacional, são consideradas vitais para a proteção dos recursos naturais e para a promoção da saúde pública na América Latina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro argentino deve gerar US$ 36,1 bilhões em 2026 com avanço da soja e do milho, projeta Bolsa de Rosario

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O setor agropecuário da Argentina deve voltar a desempenhar papel decisivo na geração de dólares para a economia em 2026. A combinação entre aumento da produção de grãos e recuperação parcial dos preços internacionais elevou as projeções de exportação, em um momento em que o país segue altamente dependente da entrada de divisas externas para equilibrar suas contas.

Segundo estimativas divulgadas pela Bolsa de Comércio de Rosario, a liquidação de divisas do agronegócio argentino deve atingir US$ 36,111 bilhões em 2026. O valor representa um acréscimo de cerca de US$ 800 milhões em relação à projeção anterior e praticamente repete o desempenho estimado para 2025, mantendo o complexo agroexportador como principal fonte de dólares da economia argentina.

Soja e milho lideram revisão positiva da safra

A revisão para cima das projeções está diretamente relacionada ao desempenho esperado das principais culturas do país, especialmente soja e milho.

De acordo com a atualização do GEA-BCR, a produção de soja na safra 2025/26 foi estimada em 50 milhões de toneladas, um aumento de 2 milhões em relação à projeção anterior. Já o milho teve sua estimativa elevada para 68 milhões de toneladas, avanço de 1 milhão frente ao cálculo divulgado em abril.

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Com maior disponibilidade de grãos, o setor industrial argentino tende a ganhar fôlego ao longo do ciclo. A moagem de soja deve crescer cerca de 1 milhão de toneladas, sustentando o processamento local e ampliando a oferta de derivados. No comércio exterior, as exportações de farelo e óleo de soja também devem registrar expansão. No caso do milho, a projeção indica incremento de aproximadamente 500 mil toneladas nas vendas externas.

Cotações e fluxo de exportação sustentam receitas

Além do aumento da produção, o cenário internacional mais favorável também contribui para o reforço das receitas do agro argentino. A recuperação recente das cotações de diversas commodities agrícolas elevou o valor estimado das exportações, fortalecendo a entrada de divisas no país.

O cálculo da Bolsa de Rosario considera tanto as liquidações realizadas no Mercado Livre de Câmbio quanto as operações via Contado com Liquidação, mecanismo amplamente utilizado por exportadores argentinos.

Entrada de dólares ainda abaixo de 2025 no início do ano

Apesar da perspectiva positiva para o ano fechado, o fluxo de divisas nos primeiros meses de 2026 ainda apresenta desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano anterior.

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Entre janeiro e abril, o setor agroexportador argentino aportou cerca de US$ 8,516 bilhões, abaixo dos mais de US$ 9 bilhões registrados no primeiro quadrimestre de 2025. Segundo analistas, a diferença está ligada a fatores como o efeito residual da redução temporária de retenções, antecipação de vendas no ciclo anterior e o ritmo mais lento da colheita em abril.

Ainda assim, o mercado projeta que a aceleração da safra ao longo dos próximos meses tende a compensar parcialmente esse atraso, consolidando o agro como pilar central da geração de divisas da Argentina em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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