AGRONEGÓCIO
Escolha do híbrido de milho é decisiva para a qualidade da silagem
Publicado em
6 de março de 2025por
Da Redação
A silagem de milho de planta inteira é uma das principais fontes de alimentação para bovinos leiteiros e de corte, devido à sua alta digestibilidade, elevado teor energético e facilidade de armazenamento. Esse processo se tornou essencial para a maioria das fazendas no Brasil, garantindo a nutrição adequada do rebanho ao longo do ano.
A escolha do híbrido adequado para a silagem é a primeira e mais crucial etapa para garantir um alimento de qualidade. Fatores como produtividade, digestibilidade e valor nutricional influenciam diretamente na eficiência da conversão alimentar e, consequentemente, na quantidade de leite ou carne produzidos por hectare.
Nesse contexto, a Sempre AgTech apresenta uma nova geração de híbridos voltados para silagem, com produtos que combinam alto potencial produtivo, estabilidade na produção e excelente qualidade bromatológica. O portfólio da empresa contempla materiais adaptados a todas as regiões do país e diferentes perfis de investimento.
Investimento estratégico melhora a rentabilidade
O uso de híbridos de milho com alto valor nutricional proporciona maior retorno financeiro ao produtor. De acordo com especialistas, uma escolha bem-feita pode reduzir entre 15% e 25% a necessidade de ração concentrada, um dos principais custos da atividade pecuária. Dessa forma, a produção de leite e carne é maximizada com menor dependência de suplementação, tornando a operação mais rentável.
No entanto, para que esse investimento tenha retorno, é fundamental que o produtor esteja atento a práticas de manejo e ao ponto ideal de colheita. Erros nesses processos podem comprometer a fermentação da silagem e reduzir sua qualidade, assim como a escolha inadequada da forma de armazenamento.
Independentemente do tamanho da propriedade ou do nível de investimento disponível, a Sempre AgTech oferece híbridos para atender diferentes necessidades. “Temos um portfólio completo que se adapta a investimentos baixos, médios e altos. Nosso compromisso é entregar a melhor performance para cada ambiente produtivo e região edafoclimática”, afirma Ivonei Dalla Corte, Diretor Comercial Sul e PY da Sempre AgTech.
Portfólio de híbridos para diferentes perfis de produção
Na linha de híbridos da nova geração, a Sempre AgTech disponibiliza opções adequadas a distintos níveis de investimento. Para produtores que buscam um investimento mais acessível, o híbrido 20A12 VIP3 é uma alternativa eficiente. Já para um nível médio e médio-alto, a empresa recomenda o VITTA VIP3. Para lavouras de alto desempenho e tetos produtivos elevados, o TITÃ VIP3 é a escolha ideal.
Todas as opções garantem alta produtividade e qualidade dentro do seu respectivo nível de investimento. O desempenho final, no entanto, depende diretamente do manejo aplicado na lavoura. “Conhecer a qualidade do híbrido adquirido e adotar as práticas corretas de manejo são fatores essenciais para obter os melhores resultados. Dessa forma, o produtor assegura uma produção consistente em volume e qualidade ao longo do ano”, ressalta Dalla Corte.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do milho recua no Brasil com início da colheita da safrinha e pressão do mercado internacional
Published
26 minutos agoon
1 de junho de 2026By
Da Redação
O mercado brasileiro de milho iniciou junho sob forte pressão baixista, refletindo o avanço da colheita da segunda safra, a retração dos compradores no mercado físico e o cenário internacional desfavorável. A combinação entre expectativa de maior oferta, recuo das cotações em Chicago e enfraquecimento da paridade de exportação tem mantido os preços em queda em diversas regiões produtoras do país.
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que os preços do cereal voltaram a recuar na maior parte das praças acompanhadas, influenciados principalmente pela ausência de compradores ativos no mercado spot e pela expectativa de entrada mais intensa da safrinha nas próximas semanas.
A colheita ainda está concentrada nos estados de Mato Grosso e Paraná, mas já exerce impacto relevante sobre as negociações. Em Sorriso (MT) e no Norte do Paraná, as médias parciais de maio registraram quedas de 11% e 8%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano passado.
Safrinha aumenta oferta e amplia pressão sobre os preços
Segundo analistas de mercado, a perspectiva de uma safra volumosa reforça a postura cautelosa dos compradores, que aguardam preços ainda mais baixos com o avanço dos trabalhos de campo entre junho e julho.
Nem mesmo os episódios climáticos observados em algumas regiões produtoras foram suficientes para interromper o movimento de baixa. Temperaturas elevadas e falta de chuvas em áreas de Goiás e Mato Grosso do Sul, além de geadas registradas no Paraná, seguem sendo monitoradas, mas não alteraram significativamente a percepção de oferta abundante.
As exceções ficaram por conta de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde os preços apresentaram maior firmeza. No território gaúcho, a colheita da safra de verão está praticamente concluída, reduzindo a disponibilidade imediata do cereal.
Mercado futuro acumula perdas em maio
Na B3, os contratos futuros do milho encerraram maio em queda, acompanhando o comportamento observado na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em setembro acumulou recuo de 5,44% no mês, enquanto a média Cepea registrou desvalorização de 2,99%.
O movimento foi impulsionado pela retirada dos prêmios de risco geopolítico nos mercados internacionais, pelo avanço do plantio norte-americano e pela manutenção de estoques considerados confortáveis, fatores que ampliam o poder de negociação dos compradores.
Em Chicago, os contratos também encerraram maio no vermelho. O vencimento julho acumulou perda superior a 5% no mês, refletindo o bom desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos e a menor preocupação com riscos climáticos no curto prazo.
Comercialização segue lenta nas principais regiões produtoras
O mercado físico permanece marcado pela baixa liquidez. Em diversas regiões, compradores e vendedores seguem distantes nas negociações.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca. Em Santa Catarina, produtores pedem valores próximos de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda trabalha em torno de R$ 65,00.
No Paraná, os elevados estoques limitam reações nos preços, com negócios próximos de R$ 60,00 a R$ 65,00 por saca. Já em Mato Grosso do Sul, o avanço da colheita da segunda safra mantém as cotações entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca.
Nos portos, a situação também não favorece os vendedores. Em Santos, as indicações variam entre R$ 65,00 e R$ 69,00 por saca. Em Paranaguá, os preços oscilam entre R$ 65,00 e R$ 68,00.
Especialistas recomendam intensificar vendas e proteger margens
Diante do atual cenário, analistas recomendam cautela aos produtores e maior disciplina comercial. A orientação é aproveitar eventuais repiques de preços para avançar nas vendas do milho disponível, evitando retenção excessiva na expectativa de recuperação imediata das cotações.
A avaliação predominante é de que os fundamentos seguem baixistas no curto prazo. A entrada da safrinha, combinada com a pressão internacional e o dólar mais fraco frente ao real, reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.
Para a safra 2025/26, especialistas defendem a comercialização escalonada e a utilização de ferramentas de proteção de preços, como operações de hedge, especialmente para volumes ainda não negociados.
Cooperativas e cerealistas também encontram oportunidades no atual ambiente de mercado, aproveitando a pressão sazonal para ampliar posições de compra e fortalecer operações de armazenagem, enquanto as indústrias consumidoras podem manter aquisições graduais sem necessidade de antecipação agressiva.
Mercado internacional mantém viés negativo
No cenário global, o milho continua pressionado pelo bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas, pela desaceleração das exportações semanais dos Estados Unidos e pela ausência de compras expressivas por parte da China.
Apesar disso, alguns fatores limitam quedas mais acentuadas. Entre eles estão a persistência da seca em Nebraska, um dos principais estados produtores dos EUA, e o desempenho acumulado das exportações norte-americanas ao longo da temporada.
Os investidores também acompanham atentamente os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e seus possíveis reflexos sobre os mercados de energia e commodities agrícolas.
Perspectiva para junho
A tendência para as próximas semanas permanece de pressão sobre os preços do milho no Brasil. O avanço da colheita da safrinha deverá aumentar significativamente a disponibilidade do cereal no mercado interno, enquanto a demanda segue cautelosa.
Com compradores aguardando melhores oportunidades e exportações enfrentando dificuldades de competitividade, o setor deve continuar monitorando o ritmo da colheita, as condições climáticas e o comportamento das bolsas internacionais, fatores que serão determinantes para a formação dos preços durante junho e julho.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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