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Escolha da Cultivar Certa e Qualidade das Sementes: O Segredo para o Sucesso na Lavoura de Soja

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Em um ambiente agrícola cada vez mais desafiador, a seleção das sementes é crucial para o sucesso das lavouras. Não se trata apenas de escolher uma cultivar, mas de desenvolver um portfólio diversificado que maximize o potencial produtivo e minimize riscos.

Charles Allan Telles, especialista em sementes e coordenador de Produção na SEEDCORP|HO, empresa referência em genética e sementes de soja no Brasil, ressalta a importância do uso de sementes de alta qualidade para estabelecer uma lavoura com alto potencial produtivo e discute os critérios essenciais na seleção de sementes.

“Plantar diferentes cultivares de soja em uma propriedade não é apenas uma precaução, mas uma estratégia inteligente. Cada cultivar possui características específicas e reage de maneira distinta a condições de solo, estresses ambientais, pragas e doenças. Uma lavoura diversificada oferece uma espécie de ‘seguro natural’, garantindo que, se uma cultivar for afetada, outras possam compensar, mantendo uma produtividade geral ótima”, explica Telles.

Além da diversificação das cultivares, Telles enfatiza fatores cruciais para a escolha de sementes:

  • Adaptabilidade Regional – Escolher cultivares adaptadas às condições específicas da região, considerando clima, solo e altitude.
  • Resistência – Utilizar sementes resistentes a pragas e doenças locais, como nematoides e fungos de solo.
  • Uso de Sementes Certificadas – “Sementes certificadas garantem qualidade genética, fisiológica, física, sanitária e legal, com rastreabilidade completa e rigoroso controle de qualidade”, destaca Telles.
  • Histórico de Desempenho e Características Agronômicas – Avaliar o rendimento passado e a adaptabilidade das cultivares em condições semelhantes às da área de cultivo.
  • Tratamento de Sementes – Optar pelo Tratamento de Sementes na Indústria (TSI) é importante para a proteção inicial da lavoura contra pragas e doenças, além de proporcionar maior uniformidade e eficácia dos produtos.
  • Reputação do Fornecedor – Escolher sementes de empresas confiáveis e idôneas, que ofereçam suporte técnico de qualidade.
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Telles reforça a importância do planejamento apurado da lavoura. “Para a próxima safra, ao planejar sua lavoura de soja, pense além da escolha de uma única cultivar, mas considere a qualidade das sementes e procure realizar um planejamento apropriado, observando a característica agronômica de cada cultivar e criando um mosaico de cultivares, cada uma trazendo suas forças únicas. Com uma seleção cuidadosa baseada em qualidade e diversidade, você estará pavimentando o caminho para uma colheita mais abundante e segura. O uso de sementes de alta qualidade não é um custo, é um investimento, pois uma lavoura bem estabelecida é mais resiliente, adaptável e, no fim das contas, mais produtiva”, conclui Telles.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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