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Escola Municipal de Santa Rita de Ibitipoca Desenvolve Projeto de Horta Escolar com Apoio da Emater-MG

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A Escola Municipal Paraíso Garcia, localizada em Santa Rita de Ibitipoca, no Campo das Vertentes, vem implementando um projeto de horta escolar desde junho de 2024, com a assistência técnica da Emater-MG. O projeto, que já apresenta resultados positivos, tem como objetivo promover a sustentabilidade e estimular o espírito empreendedor entre os alunos, além de contar com a colaboração da prefeitura local, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do banco Sicoob.

De acordo com a diretora da escola, Rita Helena de Oliveira Guimarães, a ideia de criar a horta surgiu a partir de uma iniciativa dos professores, que buscavam um tema capaz de envolver alunos desde a educação infantil até o ensino fundamental. “Chegamos à Horta Escolar como um tema que atendia a essa diversidade”, explica a diretora. O terreno destinado à horta foi preparado com técnicas conservacionistas, como o uso de terraços em nível, que favorecem a retenção e infiltração da água no solo, prevenindo a erosão.

Ensino Prático e Sustentável

A horta é acompanhada por orientações técnicas dos extensionistas da Unidade Regional da Emater-MG em Juiz de Fora. Atualmente, são cultivadas diversas hortaliças e temperos, como alface, almeirão, beterraba, cenoura, repolho, pimentão, quiabo, mandioca, couve, além de chás e ervas aromáticas. A produção é destinada principalmente à merenda escolar e ao abastecimento das famílias dos alunos.

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Rita Helena de Oliveira Guimarães destaca que os alimentos provenientes da horta não apenas proporcionam benefícios nutricionais para os estudantes, mas também contribuem para a economia local e ajudam a evitar o desperdício. “Esses alimentos garantem uma alimentação mais saudável e proporcionam grande satisfação às crianças, que têm a oportunidade de ver o projeto em ação e colher os frutos do trabalho coletivo”, afirma.

Integração dos Estudantes no Processo de Produção

Todos os alunos da escola estão envolvidos ativamente no processo de cultivo e manutenção da horta. A professora Cleide de Almeida, responsável pelo projeto, enfatiza que as atividades envolvem o aprendizado de diversas práticas agrícolas, como o planejamento, preparo do solo, semeadura, plantio, nutrição das plantas, controle de ervas daninhas e colheita. Dessa forma, os alunos adquirem conhecimentos práticos sobre agricultura sustentável e alimentação saudável.

O extensionista da Emater-MG, Paulo Roberto Garcia, ressalta o sucesso da iniciativa. “A produtividade tem sido excelente, com colheitas de alfaces que, em apenas 21 dias, atingem mais de um quilo”, comemora. Para ele, o maior valor do projeto é observar as crianças levando para casa as hortaliças que elas próprias plantaram, compartilhando a experiência com suas famílias e destacando a importância do projeto em suas vidas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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