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Equipes de tapa-buracos atendem situações emergenciais na cidade

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, tem enfrentado desafios adicionais durante o período chuvoso para atender à demanda por manutenção viária em diferentes regiões da cidade. As chuvas intensas e recorrentes aceleram o surgimento e a ampliação de buracos nas vias, exigindo respostas rápidas para garantir a segurança de motoristas e pedestres. Contabilizando buracos de pequeno, médio e grande porte, foram tapados mais de 6.500 neste ano.

Além do cronograma regular de serviços previamente estabelecido diariamente, as equipes de tapa-buracos muitas vezes encaram situações em que precisam redirecionar as frentes de trabalho. São casos emergenciais que obrigam esses desvios operacionais para conter o avanço dos danos provocados pela água da chuva, que compromete a base do pavimento e agrava problemas já existentes.

Nesta terça-feira (10), uma das equipes tapou vários buracos em quatro vias na região do bairro Praeirinho para depois seguir a programação do dia. Foram elas: Rua Paraíso, Rua Pascoal, Rua Paranatinga e Avenida Beira Rio, incluindo as proximidades do viaduto Murilo Domingos.

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Nesta mesma data, outra equipe saiu para um buraco na Avenida Carmindo de Campos com a Av. General Melo e acabou encontrando um caso bem diferente do previsto: um buraco de grandes proporções. Isso ocorreu porque as manilhas de drenagem não estavam ligadas à rede, recebiam a demanda da boca de lobo, mas a água ficava acumulada por baixo do asfalto, sem escoamento, e literalmente fofa a terra, fazendo o asfalto ceder.

Bem próximo passa outra rede de drenagem que faz a função correta. Foi necessário isolar a manilha errada e compactar o buraco para continuidade do serviço no dia seguinte, quarta-feira (11), para fechar com o produto CBUQ, usado para tapar buracos.

“Independente das dificuldades por conta das chuvas, mantemos esforços contínuos para minimizar os impactos, priorizando os pontos mais críticos e buscando assegurar a trafegabilidade e a mobilidade urbana em Cuiabá.” assegurou o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira.

Programação

Na terça-feira (10), a operação tapa-buracos foi realizada no CPA 1, Jardim Paraná, Primeiro de Março, Ilza Terezinha, no Grande Terceiro (Campos Elíseos), no Santa Terezinha e no Residencial Coxipó.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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“Mal do olho” custa R$ 1,6 bilhão por ano nos EUA e não tem dados no Brasil

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) liderou a descoberta de uma nova espécie de bactéria associada à ceratoconjuntivite infecciosa bovina, doença que causa prejuízo anual estimado em R$ 1,6 bilhão à pecuária dos Estados Unidos. Conhecida no campo como cerato, “mal do olho” ou pinkeye, a enfermidade reduz o ganho de peso, eleva os gastos com tratamento e pode desvalorizar os animais.

Ainda não existe estimativa consolidada sobre os prejuízos causados pela doença no Brasil. A escassez de informações epidemiológicas é um dos motivos para o avanço das pesquisas destinadas a identificar os agentes envolvidos e desenvolver formas mais eficientes de diagnóstico, prevenção e controle.

A nova bactéria foi batizada de Moraxella tarda. O microrganismo foi isolado da mucosa nasal de bovinos da raça Hereford que apresentavam os primeiros sinais da enfermidade em uma propriedade de corte no bioma Pampa, no Rio Grande do Sul.

O trabalho foi desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e o Instituto Biológico de São Paulo. O estudo foi publicado em julho na revista científica Current Microbiology.

A doença raramente provoca a morte, mas pode comprometer o desempenho econômico do rebanho. Dados de pesquisas norte-americanas indicam que animais afetados podem deixar de ganhar entre 13,6 e 18,1 quilos devido à dor, à redução do consumo de alimentos e à dificuldade para localizar água e pastagem.

Nos casos mais graves, o impacto é maior. Bezerros com apenas um olho comprometido podem perder cerca de 9 quilos em relação aos animais sadios. Quando os dois olhos são atingidos, a diferença pode se aproximar de 30 quilos ao longo de 205 dias.

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A conta também inclui medicamentos, atendimento veterinário e mão de obra para separar, conter e tratar os animais. Cicatrizes na córnea, deformações ou perda da visão podem reduzir o valor dos bovinos na comercialização e, em determinadas situações, levar ao descarte antecipado.

Na pecuária leiteira, o desconforto e a redução da ingestão de alimento podem afetar a produção. Em rebanhos de corte, a menor evolução de peso compromete o resultado principalmente quando a doença atinge bezerros próximos da desmama. Durante surtos, a enfermidade pode alcançar grande parte dos animais jovens de um lote.

As amostras que permitiram identificar a Moraxella tarda foram coletadas em 2018 pela Embrapa Pecuária Sul, no Rio Grande do Sul. As análises bioquímicas, fisiológicas e genômicas foram aprofundadas nos laboratórios da Embrapa Gado de Leite, em Minas Gerais, e da Embrapa Gado de Corte, em Mato Grosso do Sul.

A comparação do material genético mostrou que a bactéria pertence ao gênero Moraxella, mas apresenta diferenças suficientes para ser classificada como uma nova espécie. O microrganismo também demonstrou crescimento lento em laboratório.

A descoberta não permite afirmar que a Moraxella tarda seja, isoladamente, a causadora da doença. A bactéria foi encontrada em animais com sinais clínicos, mas seu papel no desenvolvimento, na gravidade e na transmissão da enfermidade ainda precisará ser investigado.

Historicamente, a Moraxella bovis é considerada o principal agente da ceratoconjuntivite. Pesquisas mais recentes mostram, porém, que outras espécies podem estar presentes nos rebanhos afetados, entre elas a Moraxella bovoculi e a Moraxella oculi.

A diversidade bacteriana pode ajudar a explicar por que algumas vacinas não apresentam a mesma eficácia em todas as propriedades. Produtos desenvolvidos contra uma ou poucas espécies podem oferecer proteção limitada em rebanhos nos quais circulam agentes diferentes.

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“Essa descoberta é importante para termos vacinas polivalentes que possam, com a seleção de animais mais resistentes e com outras estratégias de manejo, controlar efetivamente a doença”, afirma o pesquisador da Embrapa Fernando Cardoso, um dos autores do trabalho.

Amostras da nova espécie foram depositadas em coleções de referência na Bélgica, em Portugal e no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O procedimento permite que outros centros de pesquisa tenham acesso à mesma linhagem para realizar novos estudos e comparar resultados.

A complexidade da doença já havia sido observada em um surto entre novilhas da raça Holandesa no Campo Experimental da Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco, Minas Gerais. A enfermidade atingiu 72% do lote.

Os exames identificaram a presença conjunta de Moraxella bovoculi e, pela primeira vez no Brasil, de Moraxella oculi. Nenhuma amostra da tradicional Moraxella bovis foi encontrada nas lesões, mostrando que quadros severos podem ocorrer mesmo sem o agente historicamente considerado principal.

Um novo projeto da Embrapa, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), investiga surtos em bacias leiteiras mineiras. O objetivo é mapear a diversidade bacteriana, desenvolver testes rápidos de diagnóstico e identificar alvos para vacinas capazes de proteger contra diferentes espécies.

Fonte: Pensar Agro

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