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Entenda quais são as vantagens do GLP no agronegócio

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O Gás Liquefeito de Petróleo, abreviado para GLP, é um combustível que mistura hidrocarbonetos butano e propano. Apesar de não ser tão conhecido por este nome, é amplamente utilizado nos lares brasileiros, sendo o famoso gás de cozinha que as pessoas usam para fazer suas refeições. Contudo, ainda é uma substância altamente versátil e utilizada em diversas indústrias, incluindo o agronegócio.

O GLP acaba sendo uma alternativa mais vantajosa e econômica dentro da indústria agrícola por um motivo bem simples: ele produz mais energia que o gás natural. Para se obter a mesma quantidade de energia que o GLP, seria necessário utilizar mais gás natural, o que diminuiria a produtividade e elevaria os custos de produção. Outra vantagem do Gás Liquefeito de Petróleo é a sua portabilidade, sendo um dos poucos que pode ser armazenado e transportado em cilindros.

Além de gerar energia mais rapidamente e ser de fácil distribuição, o GLP também é mais sustentável, sendo uma fonte de energia limpa. A emissão de poluentes derivada deste combustível é mínima, o que é essencial para o agronegócio, que lida diretamente com o meio ambiente e precisa preservá-lo a qualquer custo.

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Quais as funções do GLP no agronegócio?

Esse combustível pode ser utilizado de muitas formas, mas existem algumas atividades específicas dentro da indústria agrícola que fazem um uso melhor de suas funções. Podemos destacar três delas: a secagem de grãos, a avicultura e o combate às pragas que podem acometer as safras.

O processo de secagem de grãos depende muito do controle de temperatura. Além de atingir altas temperaturas rapidamente, o GLP também pode ser facilmente controlado, permitindo que os agricultores estabeleçam um ambiente que não danifica nem modifica os grãos de nenhuma forma. Graças a isso, eles também não adquirem sabor ou cheiro após a secagem.

Na avicultura, ou seja, na indústria de criação de aves, é necessário controlar a temperatura ambiente dos galpões e criadouros, a fim de garantir a sobrevivência dos animais. Ao nascerem, muitas aves não possuem a proteção térmica adequada em suas penas, o que as deixa vulneráveis ao clima exterior. O combustível ajuda a protegê-las e mantê-las confortáveis em ambientes internos.

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O GLP tem sido até uma alternativa aos agrotóxicos, auxiliando na exterminação de fungos, insetos e parasitas. Através de um maquinário específico, é possível emitir ondas de ar super quente, capazes de eliminar os organismos que comprometem a qualidade da safra. É uma opção mais saudável do que as substâncias tóxicas que comprometem o valor nutricional dos alimentos.

Para os empreendedores e as empresas que atuam no segmento, é válido buscar por uma distribuidora de gás GLP a granel para facilitar os negócios e manter os estoques sempre em dia. Além de ser econômico, também é uma forma de colaborar com a preservação do meio ambiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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