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Ensaios comprovam eficácia de tecnologia no controle dos principais detratores de produtividade do algodoeiro

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A ascensão do Brasil à posição de terceiro maior produtor global de algodão na safra 2022/2023 demonstra que os cotonicultores têm investido em novas tecnologias para o manejo eficiente de pragas e doenças, garantindo assim o volume de produção e a qualidade da fibra, considerado um item importante principalmente pela indústria têxtil. Segundo estimativas da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a safra 2023/204 deverá crescer em 8,4% na área plantada, podendo chegar a 1,81 milhões de hectares, com produção de 3,29 milhões de toneladas.

Para entregar produtividade e qualidade da fibra, o agricultor precisa estar atento aos cuidados da cultivar do algodão, desde o preparo do solo até a colheita. Nesse sentido, é fundamental que o cotonicultor escolha a variedade adequada, considerando a região em que o plantio será feito, além de realizar o manejo adequado para o controle de pragas e doenças, que podem ocasionar perdas em até 70% da produção, como é o caso do Bicudo (principal praga da cultura do algodão em função da sua alta capacidade de reprodução e elevado poder destrutivo) e da Ramulária (doença que atinge todas as fases de crescimento do algodoeiro, causando danos às folhas e reduzindo de forma significativa a qualidade da fibra).

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“O controle de pragas e doenças tem se tornando ainda mais difícil nos últimos anos devido à resistência apresentada e, por consequência, depende de tecnologias cada vez mais eficientes e seguras no campo. Para atender essa necessidade no campo, o Chaser EW, solução inédita no Brasil que une em um único produto ação inseticida e fungicida, vem apresentando alta performance no combate de diversos alvos na cultura do algodão. O risco de resistência também é reduzido com essa nova formulação”, ressalta o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA – empresa de pesquisa e desenvolvimento de defensivos agrícolas – Roberto Rodrigues.

O gerente destaca que o Chaser EW possibilita que o cotonicultor simplifique o manejo. “Para o controle de alvos como Bicudo, Complexo de Lagartas, Pulgões e Ácaros, o agricultor investe em média 26 aplicações de inseticidas durante o ciclo da cultura. No combate à doença, o cotonicultor faz uma média de oito aplicações de fungicidas por ciclo. Com um único produto que une ação inseticida e fungicida, como é o caso do Chaser EW, é possível combater múltiplos alvos com muito menos aplicações”, explica Rodrigues.

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Tecnologia revoluciona manejo, garantindo produtividade e qualidade da fibra

De acordo com resultados de ensaios realizados pelo Instituto Mato Grosso do Algodão, em lavouras da região, o Chaser EW apresentou alta eficácia no controle do Bicudo e no combate a Ramulária.

Outros ensaios foram conduzidos pela equipe de pesquisadores da IHARA em lavouras de Mato Grosso, Bahia e São Paulo, onde foram constatados resultados significativos no controle de outros alvos: Ácaro Rajado (81% de eficácia) e Pulgão (93%). Na região de Rio Verde (GO), a tecnologia apresentou 70% na performance de combate ao Ácaro Rajado.

Um dos pontos fortes da fórmula do Chaser EW é a ação anti-feeding, que paralisa a alimentação das pragas de forma imediata. No caso dos ácaros, por exemplo, o Chaser EW tem efeito ovicida e controla todas as fases da praga.

“Desenvolver e tornar acessíveis essas soluções é o compromisso da IHARA com o agricultor brasileiro”, finaliza Rodrigues.

Fonte: IHARA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Operação em casas noturnas avança com novas notificações e inadequações identificadas

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na noite de sexta-feira (22), o terceiro dia da Operação Alvará Regular em Casas Noturnas, mobilizando equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), Corpo de Bombeiros Militar, Procon Municipal, Crea-MT, Semob.SegP e Polícia Militar. Entre 20h e 23h40, três estabelecimentos localizados na Rua 24 de Outubro, Avenida Getúlio Vargas e Avenida Beira-Rio passaram por vistorias voltadas à segurança, regularização documental, acessibilidade e proteção ao consumidor.

Ao longo das fiscalizações, as equipes identificaram irregularidades relacionadas a alvarás, documentação sanitária, acessibilidade e produtos vencidos, mas também encontraram estabelecimentos com parte das exigências regularizadas. A operação mantém caráter prioritariamente orientativo nesta primeira etapa, com prazos para adequações e previsão de retorno das equipes para reavaliação dos locais.

No primeiro estabelecimento fiscalizado, na Rua 24 de Outubro, o Procon apreendeu 61 unidades de energéticos vencidos armazenados em freezers da casa noturna. Segundo a secretária adjunta do órgão, Mariana Almeida Borges, a fiscalização atua para assegurar a saúde do consumidor e orientar os empresários sobre as normas vigentes. “A saúde do consumidor não pode ser colocada em risco”, afirmou. A documentação do local também apresentou inconsistências, posteriormente corrigidas com apoio do escritório de contabilidade do estabelecimento.

Na Avenida Getúlio Vargas, o Corpo de Bombeiros constatou pendências relacionadas ao Alvará de Segurança Contra Incêndio e à atualização do projeto aprovado anteriormente. Apesar disso, o major BM Fábio de Souza Sabino informou que os equipamentos preventivos instalados atendiam às necessidades do espaço. O estabelecimento recebeu prazo de 90 dias para regularização. “O principal objetivo da operação é proteger o cidadão, conscientizar os proprietários e garantir que a população frequente espaços regulares e seguros”, destacou o oficial.

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Já no terceiro estabelecimento, na Avenida Beira-Rio, a fiscalização encontrou situação considerada mais regular. O Procon não identificou produtos vencidos em quantidade que justificasse autuação imediata, adotando apenas medidas orientativas relacionadas à exposição de preços e disponibilização de cardápio físico. No local, a equipe da Sorp também registrou infração leve por emissão sonora acima do permitido, com medição de 75 decibéis no período noturno, resultando em auto de infração de R$ 600.

O agente de regulação e fiscalização da Sorp, Rafael da Cruz Mestre, explicou que as principais irregularidades verificadas nos três dias da operação envolvem alvarás ausentes ou desatualizados, com divergências de endereço, área ou CNPJ. Segundo ele, os estabelecimentos notificados têm prazo de 10 dias para regularização documental, sob pena de multa. O fiscal também ressaltou que a ausência de ocorrências graves demonstra a importância do trabalho preventivo realizado rotineiramente pelos órgãos municipais.

O balanço consolidado das ações aponta que o trabalho integrado entre os órgãos públicos tem permitido mapear as principais demandas do setor e orientar empresários sobre adequações necessárias. De acordo com o agente de fiscalização da Sorp, Aécio Benedito Dias Pacheco, a atuação conjunta busca levantar irregularidades e conceder prazo para regularização antes da adoção de medidas mais rígidas. “No retorno, o tratamento será diferente para quem não tiver cumprido as exigências”, afirmou.

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O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) também participou das vistorias e identificou falhas recorrentes relacionadas à acessibilidade. Segundo o coordenador da fiscalização preventiva integrada do órgão, Reinaldo de Magalhães Passos Toshiro, muitos estabelecimentos possuem banheiros adaptados, mas ainda apresentam obstáculos que comprometem o deslocamento de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O órgão informou que, ao fim da operação, será elaborado um relatório técnico com as não conformidades encontradas.

Representantes do setor de eventos acompanharam as fiscalizações e avaliaram positivamente a iniciativa. O promotor de eventos Wanderson Gonçalves de Carvalho afirmou que a presença dos órgãos contribui para garantir segurança ao público e estimular a regularização dos estabelecimentos. Já o empresário Rafik Mohamed Yassin destacou o caráter orientativo da ação e a importância do cumprimento das normas para o funcionamento adequado dos eventos.

A Operação Alvará Regular em Casas Noturnas segue até o dia 3 de junho e integra uma força-tarefa iniciada após um incêndio registrado recentemente em uma casa noturna da capital. Na ocasião do lançamento da operação, a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares afirmou que a intensificação das fiscalizações busca garantir maior segurança ao público e assegurar que os estabelecimentos estejam adequados às normas exigidas para funcionamento.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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