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B3 Implementa Indicador do Boi DATAGRO para Liquidação de Contratos Futuros

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A partir desta terça-feira (8), a B3, a Bolsa do Brasil, passará a utilizar o Indicador do Boi DATAGRO como referência para a liquidação de contratos futuros. Essa nova metodologia já recebeu aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e será aplicada a contratos com vencimentos a partir de fevereiro de 2025.

Com uma amostra representativa que abrange mais de 60% do abate nacional e a mesma proporção na praça de São Paulo, o indicador reúne informações fornecidas por milhares de pecuaristas, incluindo os maiores confinamentos do país, além de indústrias frigoríficas. Através de uma metodologia própria e da análise e auditoria de especialistas da DATAGRO, uma consultoria agrícola com atuação em mais de 50 países, o mercado terá acesso a uma referência de preço para a arroba do boi gordo nas principais praças de comercialização do Brasil.

João Otávio Figueiredo, head de Pecuária da DATAGRO, ressalta que “é uma ferramenta transparente e independente, que consegue refletir, de maneira assertiva, a realidade do mercado.”

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O Indicador do Boi DATAGRO foi instituído em 2019 e atualmente registra mais de um milhão de cabeças de gado reportadas mensalmente em nível nacional, o que corresponde a mais de 60% do total de bovinos no Brasil. Em São Paulo, essa representatividade é igualmente elevada, superando os 60% do abate estadual.

Marielle Brugnari, head de produtos de commodities da B3, explica que “o volume dos contratos de boi gordo quase triplicou entre 2018 e 2024, e atualmente 45% dos investidores são pessoas físicas. O mercado ainda tem um potencial significativo para crescimento, e a escolha do indicador é crucial para fomentar a negociação dos ativos e gerenciar riscos.”

Sobre o Indicador do Boi DATAGRO

Desenvolvido a partir de uma demanda do setor, o Indicador do Boi DATAGRO coleta dados fornecidos voluntariamente por pecuaristas e frigoríficos envolvidos nas transações de bovinos nas praças de comercialização. A metodologia, disponível para consulta no site da DATAGRO, passa por revisões periódicas para assegurar sua eficácia.

O executivo da DATAGRO destaca que “a equipe tem trabalhado no avanço em quatro pilares: coleta, armazenamento, distribuição e auditoria.” Com a adoção de práticas modernas, a empresa aprimora continuamente o tratamento e a auditoria das informações, garantindo maior precisão e eficiência em suas operações.

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Os dados coletados incluem informações essenciais, como número de animais do lote, preços da arroba negociada, datas do negócio e do abate, prazos de pagamento, e estados de origem e destino dos abates, englobando todos os atributos relacionados à negociação.

A DATAGRO, em parceria com a B3, mantém um diálogo constante com todos os elos da cadeia produtiva, visando alinhar o indicador com a realidade do mercado de forma contínua.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do setor de árvores cultivadas somam US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026 apesar de cenário global adverso

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O setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração ambiental exportou US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mesmo diante de um cenário internacional marcado pelo avanço de medidas protecionistas, desaceleração econômica em importantes mercados e pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os dados constam na mais recente edição do Boletim Mosaico, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Árvores (Ibá), que apresenta um panorama do desempenho econômico e produtivo da cadeia florestal brasileira entre janeiro e março deste ano.

Setor mantém relevância na balança comercial brasileira

Nos três primeiros meses de 2026, a indústria de árvores cultivadas respondeu por 4,4% das exportações totais do Brasil e representou 9,6% das vendas externas do agronegócio nacional.

O saldo da balança comercial do setor alcançou US$ 3,3 bilhões, reforçando a importância estratégica da atividade para a geração de divisas, empregos e desenvolvimento sustentável.

Celulose segue como principal produto exportado

A celulose permaneceu como o principal item da pauta exportadora do segmento florestal brasileiro. A produção atingiu 6,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre, registrando retração de 3,8% em comparação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram 4,8 milhões de toneladas, volume 10,2% inferior ao observado um ano antes. Em valor, as vendas externas da commodity somaram US$ 2,6 bilhões, uma queda de 6,3% na comparação anual.

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Apesar da redução nos embarques, a celulose continua sendo o principal motor das exportações do setor, sustentada pela demanda internacional e pela competitividade da produção brasileira.

Produção de papel apresenta estabilidade

O segmento de papel registrou desempenho estável no período. A produção alcançou 2,8 milhões de toneladas, com leve crescimento de 0,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

No mercado interno, as vendas avançaram 1,8%, demonstrando resiliência do consumo doméstico. Já as exportações apresentaram pequena retração de 0,6%.

Em termos financeiros, as vendas externas de papel movimentaram US$ 566,6 milhões entre janeiro e março, resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Mercado de painéis de madeira cresce no Brasil, mas exportações recuam

Os painéis de madeira apresentaram desempenho positivo no mercado interno. As vendas domésticas cresceram 7,4% no primeiro trimestre, atingindo 2,1 milhões de metros cúbicos.

No entanto, o segmento enfrentou dificuldades no comércio exterior. As exportações recuaram 27,9% em volume, refletindo a menor demanda internacional e os desafios enfrentados pelos principais mercados consumidores.

Em valor, as vendas externas de painéis de madeira somaram US$ 74,4 milhões, uma queda expressiva de 34,3% na comparação anual.

China lidera demanda pelos produtos florestais brasileiros

A China manteve sua posição como principal destino das exportações do setor brasileiro de árvores cultivadas. Entre janeiro e março, o país asiático importou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em produtos florestais brasileiros.

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Europa e América do Norte aparecem na sequência entre os maiores mercados compradores, embora o ambiente econômico global continue marcado por crescimento moderado e incertezas comerciais.

Competitividade e sustentabilidade sustentam o setor

Segundo o presidente da Ibá, Paulo Hartung, o desempenho registrado no primeiro trimestre demonstra a capacidade de adaptação e a força competitiva da indústria florestal brasileira diante de um ambiente global desafiador.

De acordo com Hartung, mesmo diante das incertezas que afetam o comércio internacional, o setor segue ampliando sua presença nos mercados externos, apoiado pela eficiência produtiva, pela oferta de produtos renováveis e pelo compromisso com práticas sustentáveis.

A expectativa é que a indústria continue buscando novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, fortalecendo sua contribuição para a economia brasileira e para a transição global rumo a uma economia de baixo carbono.

Perspectivas para 2026

Com a demanda internacional ainda sujeita aos efeitos das tensões geopolíticas, das políticas comerciais e do ritmo de crescimento das principais economias globais, o setor de árvores cultivadas deverá manter atenção redobrada aos movimentos do mercado externo.

Ainda assim, a combinação entre produtividade florestal, competitividade industrial e crescente demanda por produtos de origem renovável posiciona o Brasil como um dos principais protagonistas globais da bioeconomia e da indústria florestal sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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