AGRONEGÓCIO

Encontro Técnico em Cachoeira do Sul Consolida Importância da Produção de Noz-Pecã no Sul do Brasil

Publicado em

Produtores de noz-pecã dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná participaram, na quarta-feira (4), do X Encontro de Produtores Parceiros Fornecedores da Divinut, em Cachoeira do Sul (RS). O evento, realizado na sede da empresa, reuniu cerca de 200 produtores e contou com a presença de especialistas renomados, além do prefeito eleito do município, Leandro Balardin.

O encontro, organizado pela Divinut, líder no setor de processamento e exportação de noz-pecã, destacou avanços técnicos e a importância estratégica da atividade para a economia regional. “Foi um marco histórico para a produção de noz-pecã no município. Promovemos a troca de conhecimentos e fortalecemos a integração entre produtores e parceiros da cadeia produtiva”, afirmou Edson Ortiz, diretor e fundador da empresa.

Painéis Técnicos e Inovações no Cultivo

Ao longo do dia, os participantes tiveram acesso a nove painéis técnicos e a visitas a quatro estações de campo, onde foram apresentados temas como irrigação, colheita mecanizada, poda de árvores em produção e o uso de drones em pomares de nogueira-pecã. O evento também contou com palestras de especialistas como Ysmael Garcia, engenheiro agrônomo de um consórcio peruano, e o professor Diniz Fronza, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que abordaram técnicas de manejo e poda avançadas.

Leia Também:  Lucas do Rio Verde participa de Encontro Regional do Programa A União Faz a Vida

“O conhecimento técnico compartilhado aqui será fundamental para aprimorar o cultivo e aumentar a produtividade dos pomares”, destacou Ortiz.

Apoio Institucional e Expansão Internacional

O prefeito eleito de Cachoeira do Sul, Leandro Balardin, participou do encontro e destacou a relevância econômica da produção de noz-pecã para o município. Ele também visitou as instalações da Divinut, que possui a maior planta de descascamento de noz-pecã do Hemisfério Sul e o maior viveiro de nogueira-pecã em raiz embalada do mundo. “Fiquei impressionado com a capacidade de processamento da empresa e reafirmo meu compromisso em apoiar iniciativas que fortaleçam essa atividade no município”, afirmou Balardin.

A Divinut, que completará 25 anos em 2025, tem se consolidado como referência não apenas na venda de mudas e processamento, mas também na exportação do fruto. Em 2024, a empresa expandiu suas operações internacionais, enviando 24 toneladas de noz-pecã aos Estados Unidos e Canadá. Essa conquista foi possível após o registro na FDA (Food and Drug Administration), que regula a comercialização de alimentos nos EUA.

Atualmente, a Divinut exporta para mercados como Espanha, Israel, Itália, Egito e Arábia Saudita, sendo a Espanha o principal destino das nozes brasileiras. A empresa trabalha em parceria com cerca de 4 mil produtores da região Sul, reforçando sua posição de liderança no setor.

Leia Também:  Sicredi lidera no crédito rural e destina R$ 43,3 bilhões no Plano Safra 2024/2025
Perspectivas para o Futuro

O encontro reforçou a importância de integrar inovação tecnológica e conhecimento técnico à produção, com foco em aumentar a competitividade no mercado global. A Divinut planeja continuar ampliando sua presença internacional e fortalecendo sua cadeia produtiva local, impulsionando a economia da região e consolidando o Brasil como um dos principais exportadores de noz-pecã no mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Sicredi lidera no crédito rural e destina R$ 43,3 bilhões no Plano Safra 2024/2025

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Colheita de Soja no Paraná Chega a 2% e Condição das Lavouras Piora, Aponta Deral

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA