AGRONEGÓCIO

Colheita de Soja no Paraná Chega a 2% e Condição das Lavouras Piora, Aponta Deral

Publicado em

A colheita de soja no Paraná 2024/25 avançou para 2% da área plantada até a última segunda-feira, conforme dados divulgados nesta terça-feira pelo Departamento de Economia Rural (Deral). O percentual está abaixo dos 7% registrados no mesmo período de 2024. Além disso, o Deral apontou uma piora nas condições das lavouras, especialmente em regiões com clima seco.

De acordo com o relatório, até a semana anterior, não havia registros de colheita no Estado, que é um dos três maiores produtores de soja do Brasil. A colheita segue em ritmo lento, com produtividade abaixo da média. Técnicos indicam que a irregularidade das chuvas tem agravado a situação, com a seca contribuindo para a perda de produtividade e o encurtamento do ciclo da soja, o que resulta em uma antecipação da colheita. “Regiões mais quentes e arenosas tendem a concentrar os problemas”, alertaram.

Piora nas Condições das Lavouras e Previsões de Chuvas

O Deral revisou a avaliação das lavouras e agora estima que 83% da área está em condições “boas”, contra 90% na semana anterior. No mesmo período de 2024, apenas 64% das lavouras tinham essa avaliação. Ao todo, 2% da área é classificada como “ruim”, contra 1% na semana anterior. Apesar disso, o órgão acredita que, caso as chuvas retornem, algumas áreas podem produzir acima do esperado. Além disso, algumas regiões já foram beneficiadas por precipitações nesta semana, o que pode amenizar os impactos da seca.

Leia Também:  Conbrasul Ovos 2025 vai debater impactos da economia e política global na cadeia de produção de ovos

A previsão climática indica que novas chuvas devem ocorrer nos próximos dias, o que pode melhorar as condições das lavouras e impulsionar a produtividade. A safra de soja do Paraná 2024/25 é estimada em 22,18 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 20% em relação à safra anterior, que foi severamente impactada pela seca.

Milho: Expectativas de Alta Produção, Mas Possíveis Perdas em Regiões Quentes

No que diz respeito à produção de milho, o Paraná ainda não registrou colheita da primeira safra, mas 1% da área destinada à segunda safra já foi semeada. As expectativas para a produção de grãos continuam positivas, com ótimas produtividades nas primeiras áreas colhidas. No entanto, regiões mais quentes podem enfrentar perdas na cultura. Para o milho safrinha (segunda safra), os produtores aguardam melhores condições para o plantio.

O Deral projetou a produção de 2,65 milhões de toneladas para a primeira safra, representando um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Já a segunda safra está estimada em 15,54 milhões de toneladas, o que significaria um aumento de 24% em comparação com a safra de 2024.

Leia Também:  Prazo para evitar restrições do agro brasileiro na UE termina quinta-feira

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil importa 73% das vacinas contra doença fatal no gado

Published

on

O Brasil colocou no mercado 9,98 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em agosto, mas quase três em cada quatro vieram do exterior. Os dados mostram que a oferta mensal se manteve próxima de 10 milhões de doses, enquanto a produção nacional perdeu participação e aumentou a dependência das importações para proteger os rebanhos.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 7,30 milhões de doses disponibilizadas no mês passado foram importadas, o equivalente a 73,16% do total. As fábricas brasileiras forneceram 2,68 milhões de doses, ou 26,84%.

Em julho, haviam sido colocadas no mercado 10,16 milhões de doses, das quais 60,31% eram importadas. Na passagem de um mês para o outro, a oferta total diminuiu 1,7%, mas a produção nacional caiu aproximadamente 34%. As importações cresceram 19% e sustentaram o abastecimento.

O balanço não significa necessariamente que as vacinas chegaram de forma regular a todas as regiões. O número divulgado pelo governo corresponde às doses liberadas para comercialização, e não à quantidade efetivamente vendida, distribuída em cada Estado ou aplicada nos animais.

O acompanhamento mensal começou depois de uma escassez registrada no início do ano. Fabricantes interromperam a produção e a comercialização de imunizantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026, reduzindo a oferta em um mercado já concentrado. Desde então, o governo passou a acelerar a análise de lotes importados e a negociar com as empresas a ampliação da produção.

As clostridioses não são uma única doença. O nome reúne diferentes enfermidades provocadas por bactérias do gênero Clostridium e, principalmente, pelas toxinas produzidas por esses microrganismos. Entre as mais conhecidas estão o botulismo, o carbúnculo sintomático, chamado no campo de manqueira, a gangrena gasosa, a enterotoxemia e o tétano.

Essas bactérias conseguem formar esporos resistentes, que permanecem por longos períodos no solo, na água, em restos de animais e no ambiente das propriedades. Em determinadas condições, os microrganismos se multiplicam ou produzem toxinas que atingem o sistema nervoso, os músculos ou o aparelho digestivo dos animais.

Leia Também:  Açúcar cai nos mercados internacionais devido a possibilidade de excedente global

No botulismo, a toxina provoca paralisia progressiva, dificuldade para caminhar e engolir e, nos casos graves, parada respiratória. A contaminação pode ocorrer pelo consumo de água ou alimento impróprio e pelo contato com restos de animais em pastagens, silagens ou suplementos.

O carbúnculo sintomático atinge principalmente bovinos jovens e bem alimentados. A doença provoca febre, dificuldade de locomoção e inchaço dos músculos. A evolução é muito rápida e a mortalidade pode se aproximar de 100%. Em muitas ocorrências, o animal é encontrado morto antes que o produtor perceba sinais claros.

A enterotoxemia está associada à produção de toxinas no intestino e pode surgir após mudanças bruscas na alimentação, especialmente em sistemas intensivos. O tétano e a gangrena gasosa estão relacionados à contaminação de ferimentos, inclusive aqueles provocados por procedimentos de manejo.

As clostridioses geralmente não se espalham entre os animais da mesma forma que uma virose altamente contagiosa. O risco está na presença dos agentes no ambiente e na dificuldade de tratamento. Como a evolução costuma ser rápida, a vacinação preventiva é considerada a principal forma de controle.

O prejuízo começa com a morte do animal, mas não termina nela. O produtor perde o valor investido em genética, alimentação, medicamentos, mão de obra e tempo de criação. Também pode ter gastos com diagnóstico, descarte da carcaça, atendimento veterinário e revisão do manejo sanitário e nutricional.

Pelos preços atuais, um bezerro vale cerca de R$ 3,4 mil. Um bovino terminado com 18 arrobas pode superar R$ 6,2 mil, considerando a cotação do boi gordo próxima de R$ 347 por arroba. Em confinamentos, a perda inclui ainda toda a alimentação consumida até o momento da morte, o que torna o prejuízo maior conforme o animal se aproxima do abate.

Levantamentos realizados em confinamentos colocam as clostridioses entre as principais causas sanitárias de mortalidade. Em propriedades sem vacinação adequada, surtos de botulismo ou manqueira podem atingir vários animais em poucos dias e comprometer o resultado de um lote inteiro.

Leia Também:  Recital fecha em grande estilo a programação de 2025 da Escola Municipal de Música

Não existe uma estimativa oficial consolidada do prejuízo anual provocado por essas doenças em todo o País. O impacto nacional ocorre pela soma das mortes nas propriedades, da menor produção de carne e leite e do aumento das despesas sanitárias. Diferentemente da febre aftosa, as clostridioses não costumam provocar o fechamento generalizado de mercados internacionais, mas reduzem a eficiência econômica da pecuária.

Com um rebanho de aproximadamente 238 milhões de bovinos, além de milhões de ovinos e caprinos que também podem ser imunizados, o Brasil precisa de oferta contínua. Uma única aplicação nem sempre completa a proteção. Animais vacinados pela primeira vez geralmente precisam de dose inicial e reforço, conforme a idade, o produto utilizado e a orientação do médico-veterinário.

Por isso, não é possível comparar diretamente as quase 10 milhões de doses liberadas em agosto com o tamanho total do rebanho e concluir que o volume é suficiente ou insuficiente. A necessidade varia ao longo do ano e depende do histórico de vacinação, da categoria animal e dos riscos presentes em cada propriedade.

A retomada das importações reduziu o risco imediato de falta, mas a queda da produção nacional mantém o setor exposto a atrasos logísticos, oscilações cambiais e problemas nos países fornecedores. O desafio agora é garantir que a oferta permaneça regular e chegue às regiões pecuárias antes de ocorrerem falhas nos calendários de imunização.

O Mapa informou que trabalha com a indústria para ampliar a fabricação no País, viabilizar as importações e acelerar a fiscalização e a liberação dos produtos. Para o produtor, a orientação é não substituir ou adiar o protocolo por conta própria e procurar o médico-veterinário responsável para definir a vacina e o calendário adequados ao rebanho.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA