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Encontro “Elas na Pecuária” debate a representatividade da mulher na comunicação do agro

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Para celebrar o mês das mulheres e proporcionar um momento de união e integração entre profissionais da bovinocultura, a Beckhauser promoveu a segunda edição do encontro “Elas na Pecuária”, realizado em Campo Grande (MS). O evento reuniu, no dia 26 de março, mulheres de diferentes funções e elos da cadeia produtiva da carne bovina para abordar questões relacionadas à ocupação de espaços no setor.

O encontro, conduzido na loja H Store em parceria com a Phibro Saúde Animal, Sicoob e GerBov, teve como palestrantes a produtora rural, CEO da FarmCom e comunicadora, Camila Telles, e a CEO da Earth Guard e da Seiva Empreendimentos, Gracita Barbosa – especialista em créditos ambientais com mais de 20 anos de experiência no setor e consultora de desenvolvimento local sustentável.

Gracita, reconhecida como guardiã da Organização das Nações Unidas (ONU), apresentou às participantes um panorama do contexto ambiental e florestal atual, apontando o Brasil como referência nessas áreas do ponto de vista legal e sustentável. “Nosso maior patrimônio é a biodiversidade. É uma colocação tão simples, mas que também reflete a atuação dos produtores rurais no que diz respeito ao ESG (sigla que representa o meio ambiente, o social e a governança). Nesse sentido, o crédito ambiental é o futuro do agronegócio”, afirma.

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Ela contou, ainda, que enfrentou mais desafios por ser mulher em ambientes que não eram parte do agro. “Tive algumas dificuldades ao longo da minha trajetória, mas a maior parte delas não foi dentro do setor. Tenho orgulho de ter sido uma das pioneiras a fazer integração lavoura-pecuária com cria, recria e engorda após insistir muito nos benefícios dessa prática num meio predominantemente masculino. As mulheres estão na busca pela inovação e, cada vez mais, fazendo a diferença na sociedade, no mundo econômico e, por fim, no agro”, reforça.

Comunicação e a presença feminina no processo

Camila Telles tem sua história conectada intrinsecamente com o campo. Desde cedo, buscou comunicar os benefícios da produção agrícola. A profissional, formada em Relações Públicas, utilizou casos do agronegócio durante sua vida acadêmica – ela ministrou sua primeira palestra com 22 anos.

Por acreditar que o setor deve ocupar os espaços em que hoje não está presente, ela dedica a sua carreira a tornar isso uma realidade. “Há muito tempo temos defensoras desse nosso setor, porém, numa realidade dominada pelas redes sociais, mostramos pouco das nossas conquistas. Esse é o ambiente em que as pessoas, principalmente os jovens, estão mais presentes, consumindo todo tipo de conteúdo – em muitos casos, o que inclui informações imprecisas”, detalha.

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Para Camila, o agro e as mulheres do setor devem acompanhar as tendências da comunicação para conseguirem alavancar a visibilidade de seus negócios e do segmento como um todo. “Acredito que a comunicação do agro deve ser feita de forma a humanizar o setor, agregando dados e informações que representam a sua grandeza e importância para o Brasil”, frisou.

Apresentando dados de uma pesquisa conduzida pela Leadership Circle, Camila Telles também apontou que as mulheres conseguem desenvolver uma comunicação mais assertiva e capaz de transformar equipes em times coesos, com foco nos resultados a serem alcançados.

De acordo com a CEO da Beckhauser, Mariana Beckheuser, que passou por um processo de sucessão familiar até ocupar essa posição, reunir um grupo de mulheres para debater esses temas foi uma oportunidade única. “A H Store nasceu para ser uma casa onde se fala de pecuária bem-feita, sustentável, que olha para o bem-estar animal, humano e do planeta, e constrói um cenário de evolução do nosso setor. É muito positivo receber todas elas para participar desse momento”, conclui.

Fonte: Attuale Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Investimentos em pesquisa elevam produtividade e competitividade do agro de Mato Grosso do Sul

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Os investimentos em pesquisa agropecuária seguem como um dos principais pilares para o aumento da produtividade e da competitividade do agronegócio em Mato Grosso do Sul. Com atuação consolidada no nordeste do Estado, a Fundação Chapadão vem ampliando sua área de abrangência e fortalecendo parcerias com instituições públicas e privadas para o desenvolvimento de tecnologias voltadas às principais culturas agrícolas.

Às vésperas de completar 29 anos de atuação, a instituição atende municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Alcinópolis, Cassilândia, Paranaíba e Coxim, com expansão gradual de projetos para outras regiões do norte sul-mato-grossense.

Soja e milho seguem como foco central das pesquisas regionais

O presidente da Fundação Chapadão, Ilton Henrichsen, destaca que as condições climáticas da região norte de Mato Grosso do Sul favorecem a consolidação das culturas de soja e milho, que permanecem como prioridade das pesquisas.

Segundo ele, a estabilidade climática reduz impactos de veranicos mais frequentes em outras regiões, o que contribui para maior previsibilidade produtiva.

“A soja e o milho estão muito consolidados na nossa região. Por isso, as pesquisas continuarão focadas no desenvolvimento de novas cultivares, no aumento da produtividade e em soluções para os desafios que surgem a cada safra”, afirma.

Cana-de-açúcar e diversificação agrícola entram no radar científico

Além das grandes culturas, a expansão da cana-de-açúcar em áreas consideradas marginais e a presença de usinas na região têm ampliado a demanda por novas linhas de pesquisa.

Henrichsen ressalta que a cultura já é uma realidade em parte do território e deve ganhar mais espaço nos estudos técnicos.

“A cana já é uma realidade em parte da região e existe uma demanda crescente por conhecimento técnico”, destaca.

Outras cadeias produtivas, como citros em municípios como Cassilândia e Paranaíba, também aparecem como potenciais áreas de expansão da pesquisa agropecuária regional.

Fundação Chapadão nasceu para enfrentar crise de nematoides na soja

De acordo com o diretor-executivo da instituição, André Bartolomeu Piesanti, a Fundação Chapadão surgiu no fim da década de 1990 a partir de um problema crítico enfrentado por produtores rurais: a infestação de nematoides que comprometia a viabilidade da soja.

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O movimento de produtores, aliado a instituições como a Embrapa e o Governo do Estado, deu origem a uma estrutura de pesquisa voltada à solução de problemas reais do campo.

Mais de 500 mil hectares são atendidos com pesquisas aplicadas

Atualmente, a Fundação desenvolve pesquisas em uma área superior a 500 mil hectares, com foco em:

  • validação de cultivares
  • manejo de pragas e doenças
  • fertilidade do solo e nutrição vegetal
  • controle de nematoides
  • sementes e genética
  • tecnologias para mitigação de efeitos climáticos

Segundo Piesanti, a validação regional de cultivares é essencial para orientar decisões do produtor.

“Analisamos potencial produtivo, comportamento diante de doenças, melhor época de plantio e adaptação ao clima”, explica.

Investimentos públicos sustentam avanço da pesquisa agropecuária

A Fundação Chapadão recebe apoio financeiro do Governo de Mato Grosso do Sul para manutenção das atividades de pesquisa. Os recursos são utilizados principalmente em insumos, materiais de campo e execução de experimentos.

Segundo a instituição, os aportes somaram cerca de R$ 2,5 milhões por safra em 2023 e 2024, subindo para R$ 3,7 milhões na safra 2024/2025, com previsão de aproximadamente R$ 2,7 milhões para 2026/2027.

Sustentabilidade e rastreabilidade ganham centralidade no agro

Além da produtividade, a sustentabilidade ambiental se tornou um dos eixos centrais das pesquisas. Piesanti destaca que mercados internacionais exigem cada vez mais rastreabilidade e comprovação de boas práticas.

A evolução tecnológica, segundo ele, permite maior transparência na origem da produção, com exemplos como a rastreabilidade total do algodão.

“Hoje o comprador estrangeiro quer saber de onde veio o produto”, afirma.

Inteligência artificial acelera transformação digital no campo

A incorporação da inteligência artificial ao agronegócio é outro destaque apontado pela Fundação. A tecnologia já é aplicada no monitoramento de lavouras, mecanização e análise de dados.

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A instituição ainda não possui estrutura dedicada exclusivamente à IA, mas busca parcerias para integrar ferramentas de análise preditiva, identificação de riscos e apoio à tomada de decisão.

“A IA pode prever cenários e identificar riscos antes que eles aconteçam”, observa Piesanti.

Ciência, genética e análise de dados ampliam impacto das pesquisas

Para o engenheiro agrônomo Fábio Lima Abrantes, a inteligência artificial já contribui para transformar grandes volumes de dados em informações estratégicas para o produtor rural.

Na área de genética, as pesquisas avaliam desde cultivares comerciais até materiais em desenvolvimento, considerando resistência a doenças, tolerância ao déficit hídrico e adaptação climática.

O trabalho da Fundação abrange mais de 600 mil hectares, com impacto direto em municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Coxim e Sonora.

Laboratórios garantem diagnóstico e suporte técnico ao produtor

A estrutura laboratorial da Fundação Chapadão desempenha papel fundamental no suporte às pesquisas e ao atendimento dos produtores rurais.

Segundo a engenheira agrônoma Aniele Versotto Teixeira, os laboratórios realizam diagnósticos de doenças, análises de produtos biológicos e testes de viabilidade de microrganismos utilizados no controle de pragas.

“Isso permite uma recomendação mais precisa e assertiva”, explica.

A manutenção dessa estrutura exige investimentos contínuos em equipamentos, insumos e capacitação técnica, reforçando a importância do apoio institucional.

Pesquisa agropecuária sustenta competitividade do Mato Grosso do Sul

O conjunto de ações evidencia o papel estratégico da pesquisa científica no avanço do agronegócio sul-mato-grossense. A integração entre instituições, governo e setor produtivo tem impulsionado ganhos de produtividade, sustentabilidade e inovação no campo.

Com o avanço de tecnologias como genética aplicada, análise de dados e inteligência artificial, a tendência é de maior eficiência e competitividade na agricultura regional nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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