AGRONEGÓCIO

Encontro de secretárias reforça troca de experiências e protagonismo feminino em Cuiabá

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Um momento de escuta, acolhimento e fortalecimento marcou o encontro desta quarta-feira (1º) que reuniu secretárias e secretárias adjuntas da Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi dedicado à troca de experiências, desafios e conquistas vivenciadas por mulheres que hoje ocupam cargos estratégicos na administração municipal.

Com apresentação motivacional da servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal lotada no Espaço do Servidor, o momento levou música e reflexão às participantes, ao som alegre e tropical do ukulele, incentivando cada mulher a reconhecer sua força, seus valores e a importância de cuidar de si mesma enquanto cuida dos outros.

Ao destacar a importância do momento, a secretária adjunta de Formação dos Servidores, Solange Dias, ressaltou a necessidade de valorizar quem está diariamente à frente das políticas públicas. “Existe uma pergunta muito importante: quem cuida de quem cuida? Durante todo o mês de março, essas mulheres promoveram ações, cuidaram de outras servidoras e da comunidade. Agora é o momento de o governo agradecer e cuidar dessas mulheres que cuidam de toda a sociedade”, afirmou.

A secretária de Comunicação, Ana Karla, externou sobre os desafios enfrentados pelas mulheres que ocupam espaços de poder. Segundo ela, cada conquista representa a quebra de barreiras históricas. “Estamos vivendo um momento importante, ocupando espaços que antes não eram destinados às mulheres. Não é apenas para marcar presença, mas para fazer a diferença na vida da população. Trabalhar ao lado de mulheres tão competentes é motivo de orgulho”, destacou.

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A secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares, compartilhou sua trajetória profissional como delegada iniciada em 2007. Com quase 19 anos de experiência, ela ressaltou que sua nomeação foi resultado de sua trajetória técnica e profissional. Em seu relato, falou sobre a desigualdade ainda existente e sobre as múltiplas responsabilidades que as mulheres acumulam. “Carregamos muitas responsabilidades, da nossa vida e da nossa família. Ainda há desigualdade, mas estamos avançando. Precisamos reconhecer as mulheres que vieram antes de nós e abrir caminhos para as que virão”, afirmou.

Também compartilhando sua história, a secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Michelle Dreher, relembrou os desafios enfrentados até alcançar posições de liderança. Ela destacou a importância de estar em um ambiente onde as mulheres são ouvidas e respeitadas. “É muito bom estar em um espaço onde temos voz e somos valorizadas. Trabalhar ao lado de tantas mulheres fortes é motivo de orgulho”, pontuou.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Elisangela Fernandes Bokorni, se emocionou ao relatar os enfrentamentos diários, tanto no ambiente profissional quanto na vida pessoal, conciliando trabalho, família e cuidados com a saúde. Seu depoimento reforçou a importância do apoio mútuo e da união entre as mulheres.

Atualmente, a Prefeitura de Cuiabá tem uma forte presença feminina em sua estrutura administrativa. Dados atualizados apontam que 74% do total de servidores do município são mulheres, consolidando uma participação majoritária no funcionamento da máquina pública. Esse mesmo percentual se repete nos cargos comissionados, onde 74% das funções são ocupadas por mulheres, demonstrando a confiança e o espaço conquistado em posições estratégicas.

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Ao todo, 12.490 mulheres integram o quadro de servidores ativos, atuando em diversas áreas da administração pública. Entre os cargos de gestão, 181 mulheres exercem funções de coordenação, representando 53,7% dessas posições. Nas diretorias, 66 mulheres ocupam cargos de direção, correspondendo a 47,1% do total. Já nas secretarias adjuntas, são 21 mulheres, o equivalente a 41,2% das funções.

Entre as presentes, destacaram-se a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela; a secretária municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, coronel Francyanne Lacerda; a secretária adjunta do Procon, Mariana Borges; a secretária adjunta de Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens; a secretária adjunta de Direitos Humanos, Vilmara Bombom; a adjunta de Planejamento, Patrícia Alonso dos Reis; a secretária municipal da Mulher, Hadassah Suzannah; a secretária adjunta de Orçamento, Thania Zanete; a secretária adjunta do Tesouro, Rita Christiane Fabrício Renno; e a secretária adjunta de Esportes e Atividades de Rua, Regivania Alves Venâncio.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Valor da Produção Agropecuária de Santa Catarina atinge R$ 74,9 bilhões e reforça força do agronegócio em 2025

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O agronegócio de Santa Catarina consolidou sua relevância econômica em 2025 ao alcançar um Valor da Produção Agropecuária (VPA) de R$ 74,9 bilhões, resultado que representa um crescimento de 15,1% em relação ao ano anterior. O avanço reflete a combinação de preços mais elevados e aumento do volume produzido, confirmando o papel estratégico do setor no desenvolvimento estadual.

Desempenho geral do agronegócio

De acordo com levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola, o crescimento do VPA foi sustentado por uma alta de 6,3% nos preços e um avanço de 9,5% na produção. O resultado evidencia não apenas a expansão quantitativa, mas também a valorização dos produtos agropecuários.

O desempenho reforça a importância do setor como um dos principais motores da economia catarinense, com impacto direto na geração de renda, emprego e desenvolvimento regional.

Produção e cadeias produtivas em destaque

Entre os principais produtos responsáveis pelo crescimento em 2025 estão milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos. A combinação de condições climáticas favoráveis e preços sustentados contribuiu para um ciclo produtivo positivo.

A diversificação da produção segue sendo um dos pilares do agronegócio catarinense, permitindo maior resiliência frente às oscilações de mercado e aos desafios climáticos.

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Mercado externo e exportações

O setor também manteve forte presença no comércio internacional. Em 2025, o agronegócio respondeu por mais de 65% das exportações do estado, com receitas de US$ 7,9 bilhões, registrando crescimento de 5,8% em comparação a 2024.

O desempenho reforça a competitividade dos produtos catarinenses nos mercados globais, especialmente em segmentos que exigem alto padrão de qualidade.

Preços, custos e viabilidade econômica

Apesar dos resultados positivos, a renda do produtor rural segue impactada pela volatilidade de preços. No período pós-pandemia (2021 a 2025), as oscilações de mercado passaram a ter maior influência sobre a rentabilidade do que as variações climáticas.

Culturas como arroz, cebola e alho apresentaram maior sensibilidade às mudanças de preços, com impacto direto nas margens. Em contrapartida, produtos como soja e alho operam com maior margem de segurança, ainda que este último exija elevado investimento.

As culturas de verão tendem a oferecer maior estabilidade e retorno mais previsível, enquanto as de inverno, embora possam gerar margens elevadas por hectare, apresentam maior risco e necessidade de capital.

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Indicadores e gestão de risco

Um dos pontos centrais para a análise econômica do setor é o chamado ponto de nivelamento, indicador que define o mínimo necessário de produtividade e preço para garantir a viabilidade da atividade.

Nesse contexto, culturas com margens mais estreitas, como arroz e cebola, apresentam maior exposição a perdas em cenários adversos. Já aquelas com maior margem de segurança permitem melhor gestão de risco, especialmente em ambientes de alta volatilidade.

Análise e perspectivas

O desempenho de 2025 confirma a força estrutural do agronegócio catarinense, sustentado por produtividade, diversificação e inserção internacional. No entanto, o cenário exige atenção redobrada à gestão de custos e à volatilidade de preços, que têm se consolidado como fatores determinantes para a rentabilidade.

A tendência é de manutenção da relevância do setor na economia estadual, com oportunidades ligadas à agregação de valor, inovação tecnológica e ampliação de mercados, ao mesmo tempo em que a gestão de risco seguirá como elemento central para a sustentabilidade financeira do produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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