AGRONEGÓCIO

Empresa paranaense desenvolve sistema de IA para integrar dados agrícolas e climáticos e apoiar decisões no campo

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Inteligência artificial chega ao campo com foco em decisões mais rápidas e precisas

Uma empresa de tecnologia do Paraná está transformando a forma como dados agrícolas e climáticos são utilizados no campo. A Bluelogic Sistemas e Consultoria, de Curitiba, desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial (IA) que interpreta informações produtivas, ambientais e meteorológicas em tempo real para apoiar decisões técnicas de profissionais de extensão rural.

O sistema, atualmente em fase de implantação e validação em Maringá (PR), organiza e cruza dados que antes estavam dispersos, automatizando análises e permitindo que orientações cheguem ao produtor rural de forma mais ágil e eficiente.

De acordo com Fernando Esmaniotto, CEO da Bluelogic, o objetivo é otimizar o trabalho dos técnicos, sem substituí-los.

“O sistema organiza e interpreta informações agrícolas e climáticas e sugere orientações técnicas que melhor se adaptam às condições de cada propriedade. A decisão final permanece com o extensionista”, explica.

Projeto nasce de parceria com instituições do agronegócio paranaense

O projeto piloto surgiu após uma Rodada de Oportunidades e Conexões promovida pelo InovaAgro, que aproximou a Bluelogic da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), responsáveis pela extensão rural no estado.

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Essas instituições avaliam que a proposta tem potencial para melhorar a integração entre tecnologia e gestão agrícola, centralizando dados e oferecendo suporte técnico baseado em evidências.

Setor de tecnologia vê avanço estratégico na aplicação digital no agronegócio

A iniciativa também recebeu o apoio da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação no Paraná (Assespro-PR), que considera o projeto um exemplo de como a inovação digital pode atender diretamente às demandas do agronegócio.

Segundo Adriano Krzyuy, presidente da entidade, a arquitetura do sistema foi desenvolvida para permitir expansão e aplicação em outras áreas de gestão pública e setores produtivos.

“Isso é fantástico e vai ao encontro do nosso propósito, que é o de aproximar negócios e soluções das reais necessidades da sociedade”, afirma Krzyuy.

Bluelogic participa do Show Rural 2026 com novas soluções

A Bluelogic apresentará suas tecnologias no Show Rural Coopavel 2026, um dos maiores eventos do agronegócio do país, que ocorrerá entre 9 e 13 de fevereiro, em Cascavel (PR).

Durante o evento, produtores e técnicos poderão conhecer de perto o funcionamento da plataforma de IA e outras soluções desenvolvidas pela empresa, como o WebReceita, sistema digital para emissão e gestão de receituários agronômicos com precisão, conformidade legal e agilidade.

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A ferramenta se destacou nacionalmente após ser selecionada para o Startup Summit 2025, um dos principais eventos brasileiros de tecnologia e inovação.

Contexto agrícola: Paraná mantém projeção otimista para safra 2025/26

O lançamento do projeto em Maringá ocorre em um cenário positivo para a agricultura paranaense. De acordo com boletim recente do Departamento de Economia Rural (Deral), a safra de grãos de verão 2025/26 deve alcançar 25,9 milhões de toneladas, com a soja projetada acima de 22 milhões de toneladas.

O desempenho reforça o papel estratégico do estado na produção nacional e evidencia a importância de soluções tecnológicas voltadas à gestão e sustentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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