AGRONEGÓCIO

Embrapa Soja oferece curso para reduzir perdas agrícolas

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A Embrapa Soja promoverá, de 5 a 9 de agosto de 2024, em Londrina (PR), o primeiro curso especializado em Tecnologia de Armazenamento de Sementes e Grãos de Soja. Este curso é direcionado a profissionais que atuam em unidades armazenadoras e visa aprimorar o conhecimento sobre técnicas de armazenamento para garantir a preservação da qualidade dos grãos de soja no Brasil.

Francisco Krzyzanoswki, coordenador do curso e pesquisador da Embrapa Soja, explica que a gestão adequada do armazenamento visa prevenir perdas quantitativas e qualitativas dos grãos de soja. Para isso, serão abordadas tecnologias de secagem, aeração e manejo integrado de pragas, que podem comprometer a qualidade dos grãos e sementes se armazenados de maneira inadequada.

De acordo com especialistas, as perdas de alimentos entre a colheita e a venda no varejo são um problema significativo para o setor agrícola brasileiro, afetando tanto a segurança alimentar quanto a geração de renda no campo.

A deficiência no conhecimento técnico e o treinamento inadequado dos profissionais envolvidos no armazenamento são apontados como principais motivos para o baixo debate sobre o tema em congressos e seminários. Muitos profissionais não sabem o que monitorar para manter a qualidade dos grãos e uma gestão eficaz no pós-colheita se transforma em receita”, afirma.

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Segundo especialistas, o monitoramento da safra deve começar no ponto de maturação fisiológica do grão e seguir durante o transporte e descarregamento. Experimentos mostram que perdas significativas acontecem devido a armazenamento inadequado. Em uma lavoura de arroz, foram registradas perdas de 5% devido a problemas no armazenamento, resultando em um prejuízo de R$ 2 milhões. Outro teste revelou perdas de R$ 42 mil devido a erros no dimensionamento dos aeradores.

Além das perdas durante o armazenamento, o transporte de grãos também enfrenta desafios. A falta de inspeção e treinamento adequado pode resultar em perda de até 4 sacos de soja durante o transporte, traduzindo-se em uma perda de receita significativa.

Outro detalhe importante é a temperatura de armazenamento, crucial para a preservação da qualidade dos grãos. Temperaturas mais baixas podem reduzir as perdas significativamente, por exemplo.

“O curso foi estruturado para detalhar práticas de manejo integrado de pragas, orientações sobre amostragem e controle de qualidade, processos de pré limpeza, limpeza e secagem. Também serão discutidos os fatores que determinam a deterioração das sementes e grãos durante o armazenamento, entre outros tópicos relevantes,” destaca Krzyzanoswki.

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O curso promovido pela Embrapa Soja pretende preencher essas lacunas, oferecendo treinamento especializado para melhorar a gestão do armazenamento e reduzir perdas no setor agrícola. As inscrições para o curso estão abertas e podem ser realizadas pelo site da Embrapa Soja.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Bem-estar animal se torna fator estratégico para acesso a mercados e competitividade do agronegócio brasileiro

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O bem-estar animal deixou de ser apenas uma pauta ética e passou a ocupar posição central nas estratégias de competitividade do agronegócio. A avaliação é de Elisa Tjarnstrom, que destaca a relação direta entre boas práticas de manejo, saúde dos rebanhos e acesso a mercados internacionais.

Segundo a especialista, sistemas produtivos que garantem conforto, alimentação adequada, ambiência controlada e menor exposição ao estresse apresentam animais mais saudáveis, com melhor resposta imunológica e menor incidência de doenças.

Bem-estar animal impacta produtividade e reduz uso de medicamentos

Na análise da Elisa Tjarnstrom, a adoção de boas práticas de manejo contribui diretamente para a redução da necessidade de intervenções medicamentosas, especialmente antibióticos, além de diminuir perdas e mortalidade nos sistemas produtivos.

O resultado é um efeito em cadeia que melhora a eficiência das propriedades e fortalece a saúde geral dos plantéis, com reflexos diretos na produtividade e na sustentabilidade da produção pecuária.

Conceito de Saúde Única reforça integração entre produção e saúde pública

O tema também está inserido no conceito de Saúde Única (One Health), que integra saúde animal, humana e ambiental. Nesse contexto, a prevenção de doenças e o uso responsável de antimicrobianos ganham relevância estratégica para toda a cadeia de alimentos.

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A especialista destaca que práticas adequadas de bem-estar contribuem para reduzir a dependência de antibióticos, trazendo benefícios não apenas para os animais, mas também para a saúde pública e para o equilíbrio dos sistemas produtivos.

Gestão e capacitação são fundamentais na prevenção de doenças

Outro ponto central está na atuação das equipes de campo e dos profissionais envolvidos na produção. O manejo adequado, aliado à capacitação técnica e à observação constante do comportamento dos animais, é apontado como fator essencial para a prevenção de problemas sanitários.

A adoção de boas práticas diárias permite identificar riscos com antecedência e reduzir impactos produtivos, promovendo ambientes mais estáveis e eficientes dentro das propriedades rurais.

Bem-estar animal influencia competitividade no mercado internacional

Além dos ganhos produtivos, o bem-estar animal também se tornou um elemento decisivo para o comércio exterior. Em especial, mercados como a União Europeia têm ampliado a exigência por critérios que envolvem rastreabilidade, uso responsável de antimicrobianos e condições de manejo.

Segundo Elisa Tjarnstrom, o foco dos compradores e reguladores já não está restrito ao produto final, mas a toda a cadeia produtiva.

Brasil fortalece posição com práticas sustentáveis e responsáveis

Diante desse cenário, o avanço de iniciativas voltadas ao bem-estar animal é visto como estratégico para o Brasil. A melhoria contínua das práticas de manejo e o fortalecimento de políticas sanitárias contribuem para sistemas mais resilientes e competitivos.

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A adoção dessas medidas também reforça a imagem do país como fornecedor confiável de alimentos no mercado global, especialmente em um ambiente de crescente exigência por sustentabilidade e responsabilidade produtiva.

COBEA articula setor para fortalecer boas práticas na cadeia produtiva

Nesse contexto, iniciativas colaborativas como a Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) ganham relevância ao reunir empresas e agentes da cadeia produtiva.

O objetivo é promover diálogo, alinhamento técnico e soluções práticas para desafios sanitários, ambientais e comerciais do setor de alimentos.

Agenda estratégica para o futuro da produção de alimentos

Com a crescente integração entre saúde animal, saúde pública, sustentabilidade e competitividade internacional, o bem-estar animal passa a ser um eixo estratégico para o futuro do agronegócio.

A tendência é de fortalecimento de sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e alinhados às exigências globais, consolidando o tema como parte essencial da evolução da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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