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Embrapa lança livro digital com capacitação e experiências de sucesso em fruticultura tropical

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A Embrapa Cerrados (DF), em parceria com a Unidade Mista de Pesquisa e Inovação do Cacau (UMIPI Cacau) e outras instituições, lançou o livro digital “Fruticultura tropical: capacitação e experiências de sucesso”. A obra compila os conteúdos apresentados na Capacitação em Fruticultura Tropical, evento on-line e gratuito realizado entre 2021 e 2022, com 22 palestras técnicas de pesquisadores especializados. O material está disponível para download gratuito aqui.

Conteúdo e abrangência da publicação

Cada capítulo do livro apresenta uma síntese dos principais resultados, tecnologias desenvolvidas e experiências de sucesso no cultivo de diversas frutas em regiões tropicais do Brasil. As temáticas abordam fruteiras como maracujá, citros, uvas (para mesa, vinho e sucos), frutas vermelhas, temperadas, orgânicas e nativas, além de banana, abacate, goiaba, pitaya, abacaxi, manga, mamão, graviola, pêssego, açaí, cacau, caju, melão e melancia, além de mercado e comercialização.

Objetivo da capacitação e parcerias

O principal objetivo do evento foi capacitar produtores rurais, técnicos, extensionistas, professores e estudantes na área de fruticultura tropical. A iniciativa contou com o apoio da Emater-DF, Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do DF, Rota da Fruticultura RIDE/DF, Emater-GO, Emater-MG e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.

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Importância da fruticultura para o Brasil

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, com uma produção anual superior a 50 milhões de toneladas em aproximadamente 2,4 milhões de hectares. O setor emprega mais de 5 milhões de pessoas, o que representa cerca de 16% dos postos de trabalho no agronegócio brasileiro, destacando sua relevância econômica, social e ambiental.

Tecnologia e inovação na fruticultura tropical

Segundo o pesquisador Fábio Faleiro, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, os avanços científicos têm impulsionado a fruticultura por meio de melhoramento genético, desenvolvimento de cultivares superiores e sistemas produtivos mais eficientes. Entre as práticas destacam-se a produção de material propagativo de qualidade, manejo integrado de pragas, nutrição equilibrada das plantas e gestão responsável da irrigação e recursos hídricos.

Fruticultura como vetor de desenvolvimento regional

Faleiro ressalta que a fruticultura é uma importante alternativa para promover o desenvolvimento regional, inclusão socioprodutiva e melhoria da qualidade de vida no campo. Os exemplos de sucesso em diferentes regiões brasileiras resultam de pesquisa, inovação e transferência tecnológica que aumentam produtividade e competitividade, permitindo o acesso a mercados nacionais e internacionais, especialmente em períodos de entressafra.

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Perspectivas para o setor

“As experiências positivas, a crescente demanda interna e externa, as tecnologias disponíveis para produção diversificada e o protagonismo do produtor rural brasileiro comprovam que a fruticultura é um importante motor para o desenvolvimento sustentável do país. Por isso, o setor deve continuar sendo foco de projetos e políticas públicas que incentivem seu crescimento”, conclui Faleiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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