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Embrapa inicia projeto inédito em apoio à agricultura de baixa emissão de carbono

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A Embrapa está liderando um amplo projeto de apoio à agricultura de baixa emissão de carbono. Esse projeto se concentra em sistemas integrados e intensificados de produção agropecuária, buscando reduzir a emissão de gases do efeito estufa (GEE) e promover o sequestro de carbono no solo.

O estudo vai analisar experimentos de campo de longo prazo realizados em instituições públicas e propriedades privadas do estado de São Paulo. Utilizando métodos avançados, incluindo o uso de laser para medir o carbono no solo, a pesquisa pretende obter dados detalhados para entender melhor como ocorre o sequestro de carbono.

O projeto visa construir a partir de trabalhos já realizados, como a Rede “Pecus” liderada pela Embrapa Pecuária Sudeste, além de outros estudos sobre emissões de GEE na pecuária do Sudeste brasileiro. A intenção é implementar atividades que permitam análises e avaliações precisas em diversas regiões de São Paulo, visando fornecer informações valiosas para os produtores rurais locais e do país.

O coordenador do projeto, Ladislau Martin Neto, da Embrapa Instrumentação, ressalta a importância de avaliar experimentos de longo prazo em sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta. O objetivo é utilizar técnicas analíticas avançadas para entender melhor o sequestro de carbono nos sistemas analisados.

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A pesquisa envolve uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, e pretende desenvolver métricas e indicadores que auxiliem na compreensão da dinâmica do carbono no solo. Isso proporcionará informações cruciais para a avaliação de práticas agrícolas mais sustentáveis e para a redução da emissão de carbono na agricultura e pecuária brasileiras.

O projeto é parte de uma iniciativa mais ampla da Embrapa para promover práticas agrícolas mais sustentáveis e auxiliar o Brasil a alcançar suas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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