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Embrapa inicia projeto inédito em apoio à agricultura de baixa emissão de carbono

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A Embrapa está liderando um amplo projeto de apoio à agricultura de baixa emissão de carbono. Esse projeto se concentra em sistemas integrados e intensificados de produção agropecuária, buscando reduzir a emissão de gases do efeito estufa (GEE) e promover o sequestro de carbono no solo.

O estudo vai analisar experimentos de campo de longo prazo realizados em instituições públicas e propriedades privadas do estado de São Paulo. Utilizando métodos avançados, incluindo o uso de laser para medir o carbono no solo, a pesquisa pretende obter dados detalhados para entender melhor como ocorre o sequestro de carbono.

O projeto visa construir a partir de trabalhos já realizados, como a Rede “Pecus” liderada pela Embrapa Pecuária Sudeste, além de outros estudos sobre emissões de GEE na pecuária do Sudeste brasileiro. A intenção é implementar atividades que permitam análises e avaliações precisas em diversas regiões de São Paulo, visando fornecer informações valiosas para os produtores rurais locais e do país.

O coordenador do projeto, Ladislau Martin Neto, da Embrapa Instrumentação, ressalta a importância de avaliar experimentos de longo prazo em sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta. O objetivo é utilizar técnicas analíticas avançadas para entender melhor o sequestro de carbono nos sistemas analisados.

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A pesquisa envolve uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, e pretende desenvolver métricas e indicadores que auxiliem na compreensão da dinâmica do carbono no solo. Isso proporcionará informações cruciais para a avaliação de práticas agrícolas mais sustentáveis e para a redução da emissão de carbono na agricultura e pecuária brasileiras.

O projeto é parte de uma iniciativa mais ampla da Embrapa para promover práticas agrícolas mais sustentáveis e auxiliar o Brasil a alcançar suas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa.

Fonte: Pensar Agro

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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