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Marco Legal dos Bioinsumos Impulsiona a Sustentabilidade e Inovação na Agropecuária Brasileira

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A produção agrícola no Brasil experimenta uma expansão significativa no uso de bioinsumos, com um aumento de 50% na área cultivada entre as safras de 2021/2022 e 2023/2024, conforme dados da FGV Agro. Com mais de 20 milhões de hectares tratados, o Brasil se destaca no cenário global, sendo um dos países pioneiros no emprego desses produtos biológicos no setor agropecuário, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Em propriedades de grande escala, como aquelas que já mantêm fábricas próprias de bioinsumos, as empresas responsáveis pelas cepas biológicas também recebem royalties, assegurando a alta qualidade e dinamismo da cadeia produtiva. Esse avanço reflete o compromisso do setor com práticas agrícolas sustentáveis e eficientes.

Recentemente, o Brasil deu um passo importante para o fortalecimento do mercado de bioinsumos com a aprovação da Lei 15.070, em dezembro do ano passado. Essa norma regula aspectos essenciais da produção, importação, exportação, comercialização e fiscalização dos bioinsumos, impactando todos os sistemas de cultivo – convencional, orgânico e agroecológico –, além de regulamentar o uso desses insumos na agropecuária.

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A lei também traz importantes incentivos, permitindo que o governo utilize mecanismos financeiros, incluindo benefícios fiscais e tributários, para fomentar a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de bioinsumos. A prioridade será dada às microempresas que produzem para fins comerciais, bem como às cooperativas agrícolas e à agricultura familiar que os utilizam para consumo próprio.

A legislação também se propõe a estimular a pesquisa e a experimentação de bioinsumos com foco na promoção da bioeconomia e na preservação da sociobiodiversidade. Um dos pontos altos da nova lei é a definição de conceitos-chave como bioinsumo, biofábrica e categorias específicas para uso pecuário, aquícola e na agricultura orgânica. Ela estabelece critérios claros para o registro de biofábricas, importadores e comerciantes, sob a responsabilidade da defesa agropecuária.

Outro avanço significativo da norma é a isenção de registro para produtores rurais que fabricam bioinsumos exclusivamente para consumo próprio, que precisarão apenas realizar um cadastramento simplificado. Agricultores familiares também estarão dispensados do processo de cadastro, o que visa facilitar a produção e reduzir custos operacionais.

Em grandes propriedades, onde a produção interna de bioinsumos já é uma realidade, as empresas responsáveis pelas cepas poderão obter royalties, o que incentiva a inovação e a qualidade na produção. A regulamentação tem como objetivo promover o uso sustentável dos bioinsumos, assegurando a eficiência e a segurança no setor agropecuário.

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Com o intuito de fortalecer ainda mais o setor, o Sistema Faesp/Senar-SP está investindo na construção de um Centro Tecnológico de Bioinsumos na cidade de São Roque, em São Paulo. O centro contribuirá para o avanço do conhecimento e a disseminação da importância dos bioinsumos nas propriedades agrícolas do estado, impulsionando a adoção dessas práticas sustentáveis.

Lei de Bioinsumos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil abre plantio da soja com safra projetada em recorde de 181,6 milhões de toneladas

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O Brasil realiza nesta quinta-feira (17) a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 com a expectativa de colher 181,6 milhões de toneladas, novo recorde para a oleaginosa. A cerimônia começa às 9h, pelo horário de Brasília, na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte, a aproximadamente 440 quilômetros de Cuiabá.

A projeção preliminar da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) representa crescimento de 0,7% sobre as 180,4 milhões de toneladas colhidas na temporada 2025/26, que já foi a maior da história. Mesmo com uma expansão mais moderada, a soja continuará respondendo por praticamente metade de todos os grãos produzidos no País.

A área destinada à cultura deve alcançar 49,3 milhões de hectares, avanço de 1,4%. Se confirmada, será a maior extensão já cultivada com soja no Brasil, embora apresente o menor crescimento percentual das últimas duas décadas.

O ritmo mais contido não significa perda de força da cultura. Mostra que a próxima etapa de crescimento dependerá menos da incorporação de novas áreas e mais da produtividade, da tecnologia, do controle dos custos e da capacidade de transformar o grão em produtos de maior valor.

Para alcançar a produção estimada, as lavouras brasileiras precisarão atingir rendimento médio próximo de 3,7 toneladas por hectare, equivalente a pouco mais de 61 sacas por hectare. O resultado está próximo dos melhores níveis obtidos pelo País e dependerá principalmente da distribuição das chuvas ao longo do ciclo.

A soja abre uma temporada em que a produção brasileira total de grãos pode chegar a 366,6 milhões de toneladas, crescimento de 1,3% sobre o recorde de 361,7 milhões registrado em 2025/26. Além da oleaginosa, a Conab projeta avanço do milho, cuja produção poderá alcançar 148 milhões de toneladas.

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O desempenho da safra anterior também deixou uma base favorável para o novo ciclo. As exportações brasileiras de soja estão estimadas em 116,2 milhões de toneladas, maior volume da série histórica, confirmando a capacidade do País de atender simultaneamente ao mercado externo e à indústria nacional.

Mato Grosso, escolhido para sediar a abertura, deverá novamente liderar a produção brasileira. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima o plantio de 13,05 milhões de hectares no Estado, área equivalente a mais de um quarto de toda a soja cultivada no País.

A produção mato-grossense está projetada em 48,88 milhões de toneladas, com produtividade média de 62,44 sacas por hectare. Sozinho, o Estado poderá colher aproximadamente 27% de toda a soja brasileira.

O plantio está autorizado em Mato Grosso desde 7 de setembro, após o encerramento do vazio sanitário destinado ao controle da ferrugem asiática. Algumas áreas irrigadas e lavouras que receberam chuvas mais volumosas já começaram a ser semeadas, mas o avanço estadual ainda é inferior a 1%.

A expectativa é que as máquinas entrem de forma mais intensa no campo durante a primeira quinzena de outubro, quando as precipitações tendem a se tornar mais regulares. A recomendação é evitar o plantio após chuvas isoladas, sem umidade suficiente no solo ou perspectiva de continuidade.

O início da soja dentro da janela adequada é decisivo para todo o calendário de Mato Grosso. Uma implantação bem conduzida permite colher mais cedo e preserva o período disponível para o milho e o algodão de segunda safra, culturas que respondem por parcela importante da renda das propriedades.

O produtor também começa a temporada com parte relevante da produção já protegida comercialmente. Até agosto, 39,12% da soja mato-grossense prevista para 2026/27 estava negociada, acima da média histórica de 30,55% para o período. O avanço ocorreu em meio à melhora das cotações e permitiu a fixação antecipada de preços em parte da safra.

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A comercialização prévia reduz a exposição às oscilações do mercado, mas exige cuidado para que o volume vendido não supere a capacidade efetiva de produção. O risco aumenta em uma temporada na qual o clima pode apresentar chuvas irregulares e períodos secos concentrados em algumas regiões.

A abertura nacional terá como um dos temas centrais a verticalização da soja na produção de alimentos e energia. O debate acompanha o crescimento do processamento interno, que transforma o grão em farelo para alimentação animal, óleo comestível, biodiesel e matérias-primas utilizadas por diferentes segmentos industriais.

Quanto maior o processamento próximo às regiões produtoras, maior tende a ser a demanda local e menor a dependência da venda do grão sem transformação. A instalação de indústrias também movimenta transporte, armazenagem, produção de carnes, energia e serviços especializados.

A safra 2026/27 começa, portanto, com possibilidade de novo recorde, área próxima de 50 milhões de hectares e demanda firme pela soja brasileira. O avanço mais lento da superfície plantada reforça uma mudança de prioridade: nesta temporada, o resultado deverá vir principalmente da eficiência dentro da porteira e da agregação de valor depois dela.

A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube a partir das 9h, pelo horário de Brasília, e das 8h no horário de Mato Grosso. O evento ocorre na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte.

Fonte: Pensar Agro

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