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Embrapa Gado de Leite: Custos de Produção de Leite Seguem em Queda em Abril

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O custo de produção do leite, avaliado pelo Índice de Custo de Produção de Leite (ICPLeite/Embrapa), registrou uma queda de -1,5% em abril, marcando o terceiro mês consecutivo de recuo. O primeiro quadrimestre do ano encerrou com uma deflação de custos de produção de -4,8%. Em comparação com abril de 2023, houve uma redução de -5,6% nos custos.

A principal responsável por essa diminuição foi o grupo de alimentos concentrados, com uma queda de -4,5%, equivalente a três vezes a redução total nos custos de produção. Ração comprada, farelo de soja, trigo e fubá de milho apresentaram quedas significativas. O grupo de Qualidade do Leite também teve uma redução de -2,9%. Enquanto o grupo de Minerais registrou uma diminuição, embora mais modesta, de -0,1%.

Por outro lado, o grupo de Volumosos registrou um aumento de 1,5%, impulsionado pelo aumento nos custos de combustíveis, um componente importante na produção desse tipo de alimento. Além disso, dois outros grupos que compõem o ICPLeite/Embrapa também tiveram aumento nos custos em abril: Energia e Combustível com alta de 0,7%, e Sanidade e Reprodução, com aumento de 0,2%. O grupo de Mão de Obra não apresentou variação em março.

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No acumulado do primeiro quadrimestre do ano, o custo de produção de leite registrou uma queda de -4,8%, impulsionado pelos grupos alimentares, que tiveram uma queda significativa nos preços. O grupo de Concentrado registrou a maior queda, com -13,1%, seguido por Volumosos (-3,0%) e Minerais (-0,4%). O grupo de Qualidade do Leite também teve uma redução expressiva nos custos no quadrimestre, com -5,1%.

Em contrapartida, três grupos registraram aumento significativo nos custos que compõem o ICPLeite/Embrapa. O grupo de Mão de Obra teve um aumento de 5,7%, Sanidade e Reprodução, 2,9%, e Energia e Combustível, 1,2%.

Nos últimos doze meses, a variação dos custos de produção foi de -5,6%, com os três grupos alimentares apresentando variações negativas expressivas. O grupo de Minerais registrou a maior queda, com -14,9%, seguido por Concentrado, -13,4%, e Volumosos, -9,9%. O grupo de Qualidade do Leite registrou uma variação negativa de -5,7%.

Durante 2023, houve dois períodos distintos de variação nos custos. Entre abril e junho, foram registradas quedas contínuas, seguidas por um aumento contínuo até janeiro deste ano. A partir daí, os custos tiveram três meses consecutivos de queda, atingindo em abril de 2024 o menor patamar dos últimos doze meses.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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