AGRONEGÓCIO

Embrapa e parceiros apresentam mais de 30 tecnologias no Show Safra

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Entre os dias 18 e 22 de março, durante a feira Show Safra, a Embrapa apresentará para produtores do médio-norte de Mato Grosso um portfólio com mais de 30 tecnologias que podem ser utilizadas em suas propriedades rurais. Ao lado das licenciadas para comercialização dos ativos, a empresa pública de pesquisa terá uma equipe disponível para tirar dúvidas e orientar os visitantes.

Entre os ativos que serão apresentados, estão 26 cultivares desenvolvidas pelos programas de melhoramento genético em culturas como arroz, amendoim, feijão-caupi, gergelim, milho, sorgo (forrageiro, granífero e biomassa), soja (convencional e transgênica), além de forrageiras gramíneas e leguminosas.

A Embrapa ainda apresentará na feira seis opções de consórcios de segunda safra para sistemas de plantio direto na palha visando o controle de nematoides, descompactação do solo ou pastejo em integração lavoura-pecuária (ILP).

Também serão apresentados ativos como a bioanálise BioAS, que mensura a saúde do solo, e bioinsumos como a Arbolina e o Auras.

Além das empresas licenciadas para comercialização de sementes das cultivares apresentadas, dos bioinsumos e serviços, a Rede ILPF estará presente apresentando o projeto IntegraMT, que vem implantando Unidades de Referência Tecnológica de integração lavoura-pecuária no estado.

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Os visitantes do estande também poderão fazer um tour em realidade virtual por uma fazenda que utiliza sistemas integrados, como ILP e ILPF, conhecendo melhor os benefícios da tecnologia.

Ainda sobre ILPF, haverá a demonstração de uma serraria móvel que pode ser uma alternativa para processamento, na fazenda, de madeira produzida no sistema de integração.

Entre os parceiros presentes no estande da Embrapa no Show Safra estarão Agroespecialidades, LC Sementes, Ecoserra, GranSafra, Instituto Soja Livre, Krilltech, Marambaia Sementes, Nooa, Rede ILPF, Laboratório Solos & Plantas e Unipasto. A presença da Embrapa conta ainda com apoio da Fundação Rio Verde.

Fonte: Embrapa Agrossilvipastoril

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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