AGRONEGÓCIO

Perspectivas de baixa na safra de cana elevam contratos futuros de açúcar

Publicado em

Os contratos futuros do açúcar encerraram a quinta-feira (19) em alta nas principais bolsas internacionais, impulsionados pelas expectativas de queda na produção de açúcar e na nova safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil. A informação foi destacada por analistas consultados pela agência de notícias Reuters.

De acordo com a Reuters, os rendimentos da safra de cana-de-açúcar 2024/25 no Centro-Sul caíram 7,4% até o final de agosto, em comparação ao mesmo período da temporada anterior. O clima seco e a ocorrência de incêndios foram apontados como os principais fatores que afetaram negativamente a produção, segundo dados da empresa de pesquisa de cana CTC.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato com vencimento em outubro de 2024 foi negociado a 21,93 centavos de dólar por libra-peso, registrando alta de 77 pontos em relação ao pregão anterior. Durante as negociações, o contrato atingiu a máxima de cinco meses, chegando a 22,08 centavos por libra-peso. O lote para março de 2025 subiu 49 pontos, fechando a 22,04 centavos por libra-peso. Os demais contratos apresentaram alta entre 26 e 48 pontos.

Leia Também:  Cana Summit 2025 debate o futuro do setor sucroenergético e do produtor de cana
Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, os contratos de açúcar branco também fecharam em alta na quinta-feira. O lote com vencimento em dezembro de 2024 foi negociado a US$ 568,60 por tonelada, representando uma valorização de US$ 13,10 (ou 2,4%) em relação aos preços do dia anterior. O contrato para março de 2025 subiu US$ 12,90, sendo negociado a US$ 570,80 por tonelada. Os demais contratos registraram altas entre US$ 8,00 e US$ 11,90.

Mercado doméstico

No mercado interno, a quinta-feira foi marcada por uma leve desvalorização no preço do açúcar cristal, de acordo com o Indicador Cepea/Esalq, da USP. As usinas negociaram a saca de 50 quilos a R$ 141,44, contra R$ 141,83 registrados na quarta-feira, uma queda de 0,27% no comparativo diário.

Etanol hidratado

Por outro lado, o etanol hidratado apresentou sua quarta alta consecutiva no Indicador Diário Paulínia, também na quinta-feira. O biocombustível foi comercializado pelas usinas a R$ 2.588,00 por metro cúbico, frente aos R$ 2.561,00 praticados no pregão anterior, uma valorização de 1,05%.

Leia Também:  FPA atua contra invasões de terras e trabalha pela derrubada de vetos presidenciais

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

Published

on

A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Leia Também:  LongPing High-Tech leva híbridos de alta qualidade para a Show Safra

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

Leia Também:  Cacau atinge recorde enquanto corrida altista continua em 2024

A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA