AGRONEGÓCIO

Embarques de salmão e truta chilenos avançam no Brasil e somam US$ 622 milhões até setembro, segundo ProChile

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Com embarques de mais de US$ 1,930 bilhão durante os primeiros nove meses do ano, o Brasil continua sendo o principal mercado estratégico na América Latina para os exportadores chilenos, especialmente para produtos de pesca e aquicultura. Este setor acumula vendas de US$ 645 milhões entre janeiro e setembro de 2023 (1,2% a mais que igual período do ano anterior), com o mercado brasileiro representando 9,4% do total embarcado.

As vendas totais de salmão e trutas chilenos registraram US$ 622 milhões no período apurado, uma alta de 0,9% em relação ao mesmo período de 2022, seguida de óleo de peixe, com US$ 14 milhões (22,1%) e farinhas de peixe e crustáceos, com US$ 2 milhões (22,7%), segundo informações do relatório de exportação não-cobre e não-lítio do ProChile – instituição do Ministério das Relações Exteriores do Chile.

“A alta qualidade atestada pelo consumidor brasileiro do salmão e trutas chilenos, atrelada a manutenção da boa relação comercial entre os dois países são umas das razões pelas quais os embarques de nossos produtos seguem em franca expansão, consolidando o Brasil como nosso principal mercado estratégico de pesca e aquicultura na América Latina. Possuímos também os melhores preços o que torna o nosso produto competitivo no mercado”, afirma Hugo Corales, diretor comercial do ProChile no Brasil.

Devido ao seu alto teor de Ômega 3, o salmão é um alimento saudável e muito benéfico para uma dieta equilibrada e nutritiva.

Frutas frescas

Quando se trata da compra de frutas frescas vindas do Chile, o Brasil segue também como um dos principais mercados importadores. As protagonistas são as maças frescas chilenas, com vendas que ultrapassaram os US$ 45 milhões entre janeiro e setembro deste ano, 3,5% a mais que no mesmo período de 2022. Destacaram-se também os aumentos para kiwis frescos, com US$ 23 milhões, alta de 55,3% em relação a 2022, e para as ameixas frescas, com vendas de US$ 19 milhões (13,3%).

Aumento das exportações de Serviços

Outro dado interessante que o relatório ProChile mostra é o crescimento das exportações de serviços para o Brasil. Este setor registra vendas superiores a US$ 30 milhões no período janeiro-setembro de 2023, o que significa um crescimento de 74,1% em relação ao mesmo período de 2022.

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Encontro de negócios

Maior parceiro comercial do Chile na América Latina e 4º principal mercado de destinos de exportações chilenas no mundo, o Brasil sediará entre os dias 27 de novembro e 1º de dezembro o Encontro Chile Brasil nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte (MG). Promovida e organizada pelo ProChile, a ação tem como objetivo ser um espaço para fomentar as oportunidades de negócios que o Chile tem com seu principal parceiro comercial na América Latina no setor de alimentos, bebidas, investimentos, turismo e também soluções para a mineração. Entre as autoridades participantes, contará com a destacada participação do diretor-geral da ProChile, Ignacio Fernández.

Agenda

As atividades do Encontro Chile-Brasil começam em São Paulo na segunda-feira, 27 de novembro, e a programação inclui ações como um seminário para atrair investimentos com foco em áreas como infraestrutura pública e eletromobilidade. Outro destaque do dia será um workshop dedicado às empresas do setor de alimentos, para conscientizar sobre o enorme potencial do mercado brasileiro para os exportadores chilenos.

Entre as atividades desta terça-feira, 28, destaca-se a grande rodada de negócios do Encontro Chile Brasil, que prevê realizar mais de 250 encontros entre 9h e 18h e reunirá mais de 50 empresas do setor alimentício, com foco em vinhos, castanhas, frutas frescas e frutos do mar, entre outros.

Dando continuidade à ênfase no setor de alimentos, o Seminário Segurança e Soberania Alimentar – Desafios para a Internacionalização da Agricultura que será realizado na terça-feira, 28, com o objetivo de divulgar as vantagens e oportunidades do acordo comercial entre Chile e Brasil, . É importante destacar que Chile e Brasil possuem um Acordo de Equivalência Orgânica, o primeiro da América Latina, assinado em 2019, que estabelece que ambos os países aceitarão certificações emitidas no país de origem do produto, desburocratizando e, consequentemente, custos de exportação e importação, representando uma grande oportunidade para a oferta chilena.

Por fim, outro marco na agenda do Encontro Chile-Brasil será a assinatura do convênio entre o Parque Científico e Tecnológico de Biociências, o Bioparque e o ProChile. O acordo, entre outros aspectos, facilitará a internacionalização das empresas chilenas no mercado brasileiro, por meio de um softlanding que se traduz em apoio à sua instalação, assistência e cooperação técnica.

Lançamento do Pisco

O programa da terça-feira, 28, termina com o lançamento do pisco, cachaça chilena produzida a partir de uvas que está se tornando sensação entre os consumidores brasileiros. Haverá uma masterclass para apresentação dos atributos e principais características deste destilado, com a presença de.mixologistas, bartenders, donos de bares e restaurantes e outros interessados

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Para fechar o dia, autoridades dos dois países, empresários e convidados especiais participarão do Jantar Sabores do Chile – Pisco, oportunidade em que poderão degustar os principais produtos da cesta de produtos chilenos, tendo, novamente, o pisco como ingrediente principal.

“Durante uma semana, o Brasil será epicentro de atividades como conferências de negócios, seminários técnicos, visitas a centros de distribuição e supermercados, além de importantes eventos para promover o Chile em termos de Negócios, Turismo e Investimentos.Teremos uma rodada de negócios (presencial), com encontros bilaterais entre compradores brasileiros e exportadores chilenos, a qual permitirá uma aproximação entre a oferta de exportação chilena e a demanda local, com foco em potencializar o comércio bilateral. Será uma oportunidade única de negócios que estes setores terão com o seu principal parceiro comercial na América Latina”, conta Hugo Corales, diretor de ProChile.

Belo Horizonte

A agenda em Belo Horizonte, na capital mineira, acontecerá entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro, e terá como foco o desenvolvimento tecnológico e a inovação na mineração. A estratégia é replicar o posicionamento do Chile como parceiro comercial estável e fornecedor confiável de produtos e serviços também neste setor.

A delegação chilena será composta por oito empresas, que além de visitar locais e realizar visitas técnicas, farão uma rodada de negócios com importadores locais. A agenda também inclui um workshop sobre como fazer negócios em Belo Horizonte e, assim, facilitar seus respectivos processos de internacionalização.

“Queremos trazer e divulgar a oferta chilena, principalmente aquelas empresas inovadoras e altamente tecnológicas, com ampla experiência no mercado local, aqui no Brasil. De fato, esse encontro servirá como preâmbulo para a participação do Chile na Exposibram 2024, a feira mais importante para o setor que acontece aqui em Belo Horizonte”, disse Fernanda Franco, Representante Comercial da ProChile em Belo Horizonte.

O cronograma completo do Encontro Chile Brasil pode ser acessado neste link. https://info.prochile.gob.cl/encuentro-de-negocios-brasil-2023

Fonte: Assessoria de imprensa Tamer

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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