AGRONEGÓCIO

Dólar Recuou Frente ao Real Após Máxima de Dois Anos

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O dólar abriu esta sexta-feira (21) em queda frente ao real, devolvendo parte dos ganhos recentes. Este movimento acompanha a desvalorização da moeda norte-americana em outros mercados emergentes, após ter alcançado na véspera seu maior valor de fechamento em quase dois anos.

Às 9h50, o dólar à vista caía 0,38%, sendo negociado a R$ 5,4413. Na B3, o contrato futuro de dólar para o primeiro vencimento recuava 0,17%, cotado a R$ 5,4485.

Contexto Econômico

“O movimento do dia está sendo uma queda das bolsas lá fora com os PMIs… Destaque para o fechamento de taxas, que parece estar gerando um dia um pouco mais favorável para moedas emergentes”, explicou Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

Pela manhã, o dólar apresentava perdas em vários mercados emergentes, apesar de avançar frente às moedas de países desenvolvidos. As quedas mais notáveis eram em relação ao peso mexicano, com uma baixa de 0,51%, e ao rand sul-africano, com uma queda de 0,44%. Essas moedas vêm experimentando alta volatilidade devido a recentes resultados eleitorais que aumentaram a incerteza sobre suas economias.

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O otimismo nos mercados, impulsionado pela possibilidade de cortes de juros nas economias desenvolvidas após a divulgação de índices PMI (Índice de Gerentes de Compras) negativos na zona do euro, que indicam uma desaceleração nas atividades industriais e de serviços, também contribuiu para a queda do dólar.

Expectativas do Mercado

Às 10h45, os investidores aguardavam a divulgação do PMI dos Estados Unidos, que poderia oferecer novas indicações sobre o futuro da política monetária do Federal Reserve. O mercado está projetando um corte de juros em setembro, o que poderia iniciar um ciclo de afrouxamento monetário amplamente esperado.

Fatores Internos

Internamente, fatores como a preocupação do mercado com o ajuste das contas públicas e as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Banco Central (BC) também influenciaram a alta do dólar na véspera. Na quinta-feira, o dólar à vista fechou cotado a R$ 5,4618, uma alta de 0,39%, alcançando o maior valor de fechamento desde 22 de julho de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro.

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Críticas à Política Monetária

Na última sessão, pesaram as críticas de Lula à condução da política monetária pelo BC, após o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir, de forma unânime, manter a taxa Selic inalterada em 13,75% ao ano na quarta-feira. Lula argumentou que a decisão do Copom foi prejudicial ao povo brasileiro e acusou a autoridade monetária de estar submetida aos interesses do mercado financeiro e de especuladores, questionando a autonomia do presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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