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Embarques de Açúcar Registram Crescimento e Atingem 4,63 Milhões de Toneladas

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Na semana encerrada em 24 de julho, o número de navios aguardando para embarcar açúcar nos portos brasileiros aumentou para 101, em comparação com 87 na semana anterior, conforme levantamento da agência marítima Williams Brasil. O volume programado para embarque atingiu 4,639 milhões de toneladas, um aumento em relação às 4,254 milhões de toneladas registradas na semana anterior.

O Porto de Santos, em São Paulo, é responsável pela maior parte do carregamento, com 3,574 milhões de toneladas. Outros portos como Paranaguá, no Paraná, e Imbituba, em Santa Catarina, também participam do processo, com 820.156 e 137.350 toneladas, respectivamente. São Sebastião (SP) e Itajaí (SC) completam a lista com volumes menores.

A carga de açúcar a ser exportada inclui 4,475 milhões de toneladas de VHP, 25 mil toneladas de Cristal B-150 e 139 mil toneladas de TBC. O relatório da Williams Brasil considera as embarcações já ancoradas, as que estão ao largo aguardando atracação e aquelas previstas para chegar até 29 de agosto.

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Exportações de Açúcar em Julho e Receita GeraD

Em julho, o Brasil exportou 2,135 milhões de toneladas de açúcar, gerando uma receita de US$ 986,592 milhões, com um preço médio de US$ 461,90 por tonelada, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A receita média diária foi de US$ 65,773 milhões, com um volume médio diário de 142,387 mil toneladas.

Comparado com julho de 2023, houve uma redução de 7,3% na receita média diária das exportações de açúcar. No entanto, o volume exportado aumentou 1,6%, em relação às 140,198 mil toneladas embarcadas diariamente em julho de 2023. O preço médio por tonelada caiu 8,8%, de US$ 506,30 em julho de 2023 para US$ 461,90 em julho de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio ainda perde eficiência na aplicação de defensivos mesmo com avanço da agricultura de precisão

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Apesar da evolução da agricultura de precisão e da ampla oferta de tecnologias voltadas à aplicação de defensivos agrícolas, o agronegócio brasileiro ainda enfrenta desafios importantes para alcançar máxima eficiência operacional. Máquinas modernas, sensores, drones e sistemas inteligentes já fazem parte da rotina do campo, mas a forma como essas ferramentas são utilizadas ainda limita os resultados.

A avaliação é de especialistas do setor, que apontam que o principal gargalo não está na ausência de tecnologia, mas na integração entre conhecimento técnico, operação e estratégia dentro das propriedades rurais.

Eficiência das aplicações ainda é limitada por falhas operacionais

O aumento da pressão por produtividade, redução de perdas e cumprimento de exigências ambientais tem ampliado a necessidade de aplicações fitossanitárias mais precisas e sustentáveis. No entanto, falhas operacionais e decisões inadequadas continuam comprometendo parte dos resultados no campo.

De acordo com o engenheiro agrônomo Marcelo da Costa Ferreira, professor titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal e coordenador do Núcleo de Estudos e Desenvolvimento da Tecnologia de Aplicação, o setor dispõe de um amplo conjunto de ferramentas, mas ainda enfrenta dificuldades na sua correta utilização.

“Do ponto de vista da disponibilidade de produtos, máquinas e aplicativos, o agro vivencia um bom nível de opções. Mas isso não significa que esses produtos sejam bem utilizados”, afirma o especialista.

Segundo ele, perdas associadas à deriva, escolhas inadequadas de tecnologia e falhas operacionais poderiam ser significativamente reduzidas com maior alinhamento técnico entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

“Há conhecimento e ferramental disponível. Porém, a falta de uma orientação macro dificulta uma compreensão mais madura para a redução das perdas”, completa.

Agricultura de precisão transforma tomada de decisão no campo

O avanço das tecnologias digitais tem alterado profundamente a lógica das aplicações agrícolas. Recursos como sensoriamento remoto, imagens de satélite, drones e sistemas inteligentes permitem análises detalhadas das lavouras e possibilitam decisões mais específicas dentro de uma mesma área produtiva.

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Na prática, isso significa maior capacidade de identificar variações no campo e ajustar a aplicação de insumos de forma localizada, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência.

“O olho das máquinas é muito mais detalhista e veloz em produzir informações do que o olho humano”, destaca Marcelo Ferreira.

Barreiras culturais ainda limitam adoção de tecnologias

Apesar dos avanços, a adoção plena dessas ferramentas ainda enfrenta resistência dentro das propriedades rurais. Para o especialista, a principal barreira não é apenas tecnológica, mas cultural e organizacional.

O modelo tradicional de manejo agrícola ainda está fortemente consolidado em muitas regiões produtoras, o que dificulta a incorporação de novos processos e sistemas de decisão baseados em dados.

“Essa forma tradicional de trabalho está consolidada há décadas. A primeira barreira, portanto, é cultural, seguida pela necessidade de alteração do sistema de entendimento da operação”, ressalta.

Formação técnica será decisiva para o futuro do agro

Para o professor da Unesp, o futuro da eficiência na aplicação de defensivos está diretamente ligado à formação de profissionais mais capacitados para operar, interpretar e desenvolver tecnologias agrícolas.

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A tendência, segundo ele, é de um ambiente cada vez mais digitalizado, no qual a tomada de decisão dependerá de dados e sistemas integrados.

“As inovações tecnológicas virão. As pessoas precisam estar preparadas não apenas para utilizá-las, mas também para criá-las e aprimorá-las”, conclui.

Perspectiva

A tendência é que a agricultura brasileira avance cada vez mais para sistemas produtivos orientados por dados, com maior integração entre máquinas, softwares e conhecimento técnico. Nesse cenário, a eficiência na aplicação de defensivos deve depender menos da disponibilidade de tecnologia e mais da capacidade de gestão e capacitação dos profissionais envolvidos.

A superação das barreiras culturais e o fortalecimento da formação técnica devem ser fatores determinantes para reduzir perdas, ampliar a sustentabilidade das operações e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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