AGRONEGÓCIO

Embarques de açúcar mantêm volume próximo de 1,5 milhão de toneladas

Publicado em

O número de navios aguardando para embarcar açúcar nos portos brasileiros chegou a 41 na semana encerrada em 12 de fevereiro, ante 38 na semana anterior, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil. De acordo com o relatório, foram programados embarques de 1,441 milhão de toneladas de açúcar, levemente abaixo das 1,502 milhão de toneladas registradas na semana anterior.

O Porto de Santos (SP) concentra a maior parte dos embarques, com 926.773 toneladas, seguido pelos portos de Paranaguá, no Paraná (137.900 toneladas), Maceió, em Alagoas (117.842 toneladas), Recife, em Pernambuco (109.500 toneladas), São Sebastião, em São Paulo (81.000 toneladas) e Suape, também em Pernambuco (68.500 toneladas).

A carga a ser exportada é composta majoritariamente pela variedade VHP (1,238 milhão de toneladas), seguida pelo açúcar TBC (125.500 toneladas), Cristal B150 (25.000 toneladas) e Refinado A-45 (52.500 toneladas). O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que aguardam atracação e as que têm chegada prevista até 23 de março.

Leia Também:  Nova lei de seguros entra em vigor em dezembro e traz mais segurança jurídica ao produtor rural
Exportações

A receita diária média obtida com as exportações brasileiras de açúcar e outros melaços alcançou US$ 46,897 milhões em fevereiro, considerando cinco dias úteis, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume médio diário de exportações foi de 100,208 mil toneladas no mês. No total, foram exportadas 501.043 toneladas de açúcar em fevereiro, gerando uma receita de US$ 234,484 milhões, com preço médio de US$ 468,00 por tonelada.

Na comparação com a média diária de fevereiro de 2024, de US$ 83,263 milhões, houve uma queda de 43,7% na receita diária obtida com as exportações de açúcar em fevereiro de 2025. O volume embarcado também registrou recuo de 36,6% em relação às 158,125 mil toneladas diárias exportadas em fevereiro do ano anterior. Já o preço médio da tonelada caiu 11,1% na comparação com os US$ 526,6 registrados em janeiro de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
Leia Também:  Procurador de Justiça avalia avanços nas tratativas em prol do povo Warao

Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

Leia Também:  Marfrig reforça estratégia em ações de trade marketing da linha Montana

A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA