AGRONEGÓCIO

Emater/RS-Ascar avalia produção de melancia com a utilização de bioinsumo

Publicado em

A experiência está sendo feita em uma área de 1,4 hectares no município de Arroio dos Ratos e foi viabilizada com a colaboração de parcerias. A área foi cedida por uma proprietária rural, as horas máquinas necessárias foram cedidas pela patrulha agrícola da prefeitura através de um termo de cooperação, os fertilizantes utilizados foram cedidos por produtores de melancia e o bioinsumo pela Emater/RS-Ascar.

Os bioinsumos são produtos sustentáveis de base biológica animal, vegetal ou microbiana utilizados no controle de pragas e doenças e na potencialização de nutrientes do solo. Participaram da reunião que ocorreu nesta terça-feira (09/01), os extensionistas de municípios produtores da fruta, como São Jerônimo, Triunfo, Taquara, Charqueadas, além do gerente da Emater/RS-Ascar em Porto Alegre Elias Kuck, dos assistentes técnicos regionais Rodrigo Sasso e Marcelo Biassusi e dos assistentes técnicos estaduais Gervásio Paulus e Ari Uriartt.

O encontro iniciou no escritório municipal de Arroio dos Ratos, onde foram explicadas as ações realizadas no experimento pelos técnicos locais e, posteriormente, o grupo se deslocou até a área experimental para a observação in loco.

Leia Também:  Produção de carne suína e de frango devem atingir novo recorde em 2025

O grupo percorreu a propriedade e observou o resultado, obtido até esse momento, no controle fitossanitário do cultivo com a utilização de bioinsumos como o trichoderma, bacilus subtilis, beauveria, metarhizium, dentre outros. Estes bioinsumos foram aplicados para o controle de doenças fúngicas, especialmente antracnose, e o controle de insetos como a diabrótica (vaquinha), pulgão e o trips.

Segundo Kuck, a intenção foi verificar se o protocolo de utilização dos bioinsumos, elaborado no momento de planejamento do experimento, atingiu o objetivo proposto de manter a sanidade da lavoura. “O desempenho está sendo satisfatório, mesmo em um ano de clima tão adverso, e nos traz um retorno excelente no que diz respeito ao entendimento do processo e a apropriação desta tecnologia. Nós temos que agradecer as parcerias que tornaram possível a realização desse projeto tão importante para a geração e acúmulo de conhecimento e esperamos, no ano seguinte, poder repetir o experimento fazendo as necessárias correções no protocolo de aplicações, melhorando o manejo e testando novos produtos que estão chegando no mercado com a proposta de substituir os insumos químicos”, destaca.

Leia Também:  Parceria entre Acelen Renováveis e MultiCropsPlus Revoluciona Produção de Mudas de Macaúba com Excelência Genética

A Emater/RS-Ascar, está fazendo estas experimentações práticas com o uso destes bioinsumos na produção de melancia visando atender grande o número de produtores assistidos pela Instituição e que tem preocupação em melhorar o cultivo. Também atende a uma demanda crescente da sociedade que clama pela produção de alimentos mais saudáveis, visto que, a fruta é apreciada pela população e faz parte da dieta de muitos brasileiros, o que mostra um mercado com potencial de crescimento.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Soja recua na Bolsa de Chicago e no mercado físico com pressão do petróleo, geopolítica e logística no Brasil

Published

on

O mercado da soja voltou a operar em baixa nesta quinta-feira (7), tanto na Bolsa de Chicago quanto no mercado físico brasileiro, em um movimento influenciado principalmente pelo recuo do petróleo, pelas incertezas geopolíticas e pelas condições da safra norte-americana. O cenário reforça a volatilidade das commodities agrícolas diante de fatores externos e internos que seguem pressionando as cotações.

Na Bolsa de Chicago, os contratos da soja operaram em queda no início da manhã, com perdas entre 1,50 e 3 pontos. O contrato de julho voltou a perder o patamar de US$ 12,00 por bushel, sendo negociado a US$ 11,93. O vencimento de setembro ficou em US$ 11,66. O farelo e o óleo de soja também registraram recuos, ainda que mais moderados do que na sessão anterior, sem quedas superiores a 0,3%.

Geopolítica entre EUA e Irã aumenta volatilidade nos mercados

O principal fator de pressão segue sendo o ambiente externo, com destaque para as expectativas em torno de um possível entendimento entre Estados Unidos e Irã. O mercado acompanha com atenção as negociações que podem levar à reabertura do Estreito de Ormuz, o que impactaria diretamente o fluxo global de petróleo e, consequentemente, as commodities.

O avanço das discussões provocou forte reação nos mercados na véspera, com queda generalizada em grãos e energia. No entanto, analistas reforçam que o cenário ainda é instável e sujeito a reversões rápidas, mantendo a volatilidade como principal característica do mercado neste momento.

Leia Também:  Capacitação de técnicos da Emater-MG em ensilagem de trigo reforça alternativas para alimentação de bovinos

Além disso, o bom andamento do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos, aliado às condições climáticas favoráveis, contribui para limitar movimentos de alta na soja, ampliando a pressão baixista.

Outro ponto de atenção dos traders é o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para ocorrer em Pequim nos próximos dias, que pode trazer novos direcionamentos para o comércio global de commodities.

Soja também cai no Brasil com clima adverso e gargalos logísticos

No mercado brasileiro, a pressão internacional se soma a fatores internos, como problemas climáticos, gargalos logísticos e custos elevados de transporte.

Segundo a TF Agroeconômica, os contratos de soja encerraram a sessão anterior em queda na CBOT, com o vencimento de maio recuando 1,40%, para US$ 11,79 por bushel, e julho caindo 1,38%, para US$ 11,9475. O farelo de soja também recuou 0,97%, enquanto o óleo caiu 2,46%, refletindo o impacto direto da retração do petróleo.

Clima e logística pressionam preços no mercado físico brasileiro

No Rio Grande do Sul, a colheita da soja já atingiu 79% da área, mas segue marcada por forte preocupação com a estiagem, que pode causar perdas de até 50,4% em algumas regiões. A falta de diesel também tem prejudicado a operação de colheitadeiras e elevado os custos produtivos.

As cotações no estado refletiram esse cenário: em Nonoai, a soja caiu 1,75%, para R$ 112,00 por saca, enquanto no porto de Rio Grande o preço ficou em R$ 129,00, recuo de 0,77%.

Leia Também:  Dólar Opera em Alta com Mercados Atentos ao G20 e ao Pacote de Corte de Gastos

Em Santa Catarina, o mercado apresentou maior estabilidade, sustentado pela demanda da cadeia de proteína animal. Em Palma Sola, a saca foi cotada a R$ 112,00 e em Rio do Sul a R$ 118,00. No porto de São Francisco, o preço ficou em R$ 130,00.

No Paraná, houve recuo de 1,79% em Jacarezinho e Londrina, com a saca a R$ 110,00, enquanto o aumento do custo do frete para Paranaguá, pressionado pelo diesel, adiciona tensão ao mercado.

Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande registrou queda de 4,50%, para R$ 106,00, refletindo disputa logística com o milho. Já em Mato Grosso, a colheita foi concluída em 100%, com destaque para o aumento no frete entre Sorriso e Miritituba, que recuou 2,97%, para R$ 306,67 por tonelada.

Mercado segue volátil e atento ao cenário global

O conjunto de fatores reforça um ambiente de elevada volatilidade para a soja, com o mercado ainda altamente dependente de decisões geopolíticas, movimentos do petróleo, clima nos Estados Unidos e gargalos logísticos no Brasil.

A expectativa dos analistas é de que o comportamento dos preços siga sensível a novas notícias envolvendo o Oriente Médio e ao desenrolar da safra norte-americana nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA