AGRONEGÓCIO

Emater-MG lança site de venda de produtos da agricultura familiar

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Queijos, doces, café, biscoito, cachaça, artesanato. Produtos típicos do interior de Minas Gerais que fazem muito sucesso entre os consumidores de todo o país. A boa notícia é que agora está mais fácil adquirir estes e outros itens, comprando diretamente de quem produz. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) lançou nesta quarta-feira (6/12) uma plataforma de vendas on-line, com uma ampla variedade de produtos do meio rural.

O site É do Campo reúne inicialmente a produção de 40 agricultores mineiros. São aproximadamente 250 itens para escolha, que serão entregues no endereço escolhido pelo comprador. O É do Campo faz parte do Programa de Apoio à Comercialização Eletrônica de Produtos e Serviços da Agricultura Familiar desenvolvido pela empresa, com o objetivo de ampliar as vendas da agricultura familiar, graças às tecnologias do comércio on-line. Nas próximas semanas, mais 60 agricultores terão seus produtos incluídos na plataforma.

“O programa é dividido em dois pilares. Um deles é a disponibilização desta plataforma de venda para os produtores. Mas não se restringe a isso. O outro pilar é o serviço de assistência técnica e extensão rural desenvolvido pela Emater-MG para todos os agricultores familiares que fazem parte do É do Campo”, afirma a coordenadora técnica estadual da empresa e gestora do projeto, Rhamillye Bartels.

Ela explica que esta assistência técnica funciona como uma chancela. O trabalho dos profissionais da Emater-MG junto aos produtores familiares garante as boas práticas de produção daquilo que é colocado à venda no É do Campo. “Outra questão muito importante é a venda sem atravessadores. O nosso objetivo é ligar diretamente o produtor ao consumidor final. Então tudo que está na plataforma é produzido e comercializado pelo próprio agricultor”, informa Bartels.

Quem faz as compras no site tem a opção de pagar com cartão de crédito ou pix. Os produtores do É do Campo passaram por capacitações promovidas pela Emater-MG para conhecer a plataforma de venda, saber como cadastrar os produtos, receber os pedidos, enviar a mercadoria e emitir nota fiscal.

Habilitação sanitária

A segurança alimentar é outra questão levada em consideração ao selecionar os agricultores que participam do É do Campo. Todos os produtos colocados à venda possuem algum tipo de habilitação sanitária, que pode ser federal, estadual ou municipal.

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A também coordenadora técnica estadual da Emater-MG, Thiara Viggiano, explica que esta habilitação determina para onde o produtor poderá vender seus produtos. “No caso de quem possui a habilitação sanitária municipal, por exemplo, poderá vender apenas para o município onde produz. Mas a maioria dos produtos terá entrega para todo o Brasil, pois possui habilitação sanitária federal”, informa.

Produtores comemoram a iniciativa

A produtora rural Meire Ribeiro, do município de Sabará, na região Metropolitana de Belo Horizonte, está entusiasmada com a criação do É do Campo. Ela colocou à venda na plataforma uma série de produtos derivados da jabuticaba da marca Sabarabuçu, como molhos, doces em lata e geleias. Tudo com registro para venda em todo território nacional.

“Muito bacana a gente ter esta oportunidade de mostrar os nossos produtos para mais pessoas na internet, com o apoio da Emater. É sensacional você ter esta chancela de que seu produto é bom e de qualidade para oferecer ao público. É uma oportunidade maravilhosa”, comemora.

A produtora diz que há anos conta com a assistência técnica da Emater-MG para ampliar a sua produção e criar uma agroindústria familiar. Tudo começou com um curso de produção de geleia e licor de jabuticaba para as mulheres da comunidade. “Comecei fazendo 200 potes de geleia dentro de casa. Hoje a gente trabalha com 30 toneladas de jabuticaba por ano. Nos tornamos um dos maiores produtores de derivados de jabuticaba do Brasil”, conta Meire Ribeiro.

Já no município de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, uma família de produtores está comercializando o famoso queijo Minas Artesanal no site É do Campo. A produção da premiada queijaria Ouro das Gerais é de 70 peças por dia. Os queijos da família já receberam, por exemplo, a medalha de prata do Mundial do Queijo de 2019, em Araxá, e a medalha de ouro no Prêmio Queijo Brasil, em 2023, realizado em Santa Catarina.

“A expectativa é muito boa com o É do Campo. Será uma forma de otimizar nosso tempo e atender melhor o cliente. É uma maneira também de fidelizar o consumidor, que sabe que o pedido vai ser entregue rápido, com o frete mais barato”, afirma o produtor Matheus Loreno.

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De acordo com a coordenadora da Emater-MG, Thiara Viggiano, em muitos casos, a comercialização on-line está criando uma nova dinâmica nas famílias rurais. “Há situações em que o produtor rural não tem muito conhecimento sobre as ferramentas digitais. Então os filhos estão cuidando desta parte da comercialização pela internet. São as pessoas que vão ter o maior contato com a plataforma de venda”, relata.

Como participar

Os produtores interessados em comercializar no É do Campo devem procurar os escritórios da Emater-MG, verificar se atendem os requisitos de participação, preencher um cadastro e apresentar os documentos obrigatórios conforme a mercadoria a ser vendida.

Segundo a Emater-MG, novos produtos serão incluídos no site semanalmente, sempre que os agricultores tiverem o cadastro aprovado.

Aniversário da Emater-MG

O lançamento do site É do Campo faz parte das comemorações dos 75 anos da Emater-MG, completados no dia 6 de dezembro. A empresa é pioneira no serviço público de assistência técnica e extensão rural no país.

“Esse é mais um projeto estratégico do Governo do Estado. Houve muito empenho e dedicação. Hoje temos o primeiro marketplace público governamental do Brasil, voltado para valorizar a agricultura familiar”, disse o presidente da Emater-MG, Otávio Maia, durante o lançamento do É do Campo.

O lançamento do É do Campo fez parte do “Seminário 75 anos da Ater Pública Governamental: Inovações e Soluções”, promovido pela empresa em Caeté, na região Metropolitana de Belo Horizonte, nos dias 5 e 6 de dezembro. Foram debatidos os cenários, desafios e perspectivas para o setor no Brasil. O evento contou com o patrocínio do Sicoob Central Crediminas, Banco do Nordeste e Sicredi, além do apoio da BB Seguros, Cemig e Copasa.

A Emater-MG está presente em 811 municípios mineiros e presta cerca de 2,7 milhões de atendimentos por ano, priorizando a agricultura familiar.

Serviço

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emater-MG

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do feijão carioca segue firme em julho com oferta restrita e demanda aquecida da indústria

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O mercado brasileiro de feijão carioca começou o mês de julho mantendo os preços firmes para os grãos de melhor qualidade. A sustentação das cotações é resultado da oferta ainda restrita, mesmo com o início da colheita das áreas irrigadas do Cerrado, e da demanda contínua da indústria, que segue ativa diante dos baixos estoques.

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os volumes iniciais provenientes das lavouras irrigadas ainda são insuficientes para alterar o equilíbrio entre oferta e demanda. Com isso, os melhores lotes continuam sendo negociados com boa valorização.

Oferta limitada mantém preços do feijão carioca sustentados

Apesar do avanço da colheita nas áreas irrigadas de Goiás e de outras regiões do Cerrado, a disponibilidade do feijão carioca permanece reduzida.

Os primeiros lotes colhidos apresentaram boa qualidade e encontraram forte receptividade da indústria empacotadora, que mantém o ritmo das compras para recompor estoques. Ainda assim, o setor acompanha de perto o aumento gradual da oferta esperado ao longo de julho, fator que poderá influenciar o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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Enquanto isso, a colheita da segunda safra de feijão carioca no Paraná entra em sua fase final, marcando a transição entre importantes regiões produtoras do país.

Mercado apresenta comportamentos diferentes entre as variedades

O cenário não é uniforme para todas as categorias de feijão.

Segundo o Cepea, o feijão carioca de qualidade intermediária e o feijão preto seguem registrando oscilações distintas entre as regiões produtoras. As diferenças na disponibilidade, na qualidade dos lotes e no ritmo das negociações explicam os ajustes heterogêneos observados no mercado físico.

Essa dinâmica demonstra que a formação dos preços continua altamente dependente das condições regionais de oferta e demanda.

Feijão preto pode ganhar força nas próximas semanas

No segmento do feijão preto tipo 1, o encerramento da colheita no Paraná — principal produtor nacional — altera gradualmente a postura dos agentes de mercado.

A menor área cultivada nesta temporada, somada às perdas provocadas pelas adversidades climáticas, reduziu a disponibilidade dos lotes de melhor qualidade. Diante desse cenário, produtores e detentores de estoques mantêm posições firmes nas negociações, apostando em novas valorizações caso a oferta permaneça limitada.

Perspectivas para o mercado de feijão

A expectativa do setor é de aumento gradual da oferta ao longo de julho com o avanço da colheita irrigada no Cerrado. No entanto, enquanto esse crescimento ocorrer de forma moderada e os estoques da indústria permanecerem baixos, o mercado deverá continuar favorecendo os lotes de maior qualidade.

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Especialistas avaliam que a evolução da colheita, as condições climáticas nas principais regiões produtoras e o comportamento da demanda serão determinantes para o rumo dos preços nas próximas semanas.

Destaques do mercado
  • Oferta de feijão carioca de melhor qualidade continua restrita.
  • Indústria mantém compras para recompor estoques.
  • Colheita irrigada do Cerrado avança, mas ainda com baixo volume.
  • Paraná conclui a segunda safra de feijão carioca.
  • Feijão preto segue com perspectiva de valorização devido à menor oferta.
  • Mercado permanece atento ao aumento da disponibilidade durante julho.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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