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Cotações do boi gordo seguem em alta impulsionadas por demanda firme e expectativas positivas com exportações à China

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O mercado físico do boi gordo no Brasil encerrou mais uma semana com elevação nos preços, refletindo o fortalecimento da demanda ao longo da primeira quinzena de abril. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a combinação entre o bom ritmo de compras e o encurtamento das escalas de abate contribuiu diretamente para a valorização das cotações da arroba em diversas regiões do país.

Outro fator que tem sustentado os preços, segundo Iglesias, é a expectativa de que o Brasil amplie sua participação nas exportações de carne bovina para a China. O analista observa que, em meio às tensões comerciais impulsionadas pelas políticas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o mercado internacional permanece instável e atento a novas oportunidades. “Esse cenário gera nervosismo, dada a imprevisibilidade em torno da guerra comercial em curso”, ressalta.

Preços por praça (dados de 10 de abril)

Os preços da arroba do boi gordo negociada a prazo apresentaram os seguintes valores nas principais praças de comercialização brasileiras:

  • São Paulo (Capital): R$ 330,00 por arroba, avanço de 3,17% em relação ao fechamento da semana anterior (R$ 320,00).
  • Goiás (Goiânia): R$ 325,00 por arroba, alta de 4,84% frente aos R$ 310,00 da semana passada.
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320,00 por arroba, aumento de 4,92% em comparação aos R$ 305,00 praticados anteriormente.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 325,00 por arroba, elevação de 3,17% frente aos R$ 315,00 da semana anterior.
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 320,00 por arroba, alta de 4,92% sobre os R$ 305,00 registrados na semana passada.
  • Rondônia (Vilhena): R$ 290,00 por arroba, valorização de 5,45% frente aos R$ 275,00 praticados anteriormente.
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Mercado atacadista em alta

No segmento atacadista, os preços da carne bovina também seguiram em trajetória de alta durante a semana, impulsionados pela injeção dos salários na economia e pela expectativa de aumento no consumo, motivado pelos feriados prolongados da Páscoa e de Tiradentes.

Segundo Iglesias, as exportações brasileiras de carne bovina continuam em patamares elevados, com boas perspectivas de recorde histórico nesta temporada. No atacado, o quarto traseiro do boi foi cotado a R$ 26,00 o quilo, alta de 1,96% em relação aos R$ 25,50 da semana anterior. Já o quarto dianteiro registrou cotação de R$ 19,00 o quilo, avanço de 2,70% frente aos R$ 18,50 praticados anteriormente.

Exportações em ritmo positivo

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada movimentaram US$ 185,193 milhões nos quatro primeiros dias úteis de abril, com uma média diária de US$ 46,298 milhões. No total, foram exportadas 37,420 mil toneladas, o que representa uma média diária de 9,355 mil toneladas, com preço médio de US$ 4.949,00 por tonelada.

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Na comparação com abril de 2024, houve aumento de 8,2% no valor médio diário exportado, ligeira queda de 0,9% no volume médio diário e avanço de 9,2% no preço médio por tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

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O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

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Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

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Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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