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Em 2023 Brasil completa duas décadas de liderança na exportação mundial de carne de frango

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Iniciadas de forma bastante incipiente em 1975, um quarto de século depois as exportações brasileiras ainda não haviam alcançado o primeiro milhão de toneladas (pouco mais de 900 mil toneladas em 2000). Isso só ocorreu na abertura do novo século: 1,266 milhão de toneladas em 2001, volume que correspondeu, exatamente, à metade do que exportaram naquele ano os EUA, então líderes isolados na exportação mundial de carne de frango.

Só que, a partir daí, enquanto o volume norte-americano retrocedia, o brasileiro crescia astronomicamente. Em 2004, os 2,170 milhão de toneladas embarcados pelos EUA ficaram quase 15% aquém do registrado em 2001. Já a exportação brasileira praticamente dobrou. Pelos números do USDA, atingiram 2,416 milhões de toneladas, apresentando aumento de 95% em apenas três anos. Era o suficiente para tornar o Brasil líder mundial nas exportações, posição mantida desde então.

O curioso é que, ao tornar-se líder, o Brasil respondeu, então, por cerca de 40% das exportações mundiais do produto – o que significa que, mesmo mantendo o primeiro posto, perdeu participação no decorrer do tempo, pois em 2023 deve responder por pouco mais de 35% do total que vem sendo previsto pelo USDA.

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Notar, de toda forma, que a perda de participação dos EUA vem sendo muito maior (quase um terço a menos que em 2004). Além disso, o aumento de 142% na participação da Tailândia não reflete adequadamente a evolução das exportações daquele país.

Explicando, a Tailândia – cujas vendas externas também vinham em grande expansão no início do século – exportou em 2003 cerca de 485 mil toneladas de carne de frango. Mas no ano seguinte suas vendas retrocederam quase 60%, ficando limitadas a 200 mil toneladas. Efeito da Influenza Aviária que, então, quase alijou a Tailândia do rol dos exportadores.

Dessa forma, considerado o volume de 2003, a participação das exportações tailandesas (que só no ano passado chegaram ao milhão de toneladas) mantém-se praticamente no mesmo nível, correspondendo a cerca de 8% do total.

Sob esse aspecto, pois, a maior expansão não ocorre entre os líderes do setor, mas decorre da expansão e/ou entrada de mais países no segmento exportador. Em 2004, excluídos os seis principais exportadores relacionados pelo USDA (tabela abaixo), eles movimentaram perto de 150 mil toneladas de carne de frango. Em 2023 estarão exportando 1.220% a mais. Mesmo assim, em termos de volume adicional, o Brasil permanece à frente.

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A propósito da tabela: ela parte dos seis maiores exportadores mundiais em 2004, segundo o USDA. Da tabela original constavam, ainda, outros quatro países: Canadá, com 74 mil/t; Emirados Árabes Unidos, com 15 mil/t; Arábia Saudita, com 10 mil/t; e Kuwait, com 4 mil/t. Hoje, os três últimos países integram o bloco dos principais importadores mundiais de carne de frango, enquanto o Canadá já não participa do grupo de grandes exportadores.

Quanto aos líderes atuais, cinco deles continuam os mesmos de 2004, com apenas uma troca de posição entre China e Tailândia. Esta última reassumindo o papel de grande exportador (mais de 30% da produção local) e a China permanecendo com exportações marginais, pois suas necessidades internas são muitíssimo maiores. Já a Argentina, em 2004 sexto maior exportador de carne de frango, deve neste ano ocupar a 11ª posição, atrás de países como Rússia, Turquia, Ucrânia e Belarus.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Número de cervejarias bate recorde no Brasil em 2025 e produção de cerveja sem glúten dispara 417%

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O setor cervejeiro brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos e consolidou sua expansão no país. Dados do Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que o Brasil alcançou o maior número de cervejarias da série histórica, com 1.954 unidades distribuídas em 794 municípios.

O levantamento também destaca a retomada do crescimento no número de produtos registrados, avanço das marcas de cerveja e forte expansão da produção de cervejas sem glúten, que registrou alta de 417,6% no último ano.

Setor cervejeiro amplia presença e fortalece economia regional

Segundo o Anuário, a indústria cervejeira brasileira mantém trajetória de fortalecimento mesmo diante de desafios econômicos e climáticos enfrentados ao longo de 2025.

A expansão territorial do setor reforça o papel da cerveja como geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional. Pela necessidade de proximidade entre produção e consumo, a atividade favorece a interiorização da economia e estimula cadeias produtivas locais.

Atualmente, o setor está presente em quase 800 municípios brasileiros e movimenta mais de 2,5 milhões de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva. Além disso, responde por mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

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Número de produtos e marcas de cerveja volta a crescer

O levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária aponta que o número de produtos registrados chegou a 44.212 em 2025, retomando a trajetória de crescimento do setor.

As marcas de cerveja registradas também avançaram 2,1%, totalizando 56.170 registros ativos no país.

Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Márcio Maciel, os resultados refletem a capacidade de adaptação da indústria cervejeira brasileira.

Segundo ele, o setor manteve investimentos em inovação, tecnologia e diversificação de portfólio, fortalecendo a conexão histórica da cerveja com os consumidores brasileiros.

Exportações de cerveja atingem maior valor da história

Outro destaque do Anuário foi o desempenho internacional da indústria cervejeira brasileira.

As exportações alcançaram US$ 218,3 milhões em 2025, maior valor já registrado na série histórica. O setor também fechou o ano com superávit recorde de US$ 195 milhões na balança comercial.

Atualmente, a cerveja brasileira é exportada para 77 países, ampliando a presença internacional das marcas nacionais e fortalecendo a competitividade da indústria no mercado global.

Produção de cerveja sem glúten cresce mais de 400% no Brasil

A cerveja sem glúten foi um dos segmentos que mais cresceram no país em 2025.

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Segundo o Anuário da Cerveja 2026, a produção saltou de 71 milhões para 368 milhões de litros em apenas um ano, avanço de 417,6% em relação a 2024.

O volume já representa cerca de 2,35% dos 15,69 bilhões de litros de cerveja produzidos no Brasil, indicando o aumento da demanda por bebidas voltadas a consumidores que buscam produtos sem glúten.

O crescimento acompanha a tendência de diversificação do mercado de bebidas e o avanço do interesse por produtos alinhados a diferentes perfis de consumo.

Inovação e diversidade impulsionam crescimento do setor cervejeiro

O Anuário reforça que a combinação entre tradição, inovação e capilaridade regional segue sendo um dos pilares da expansão da indústria cervejeira brasileira.

Com presença crescente em diferentes regiões do país, o setor mantém investimentos em sustentabilidade, tecnologia e novos nichos de mercado, consolidando a cerveja como uma das cadeias produtivas mais relevantes da indústria de alimentos e bebidas no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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