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Empresa lança aplicativo com inteligência artificial para identificar pragas agrícolas com apoio da Finep

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A empresa Pragas.com, especializada em soluções para controle biológico, desenvolveu um aplicativo inovador para o reconhecimento e monitoramento de pragas agrícolas, com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A ferramenta utiliza inteligência artificial e já está disponível para testes no link: https://app.idpragas.com/.

Como funciona o aplicativo

De forma simples e intuitiva, o aplicativo identifica e classifica as principais pragas que afetam culturas como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão
  • Feijão
  • Cana-de-açúcar

Ao carregar uma imagem da praga — tirada na hora ou salva no celular —, o sistema reconhece a espécie, apresenta uma descrição detalhada e indica os produtos biológicos recomendados para o controle, com base no estágio de desenvolvimento da planta.

Recomendações baseadas em mapas e inteligência artificial

Com base nas imagens analisadas, o aplicativo gera um mapa de recomendação de aplicação, auxiliando o produtor na escolha entre produtos biológicos macro ou microbiológicos ou, quando necessário, produtos químicos.

Além disso, a inteligência artificial embutida é capaz de identificar a presença de novas pragas em regiões específicas, emitindo alertas sempre que detectar espécies desconhecidas pelo sistema.

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Cobertura atual e expansão planejada

Atualmente, a ferramenta reconhece 13 espécies de pragas, em diferentes fases de desenvolvimento, o que já garante boa abrangência nas indicações de controle biológico. Segundo a engenheira agrônoma, entomologista e gerente de P&D da Pragas.com, Sandra Magro, o plano é expandir a identificação para outras culturas agrícolas em breve.

Benefícios do uso no campo

Sandra destaca que o aplicativo contribui diretamente para o sucesso no uso de soluções biológicas, com vantagens como:

  • Redução no uso de agrotóxicos
  • Menor impacto ambiental
  • Diminuição dos danos às lavouras
Redução de custos de produção

Segundo ela, “a identificação correta e a tomada de decisão assertiva são essenciais para o sucesso no controle de pragas”.

Acompanhamento e estruturação de dados nacionais

Outro diferencial do aplicativo é a capacidade de monitorar a ocorrência de pragas em todo o país, gerando indicadores de frequência e abundância. Esses dados poderão apoiar a criação de sistemas de alerta para:

  • Resistência de pragas
  • Adoção de novas táticas de controle
  • Detecção de espécies invasoras
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Facilidade de uso e lançamento oficial

O aplicativo já está funcional e em fase experimental, com previsão de lançamento oficial em setembro, a tempo da próxima safra.

Sandra reforça a simplicidade da ferramenta:

“É muito simples de usar. Basta acessar o link pelo celular e seguir o passo a passo. O produtor pode fotografar a praga diretamente ou usar imagens já salvas no aparelho.”

Soluções biológicas com alta eficiência e menor impacto ambiental

O sistema também valoriza o uso de produtos biológicos, que atingem diretamente as pragas-alvo, sem causar danos a outros animais, ao solo ou à água.

Nesta fase de validação, a empresa busca ajustes finais com base no uso prático em campo, garantindo maior precisão para a versão definitiva do aplicativo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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