AGRONEGÓCIO

E-agro lança solução de crédito para produtores rurais em conjunto com parceiros da plataforma

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Para seguir contribuindo com o desenvolvimento do agronegócio no país, o E-agro, plataforma digital do Bradesco de soluções financeiras e não financeiras, anuncia a ampliação da oferta e garantia de crédito aos produtores rurais por meio do E-agro Finance. Trata-se de financiamento com taxas e condições exclusivas voltado, inicialmente, para os associados de cooperativas agrícolas parceiras da plataforma, que atuarão como intermediadoras e garantidoras do crédito concedido ao cooperado.

A novidade já está disponível para os associados da Coopercitrus, uma das maiores cooperativas agrícolas do Brasil, com uma carteira de 40 mil cooperados, presentes nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. “Estamos muito felizes com essa iniciativa que corrobora com nosso propósito de buscar parcerias que beneficiem a comunidade do agro”, comenta Nadege Saad, head do E-agro.

O E-agro Finance é uma solução diferenciada no mercado por reunir agilidade, facilidade e transparência na tomada de crédito. A expectativa é que essa parceria e a nova modalidade de garantia de crédito movimente R$ 500 milhões no primeiro semestre.

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Todo o processo de solicitação, de aprovação e de disponibilidade do financiamento será feito de forma digital, via plataforma E-agro, que pode ser acessada por aplicativo ou site. “Garantimos agilidade e segurança em todas as fases, além de transparência, já que todos os envolvidos na operação, cooperados e cooperativas, poderão acompanhar a evolução da negociação”, explica Nadege.

“A parceria entre o E-agro e a Coopercitrus criará a facilidade para todos os cooperados no que diz respeito à aquisição de crédito, tanto Rural como CPR, de forma mais ágil, com baixa fricção no processo e custo diferenciado. Além disso, também teremos a integração sistêmica entre as duas entidades, possibilitando que processos anteriormente realizados de forma manual passem a ser realizados de forma digital e automatizada”, conta Simonia Sabadin, CFO da Coopercitrus.

Sobre o E-agro

Lançado em 2023, o E-agro foi desenvolvido em parceria com o inovabra, ambiente de coinovação do Bradesco, com participação da IBM. Na plataforma online, toda a cadeia do agronegócio – clientes e não clientes do banco – tem acesso a soluções de crédito para produção agrícola, pecuária, além da oferta de produtos como máquinas e equipamentos. Também é possível contratar a Cédula de Produto Rural (CPR) digital de forma totalmente on-line. A plataforma conta com importante parceiros das principais categorias do agro, como máquinas agrícolas, insumos e implementos, agricultura digital, irrigação, energia solar, e outros segmentos que compõem a cadeia.

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Fonte: Coopercitrus

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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