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Sipcam Nichino apresenta novo Programa de Controle contra o Psilídeo-dos-Citros na Expocitros

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Durante a Expocitros 2024, realizada em Cordeirópolis, São Paulo, de 4 a 7 de junho, a Sipcam Nichino Brasil trouxe sua equipe técnica para promover o controle eficaz do ‘greening’ nos pomares de citros. Essa doença, transmitida pelo psilídeo-dos-citros, é uma das maiores preocupações do setor, causando perdas significativas na produtividade e afetando os preços das frutas.

Nova Estratégia de Controle

Como uma das líderes no setor de agroquímicos, a Sipcam Nichino desenvolveu uma nova estratégia para auxiliar os produtores no manejo eficaz dessa praga. O programa se baseia no uso do inseticida Fiera® e do acaricida Fujimite®, ambos do portfólio da empresa. Segundo a Sipcam Nichino, a combinação desses produtos oferece eficácia e uma boa relação custo-benefício para os produtores.

Resultados Promissores

De acordo com Marcelo Palazim, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado, testes de campo realizados na Estação Experimental Sylvio Moreira do Instituto Agronômico (IAC) demonstraram que o Fujimite® apresentou um controle do psilídeo entre 80% e 100% em diferentes doses, aplicadas em intervalos de três, cinco e sete dias. Quanto ao Fiera®, lançado este ano no país, seu ingrediente ativo, a buprofezina, atua em todas as fases do psilídeo, sendo recomendadas duas aplicações com intervalos de sete dias nos períodos de maior ocorrência de brotações no pomar.

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Desafios e Impacto Econômico

Segundo dados do Fundecitrus, a presença do greening cresceu 56% no estado de São Paulo, representando 38,06% dos pomares em 2023. Há relatos de prejuízos significativos, chegando a R$ 3,5 milhões em algumas fazendas. Uma pesquisa da Kynetec Brasil revelou que os tratamentos intensificados para controle do psilídeo-dos-citros representaram 23% do mercado total de defensivos da cultura, o que corresponde a R$ 271 milhões no ciclo 2022-23.

Expocitros e Semana da Citricultura

A Expocitros, considerada a maior feira citrícola da América Latina, aconteceu simultaneamente à 45ª Semana da Citricultura. Com mais de 30 palestras técnicas e a expectativa de receber 10.000 visitantes, o evento é uma oportunidade para a troca de conhecimento e informações sobre o setor citrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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