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Drones adubadores revolucionam a agricultura com agilidade e eficiência

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Os drones estão transformando a agricultura, oferecendo uma gama de operações e técnicas para diferentes etapas da lavoura. Além de pulverizações, esses equipamentos agora podem realizar semeaduras e até adubações. A Cooxupé, cooperativa de cafeicultores, produziu um vídeo para orientar seus cooperados sobre como usar drones adubadores na agricultura e quais são os benefícios dessa tecnologia.

Vantagens do Drone Adubador

Aurélio Freitas P. Silva, consultor técnico/comercial da GeoAG, empresa que oferece soluções em pulverização para o setor agrícola, explica que os drones adubadores têm múltiplas funções além da pulverização. Eles podem dispersar sólidos, permitindo aplicações de adubo e até semeadura de cobertura para diferentes culturas. “Fizemos uma aplicação de boro na cultura do café, mas o drone tem muitas outras possibilidades, como adubação de pastagens e semeadura de mix de cobertura no final do ciclo da soja”, afirma Silva.

Os modelos de drones de pulverização Agras T20P, utilizados pela GeoAG, possuem capacidade para 20 litros de pulverização e 25 quilos para dispersão de sólidos. Há também o Agras T40, com capacidade para 40 litros de pulverização e 50 quilos para dispersão de sólidos, ampliando as possibilidades de uso na agricultura.

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Eficácia Comprovada na Cafeicultura

João Emídio Vieira Filho, um cooperado da Cooxupé, utiliza drones em sua plantação de café em Juruaia, Minas Gerais. Durante uma visita à sua propriedade, o engenheiro agrônomo Leandro Silva Muniz, do Departamento Técnico da Cooxupé, destacou como os drones otimizaram a aplicação de adubo e fertilizantes na lavoura. “Antes do drone, João precisava de uma pessoa para aplicar em dois hectares. Agora, ele consegue cobrir 20 hectares por dia, uma produtividade 10 vezes maior”, explicou Muniz.

Além de agilizar o processo, a tecnologia ajuda a evitar perdas por amassamento e é especialmente útil para terrenos acidentados, como é o caso das plantações em montanhas. Para João Emídio, o uso de drones facilitou muito o trabalho na propriedade. “O drone foi a melhor coisa que aconteceu para nós. Agora, conseguimos pulverizar mesmo em áreas com desníveis e buracos”, comemora.

Redução de Perdas e Controle Eficiente

O uso de drones adubadores reduz perdas, aumenta a eficiência do trabalho e permite um melhor controle de pragas e doenças. Segundo o agrônomo Leandro Silva Muniz, a tecnologia otimiza o serviço dos produtores, contribui para o aumento da produtividade e impacta positivamente na rotina dos cooperados.

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Os produtores interessados em saber mais sobre a utilização de drones na agricultura podem procurar o departamento técnico da Cooxupé para obter informações detalhadas sobre a tecnologia e suas aplicações práticas. A inovação promete transformar a maneira como os agricultores cuidam de suas lavouras, tornando o processo mais rápido, eficiente e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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