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Dólar tem pouca alteração com expectativa por dados de inflação dos EUA

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O dólar alternava leves altas e baixas frente ao real nesta segunda-feira, em início de semana que trará novos dados de inflação norte-americanos que podem ditar os próximos passos de política monetária do Federal Reserve.

Às 10h(de Brasília), o dólar à vista caía 0,08%, a 5,0606 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,13%, a 5,073 reais.

A divisa norte-americana apresentava alguma instabilidade no dia, alternando leves ganhos e perdas, mas com operadores destacando que o viés predominante para o dia deve ser de alta, em linha com o movimento dos rendimentos dos títulos dos Estados Unidos.

“A cautela com o cenário inflacionário internacional leva à alta dos juros, com a taxa de dois anos americana rompendo a média (móvel) de 200 dias e atingindo as máximas desde novembro de 2023”, destacou Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.

Os rendimentos de Treasuries de vencimentos mais longos, como os de 10 e 30 anos, também rondavam os níveis mais altos desde o final do ano passado, em meio a expectativas por dados de inflação ao consumidor dos EUA de quarta-feira.

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O dado deve mostrar um aumento na inflação geral para 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, de 3,2% em fevereiro, segundo economistas consultados pela Reuters.

As chances de um primeiro corte de 0,25 ponto percentual pelo Fed em junho eram calculadas em 46%, abaixo dos 51% de sexta-feira, mostravam dados do CME Group, depois que dados recentes reforçaram a percepção de uma economia norte-americana resiliente.

“Dados mais fortes dos EUA e preços do petróleo mais elevados sugerem que os rendimentos dos EUA ainda podem oferecer vantagens, embora acreditemos que a Fed responderá mais ao dado de inflação desta semana do que aos fortes números de empregos não agrícolas”, disse o Citi em nota, acrescentando que a evolução dos preços do petróleo e de alimentos é um obstáculo para a desinflação dos mercados emergentes –o que pode levar a cautela no afrouxamento monetário.

Ainda assim, o banco privado disse que continua vendo ambiente favorável a divisas latino americanas de alto rendimento.

Borsoi, da Nova Futura, também chamou a atenção nesta segunda-feira para o forte avanço dos contratos futuros do minério de ferro, impulsionados pela esperança de possíveis medidas para reforçar o fraco setor siderúrgico na China e pelas expectativas de uma onda de reabastecimento pós-feriado por parte das siderúrgicas do país.

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O real é muito sensível às oscilações dessa commodity, uma vez que é chave na pauta de exportação nacional.

Na cena local, investidores continuavam monitorando o noticiário em torno da Petrobras. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a convocar no domingo uma reunião que poderia decidir o futuro do comando da estatal, mas acabou cancelando o encontro, de acordo com duas fontes com conhecimento do assunto.

A semana passada foi marcada por ruídos envolvendo o futuro do presidente-executivo da Petrobras, Jean Paul Prates. Na quinta-feira, fontes do governo disseram que a demissão do executivo da estatal era provável nos próximos dias.

Na última sessão, o dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0649 reais na venda, em alta de 0,24%.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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