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Dólar tem leve baixa na abertura com mercado à espera de BCE e dados dos EUA

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O dólar à vista abriu a quinta-feira em leve baixa ante o real, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, com os investidores à espera da decisão sobre juros do Banco Central Europeu (BCE) e da divulgação de dados de atividade e emprego nos EUA, ambas pela manhã.

Às 9:45 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,09%, a 4,9278 reais na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,11%, a 4,9315 reais.

O feriado municipal em São Paulo pode reduzir a liquidez nos mercados à vista e futuro, em um dia de agenda esvaziada no Brasil. No entanto, os investidores estarão atentos à decisão do BCE sobre juros, marcada para às 10h15, e na bateria de dados dos EUA, com início a partir das 10h30.

No primeiro caso, a expectativa é de que a instituição mantenha os juros sem alterações, mas passe indicações sobre quando o ciclo de cortes poderá começar. A presidente do BCE, Christine Lagarde, dará entrevista coletiva em seguida.

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Já os EUA divulgam às 10h30 a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2023, além de dados de bens duráveis e de auxílio-desemprego. Às 12h saem números de novas moradias.

A agenda externa pode dar uma direção mais consistente aos rendimentos dos Treasuries, que por enquanto oscilam perto da estabilidade nesta quinta-feira. Como vem ocorrendo desde o ano passado, os títulos norte-americanos têm sido a principal referência para os demais ativos globais, incluindo o dólar.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participam de cerimônia para marcar os 90 anos da Universidade de São Paulo (USP), durante feriado na cidade de São Paulo. O evento, no entanto, ocorre à noite, com os mercados já fechados.

Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9321 reais na venda, em baixa de 0,47%.

O Banco Central fará nesta sessão leilão de até 16.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de março de 2024.

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Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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