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Dólar sobe e mercado financeiro opera em cautela com petróleo, IPCA-15 e expectativa pelo PIB do Brasil

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O mercado financeiro brasileiro iniciou esta quarta-feira (27) em clima de cautela, com o dólar operando em alta frente ao real e os investidores atentos aos desdobramentos do cenário internacional, ao comportamento do petróleo e aos novos indicadores econômicos do Brasil.

Por volta das 9h10, a moeda norte-americana registrava valorização de 0,36%, negociada a R$ 5,0443. Na sessão anterior, o dólar fechou em alta de 0,18%, cotado a R$ 5,0273. Já o Ibovespa encerrou o último pregão em queda de 0,69%, aos 176.589 pontos, refletindo a realização de lucros e o aumento da aversão ao risco nos mercados globais.

No acumulado, o dólar apresenta:

  • queda de 0,02% na semana;
  • alta de 1,52% no mês;
  • recuo de 8,41% no ano.

O Ibovespa, por sua vez, acumula:

  • avanço de 0,21% na semana;
  • perda de 5,74% em maio;
  • valorização de 9,59% em 2026.
Petróleo, inflação e juros dos EUA movimentam os mercados

Os investidores monitoram de perto o comportamento do petróleo no mercado internacional, que voltou a subir diante das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. A indefinição sobre um possível acordo entre os países mantém elevada a percepção de risco global e sustenta pressão sobre commodities energéticas.

Além disso, o mercado acompanha a divulgação do IPCA-15 no Brasil, considerado uma prévia da inflação oficial. O indicador pode influenciar diretamente as expectativas para os próximos passos da taxa Selic e da política monetária do Banco Central.

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No exterior, também seguem no radar as discussões sobre os rumos do Federal Reserve, banco central norte-americano. O nome de Kevin Warsh ganhou força nos bastidores para assumir a presidência da instituição, em meio às declarações do presidente Donald Trump defendendo um comando “mais independente” para o Fed.

Rabobank vê dólar mais forte até o fim do ano

Apesar da recente valorização do real, instituições financeiras continuam avaliando que o dólar pode voltar a ganhar força nos próximos meses.

Segundo análise do Rabobank, a tendência é de apreciação gradual da moeda americana até o fim de 2026, sustentada principalmente por:

  • redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos;
  • recuperação global do dólar;
  • fragilidade fiscal brasileira;
  • aumento das incertezas eleitorais.

O banco revisou sua projeção para o câmbio de R$ 5,40 para R$ 5,35 no encerramento do ano.

Na avaliação da instituição, embora o real tenha acumulado valorização recente frente ao dólar, o desempenho da moeda brasileira ainda figura entre os mais fracos dentro do grupo de países emergentes.

Economia brasileira mostra perda de ritmo

Os dados mais recentes da atividade econômica reforçam a percepção de desaceleração no Brasil.

O IBC-Br, indicador do Banco Central considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,67% em março na comparação com fevereiro. O resultado veio abaixo das expectativas do mercado financeiro, que projetava queda menor, de 0,4%.

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O dado aumenta a atenção para a divulgação oficial do PIB do primeiro trimestre, considerada um dos principais eventos econômicos da semana.

O Rabobank projeta:

  • crescimento de 1,5% na comparação anual;
  • alta de 0,9% frente ao trimestre anterior;
  • expansão acumulada de 2% em quatro trimestres.
Arrecadação cresce impulsionada pelo petróleo

Na área fiscal, a arrecadação federal manteve trajetória de crescimento em abril e alcançou R$ 278,8 bilhões, acima dos R$ 229,2 bilhões registrados em março e também superior ao resultado de abril do ano passado.

Parte desse avanço está ligada à recuperação dos preços do petróleo, que vem aumentando a arrecadação de tributos relacionados ao setor de energia e combustíveis.

Bolsas internacionais operam sem direção única

Os mercados globais também operam com volatilidade nesta quarta-feira. Investidores avaliam os efeitos da política monetária norte-americana, os conflitos geopolíticos e os sinais de desaceleração em grandes economias.

Na Europa, as bolsas apresentam movimentos mistos, enquanto os índices futuros de Nova York operam próximos da estabilidade. Já as commodities agrícolas e metálicas seguem sensíveis às oscilações do dólar e ao comportamento da economia chinesa.

No Brasil, o mercado segue atento à abertura do Ibovespa e ao fluxo de investidores estrangeiros, que continuam influenciando diretamente os ativos locais e o comportamento do câmbio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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