AGRONEGÓCIO

Dólar sobe com expectativas por decisão do Copom e dados de inflação nos EUA

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O dólar iniciou esta quarta-feira em alta, impulsionado pela expectativa de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, prevista para o fechamento dos mercados. A estimativa do mercado é de um novo aumento na taxa básica de juros (Selic), sinalizando continuidade ou intensificação do ciclo de aperto monetário.

No exterior, os holofotes estão sobre os dados de inflação nos Estados Unidos, que alimentam a expectativa de um novo corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima reunião, programada para a semana que vem.

Dólar e Ibovespa: movimentos recentes

Às 09h12, o dólar era cotado a R$ 6,0607, alta de 0,06%. No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,58%, encerrando a sessão a R$ 6,0469. No acumulado do ano, o dólar registra avanço de 24,61%, apesar de uma queda de 0,40% na semana.

No mercado acionário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou a terça-feira em alta de 0,80%, atingindo 128.228 pontos. O índice acumula ganhos de 1,81% na semana e 2,04% no mês, embora registre um recuo de 4,44% no ano.

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Fatores que movimentam os mercados

Com uma agenda doméstica de indicadores econômicos limitada, as atenções dos investidores estão voltadas para a decisão do Copom. O consenso aponta para um aumento da Selic entre 0,75 e 1 ponto percentual. Analistas acreditam que o Banco Central deverá manter um ciclo prolongado de elevações, considerando o cenário de inflação elevada, desvalorização cambial e desafios externos.

No último relatório de inflação, o IPCA de novembro subiu 0,39%, desacelerando frente aos 0,56% de outubro, mas superando a expectativa do mercado, que previa alta de 0,34%. O resultado reforça as projeções de juros elevados no médio prazo.

No campo fiscal, o governo federal enfrenta resistência no Congresso para aprovar seu pacote de cortes de gastos. Como estratégia, planeja liberar R$ 3,2 bilhões em emendas PIX para garantir apoio parlamentar. A medida ocorre em meio à recente decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que manteve exigências sobre a liberação de emendas.

Cenário internacional: inflação nos EUA em foco

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor, também divulgado nesta quarta-feira, é uma variável crucial para a política monetária do Fed. Dados recentes do mercado de trabalho mostraram aceleração na criação de empregos em novembro, embora o panorama geral aponte para um enfraquecimento gradual das condições de trabalho, favorecendo novos cortes na taxa de juros.

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Com informações da Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

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A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

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No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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