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Dólar segue firme frente ao real com moderação em apostas de cortes de juros nos EUA

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O dólar devolveu ganhos iniciais frente ao real, mas continuava em patamar forte nesta quarta-feira, conforme os mercados internacionais moderavam as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve este ano.

Às 10:31 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 0,27%, a 4,9402 reais na venda, rondando os níveis mais altos em mais de uma semana.

Na B3, às 10:31 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,27%, a 4,9485 reais.

O movimento estava alinhado aos leves ganhos do índice do dólar frente a uma cesta de pares fortes nesta manhã, um dia depois de o diretor do Federal Reserve Christopher Waller dizer que, embora a inflação esteja se aproximando da meta de 2% do banco central norte-americano, o Fed não deve ter pressa para reduzir os custos de empréstimos.

Seus comentários somaram-se a falas um pouco mais duras de autoridades do Banco Central Europeu (BCE) nos últimos dias, o que levou a uma reversão no otimismo internacional de que as maiores economias do mundo poderiam começar a afrouxar as condições monetárias muito em breve.

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A manutenção de juros altos por mais tempo nas economias avançadas tende a prejudicar a atratividade de divisas emergentes, como o real, uma vez que deixa moedas como o dólar e o euro –já preferidas por serem extremamente seguras– mais rentáveis para investidores estrangeiros.

Enquanto isso, restringindo ainda mais o apetite por risco global, dados mostraram que a economia da China cresceu 5,2% em 2023, um pouco mais do que a meta oficial, mas a recuperação foi bem mais frágil do que muitos analistas e investidores esperavam, com agravamento da crise imobiliária, riscos deflacionários e demanda fraca.

“O PIB fecha o ano com um número até maior que a meta, mas com a sensação para os analistas de que vai crescer menos esse ano, e de que (as autoridades chinesas) vão em março anunciar uma meta até menor”, disse Gustavo Cruz, estrategista da RB investimentos. “Então, a sensação é um pouco mais negativa no médio/longo prazo.”

No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na véspera que terá reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira para tratar da reoneração da folha, defendendo uma redução escalonada do benefício fiscal estendido pelo Congresso.

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Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9268 reais na venda, em alta de 1,23%.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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