AGRONEGÓCIO
Dólar oscila após leilões do BC e tensões nos EUA; Ibovespa avança com alívio no mercado
Publicado em
4 de junho de 2025por
Da Redação
O dólar iniciou a quarta-feira (4) com oscilação entre leves altas e baixas, refletindo as incertezas provocadas por fatores internos e externos. A moeda operava em queda de 0,03% por volta das 10h30, cotada a R$ 5,6336, após o Banco Central realizar dois leilões de linha — operações de venda de dólares com compromisso de recompra.
Ao mesmo tempo, o Ibovespa subia 0,53%, alcançando 138.274 pontos, mantendo a tendência de valorização registrada na sessão anterior.
Tensões entre EUA e China voltam ao radar do mercado
As atenções dos investidores seguem voltadas ao cenário internacional, especialmente após novas declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Pelo Truth Social, Trump voltou a criticar o presidente da China, Xi Jinping, chamando-o de “muito duro” e indicando que está sendo “extremamente difícil” fechar um novo acordo comercial com o país asiático.
Além disso, entrou em vigor nesta quarta o decreto que dobra as tarifas sobre importações de aço, alumínio e derivados — de 25% para 50% — nos EUA. A medida reacendeu temores sobre os impactos inflacionários e os riscos de desaceleração econômica global.
Aumento de tarifas nos EUA pode afetar inflação e desacelerar economia
A nova rodada de tarifas anunciada por Trump é vista como parte de uma estratégia para pressionar parceiros comerciais a renegociar acordos. Embora parte dessas tarifas tenha sido suspensa na última semana por decisão judicial, a Corte de Apelações restabeleceu as cobranças após um recurso da equipe de Trump. A retomada integral das tarifas está prevista para 8 de julho.
A medida, além de gerar volatilidade nos mercados, também influenciou nas projeções econômicas. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua estimativa de crescimento global para 2,9% em 2025 e 2026, citando como fatores os conflitos comerciais e o clima de incerteza.
O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, também deve divulgar nesta quarta-feira o Livro Bege, relatório que traz um panorama atualizado da economia americana.
Desaceleração do mercado de trabalho dos EUA entra no foco dos investidores
Outro ponto de atenção é o mercado de trabalho norte-americano. Os dados mais recentes mostraram que a criação de empregos no setor privado em maio ficou abaixo do esperado, sugerindo uma possível desaceleração econômica nos EUA.
Esse indicador é acompanhado de perto pelo mercado, pois pode influenciar nas futuras decisões do Fed sobre os juros.
No Brasil, impasse sobre aumento do IOF segue sem definição
Em território nacional, os investidores seguem atentos ao desfecho da proposta de aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), anunciada há duas semanas como parte de um pacote de ajuste fiscal que também incluiu o bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento.
A proposta enfrentou forte resistência tanto do mercado quanto do Congresso, que passou a articular a derrubada do decreto — algo inédito nas últimas décadas. Em resposta, o governo iniciou uma rodada de negociações com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Na terça-feira (3), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou uma proposta alternativa às lideranças do Congresso, mas sua divulgação pública só ocorrerá na próxima semana. Até lá, a elevação do IOF permanece válida.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também se posicionou contra o uso do imposto como instrumento de arrecadação ou política monetária. “Sempre tive a visão de que não deveríamos usar o IOF nem para questões arrecadatórias nem para apoiar política monetária”, afirmou durante evento com analistas.
Atuação do Banco Central influencia cotação do dólar
Os dois leilões simultâneos de linha realizados nesta quarta-feira também impactaram a volatilidade do câmbio. Com oferta total de até US$ 1 bilhão, as propostas foram acolhidas por volta das 10h30, e as operações serão liquidadas no próximo dia 2 de julho.
A medida foi interpretada como uma tentativa do BC de conter a instabilidade no mercado de câmbio, em meio às pressões internacionais e domésticas.
Desempenho acumulado dos mercados
- Dólar:
- Semana: -1,45%
- Mês: -1,45%
- Ano: -8,81%
- Ibovespa:
- Semana: +0,38%
- Mês: +0,38%
- Ano: +14,35%
O cenário segue instável, com a combinação de tensões externas e incertezas internas moldando os movimentos do mercado nos próximos dias.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Pesquisas preparam agro para mercado de carbono que já gera R$ 556 bilhões por ano
Published
14 horas agoon
28 de setembro de 2026By
Da Redação
Pesquisas realizadas por universidades e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começam a dimensionar quanto o campo brasileiro pode reduzir de emissões e retirar de carbono da atmosfera por meio da recuperação de pastagens, do plantio direto, da rotação de culturas, dos sistemas integrados e do uso de microrganismos. Além do efeito ambiental, os resultados ajudam a construir as bases técnicas para a futura participação dos produtores no mercado de carbono.
As pesquisas ganham cada vez mais importância, dado o tamanho crescente do mercado mundial de carbono. Segundo o Banco Mundial, os sistemas de precificação de carbono geraram mais de R$ 556 bilhões em receitas públicas no mundo em 2025, considerando a conversão pela Ptax mais recente. O resultado reúne a arrecadação com impostos sobre emissões e sistemas regulados de comércio de carbono. Atualmente, 87 instrumentos desse tipo estão em funcionamento e alcançam pouco mais de 29% das emissões globais de gases de efeito estufa.
Uma dessas pesquisas reuniu cientistas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), da Embrapa Agricultura Digital e da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O estudo conjunto, publicado em 2026 na revista científica Nature Communications, estimou que a conversão de áreas naturais para uso agropecuário retirou aproximadamente 1,4 bilhão de toneladas de carbono dos solos brasileiros.
O volume equivale a cerca de 5,2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono. A estimativa foi calculada com base em 4.290 registros reunidos por 372 estudos realizados ao longo de três décadas, com informações dos seis biomas brasileiros.
Os pesquisadores chamam essa diferença de “dívida de carbono”: o espaço existente entre o estoque encontrado na vegetação nativa e o mantido atualmente nas áreas produtivas. Isso não significa que todo o volume possa ser recuperado, mas indica que o manejo pode devolver ao solo parte da matéria orgânica perdida.
Os resultados variam conforme o bioma e o sistema produtivo. No Cerrado, a substituição da monocultura por sistemas integrados apresentou potencial teórico de elevar em 15,3% o estoque de carbono no solo. Na Amazônia, a adoção da rotação ou do consórcio de culturas pode proporcionar incremento de 14,1%.
Parte desse potencial já foi observada em experimentos de campo. Em Sinop, no norte de Mato Grosso, a Embrapa Agrossilvipastoril e o Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP) acompanharam durante quatro anos diferentes combinações de lavoura, pecuária e floresta.
Ao final do período, todos os sistemas avaliados apresentaram remoção de carbono superior às emissões contabilizadas. O melhor resultado foi registrado na integração pecuária-floresta, com saldo de 51,3 toneladas de dióxido de carbono equivalente por hectare. Na integração lavoura-pecuária-floresta, a diferença chegou a 39,5 toneladas por hectare.
Os valores correspondem ao resultado acumulado nos quatro anos, e não a uma taxa anual. As árvores armazenaram carbono nos troncos, galhos e raízes, enquanto as pastagens bem manejadas contribuíram para ampliar a matéria orgânica do solo. O aumento da produtividade também reduziu a emissão calculada por quilo de carne produzido.
Outro acompanhamento da Embrapa foi realizado na Fazenda Santa Brígida, em Ipameri, Goiás. A propriedade começou a adotar sistemas integrados em áreas de pastagens degradadas em 2006, combinando plantio direto, rotação de culturas, braquiária, milho, soja, pecuária e árvores.
Nos primeiros seis anos, o teor de matéria orgânica na camada de até 20 centímetros do solo passou de 1,8% para 2,8%. O aumento correspondeu à incorporação de mais de 11 toneladas de carbono orgânico por hectare.
O resultado ambiental ocorreu junto com o aumento da produção. A produtividade do milho saiu de aproximadamente 80 para 180 sacas por hectare, enquanto a produção de carne passou de duas para até 16 arrobas por hectare. O caso mostra que a recuperação do solo e o aumento do estoque de carbono podem acompanhar a elevação da produtividade.
Na pecuária, a Embrapa Gado de Corte desenvolveu os protocolos Carne Carbono Neutro e Carne Baixo Carbono. O primeiro utiliza árvores plantadas em sistemas integrados para compensar o metano liberado pelos bovinos durante a digestão.
Experimentos indicaram que cerca de 200 árvores em crescimento por hectare podem armazenar carbono suficiente para neutralizar as emissões anuais de metano entérico de 11 bovinos adultos. Isso não significa, porém, que toda a propriedade seja automaticamente neutra. A conta completa precisa incluir fertilizantes, combustível, energia, manejo do solo e todas as demais fontes relevantes de gases de efeito estufa.
Nas lavouras, outra frente de pesquisa utiliza microrganismos para reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados. A fixação biológica de nitrogênio, desenvolvida e aperfeiçoada no país por instituições como a Embrapa Agrobiologia e a Embrapa Soja, permite que bactérias associadas às raízes forneçam às plantas o nutriente retirado do ar.
Na soja, essa tecnologia praticamente elimina a necessidade de aplicação de nitrogênio mineral. A Embrapa estima que a substituição do fertilizante pela ação das bactérias evite a emissão de aproximadamente 12 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. A redução ocorre tanto na fabricação e no transporte do insumo quanto pela menor liberação de óxido nitroso no solo.
Essas medições ganham importância com o avanço dos mercados de carbono. Nesse sistema, cada crédito representa, em regra, uma tonelada de dióxido de carbono equivalente que deixou de ser emitida ou foi removida da atmosfera. O ativo pode ser comprado por empresas que precisam cumprir obrigações legais ou que assumiram voluntariamente metas de redução.
O mercado mundial está dividido entre sistemas regulados, nos quais governos estabelecem limites de emissão, e mercados voluntários, formados por negociações realizadas sem obrigação legal. Em 2026, o Banco Mundial contabilizou 87 políticas de precificação de carbono em funcionamento, sete a mais do que no ano anterior. Esses instrumentos alcançavam pouco mais de 29% das emissões globais de gases de efeito estufa.
A quantidade de créditos emitidos no mundo cresceu 8% entre 2024 e 2025, mas os preços médios recuaram. Projetos considerados mais confiáveis, com metodologias robustas e maior segurança sobre a permanência do carbono, continuaram recebendo valores superiores. Isso mostra que não basta afirmar que uma propriedade captura carbono: é necessário provar o resultado.
No Brasil, o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) foi criado pela Lei nº 15.042, de 2024. A produção agropecuária primária e a infraestrutura diretamente associada aos imóveis rurais ficaram fora das obrigações impostas pelo mercado regulado.
A exclusão impede que o produtor seja obrigado a entregar cotas por causa das emissões da atividade primária, mas não o afasta das oportunidades econômicas. Projetos rurais poderão gerar créditos de carbono e, quando atenderem aos critérios oficiais, Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões, conhecidos pela sigla CRVE.
Para isso, será necessário adotar uma metodologia reconhecida, estabelecer quanto carbono havia antes do projeto, medir a redução ou a remoção obtida, demonstrar que o resultado não ocorreria sem a iniciativa e passar por verificação independente. Também será preciso garantir que o mesmo benefício ambiental não seja vendido ou contabilizado duas vezes.
O mercado regulado brasileiro ainda está em implantação. A proposta apresentada em 2026 prevê o início gradual do monitoramento, relato e verificação das emissões a partir de 2027, inicialmente em setores industriais e no transporte aéreo. As metodologias aceitas para transformar reduções e remoções em certificados oficiais ainda dependem de regulamentação.
Esse processo explica por que a pesquisa será determinante para a entrada do agro no mercado. Resultados obtidos em uma propriedade não podem ser transferidos automaticamente para outra, mesmo quando os sistemas produtivos parecem semelhantes. O estoque de carbono muda conforme o tipo de solo, o clima, a cultura, a profundidade analisada e o histórico de manejo.
Também é necessário diferenciar estoque, remoção e emissão evitada. Encontrar carbono em uma camada profunda do solo não demonstra, isoladamente, que ele tenha sido retirado da atmosfera pelo manejo atual. A comprovação exige uma linha de base, repetição das coletas ao longo dos anos e o desconto de todas as fontes relevantes de emissão.
A pesquisa brasileira avança justamente nessa direção. O objetivo não é apenas mostrar que o solo, as árvores e os microrganismos armazenam carbono, mas calcular quanto permanece, por quanto tempo e sob quais condições. Quanto mais confiável for essa medição, maior será a possibilidade de transformar o benefício ambiental em produtividade, acesso a mercados e renda adicional para o produtor.
Fonte: Pensar Agro
PF apreende quatro fuzis em mais uma diligência da Operação Polaridade
PF prende motorista por transporte irregular de vinho estrangeiro próximo à divisa com a Argentina
Ministério da Saúde autoriza início das obras de ampliação do Hospital Universitário de Roraima
Presidente da República visita complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará
OAB-MT requer suspensão de audiências e outras atividades por instabilidade do PJe
CUIABÁ
MATO GROSSO
OAB-MT requer suspensão de audiências e outras atividades por instabilidade do PJe
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) requereu, nesta segunda-feira (28), ao Tribunal de Justiça de...
Curso de Direção Operacional capacita membros do MPMT
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na sexta-feira (25) e sábado (26),...
MPMT visita escolas vencedoras da Mostra Estudantil de Arte
A promotora de Justiça Luciana Rocha Abrão David, titular da 3ª Promotoria de Justiça Criminal de Barra do Garças (a...
POLÍCIA
PF apreende quatro fuzis em mais uma diligência da Operação Polaridade
Niterói/RJ. Nesta segunda-feira, 28/9, a Polícia Federal apreendeu quatro fuzis (calibre 7,62 mm) durante mais uma diligência da Operação Polaridade....
PF prende motorista por transporte irregular de vinho estrangeiro próximo à divisa com a Argentina
Dionísio Cerqueira/SC. A Polícia Federal prendeu em flagrante, na tarde desta segunda-feira (28/9), o motorista de um caminhão que transportava...
PF prende homem por abuso sexual infantojuvenil na Bahia
Salvador/BA. A Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira (28/9), um homem pela prática de exploração sexual infantojuvenil mediante internet, em Salvador....
FAMOSOS
Clara, filha de Zezé Di Camargo e Graciele surpreende ao escolher doces: ‘Sem açúcar’
Clara, filha de Graciele Lacerda e do cantor Zezé Di Camargo encantou os seguidores da mãe ao surgir em um...
Ana Hickmann e Edu Guedes celebram 14 dias de lua de mel na Itália: ‘Melhor parte’
Ana Hickmann e Edu Guedes estão de volta ao Brasil após uma viagem romântica pela Itália. O casal aproveitou 14...
Bruno relata rádio ligando sozinho e tocando música de Rick & Renner
Bruno, da dupla com Marrone, compartilhou nas redes sociais, neste domingo (27), um episódio que o deixou intrigado em meio...
ESPORTES
CRB goleia o Cuiabá por 3 a 0 e entra na briga direta pelo G6 da Série B
O CRB fez valer o fator casa na tarde deste domingo e goleou o Cuiabá por 3 a 0, no...
CBF define calendário com semifinais da Copa do Brasil e rodadas do Brasileirão
Quem acompanha o futebol nacional nos próximos dias vai precisar de agenda cheia. A CBF desmembrou mais rodadas do Campeonato...
Rayan salva Brasil no fim e Seleção empata com a Austrália em estreia após a Copa
Em sua primeira partida depois da eliminação na Copa do Mundo de 2026, o Brasil não convenceu, mas escapou da...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
CUIABÁ4 dias agoVinicyus Hugueney lota Agiliza Lounge com apoiadores em reunião por Neri Geller e Paulo Araújo na reta final da campanha
-
Política MT7 dias agoAtendimentos no Espaço Cidadania estão mantidos durante o período eleitoral
-
Política MT6 dias agoEstudantes da Unemat se preparam para a 2ª edição do Troféu Parlamento
-
Esportes7 dias agoCuiabá vence o Náutico por 3 a 0 na Arena Pantanal



