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Dólar opera estável e Ibovespa se mantém em alta com foco na decisão do Federal Reserve

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Mercado mantém cautela antes da decisão do Fed

O mercado financeiro brasileiro opera com volatilidade controlada nesta quarta-feira (29), com o dólar oscilando próximo à estabilidade e o Ibovespa mantendo tendência positiva. A atenção dos investidores está voltada à decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que anunciará nesta tarde sua nova taxa de juros — evento considerado o mais importante da semana.

Por volta das 9h40, o dólar à vista subia 0,07%, cotado a R$ 5,3644, enquanto o contrato futuro de primeiro vencimento avançava 0,02%, a R$ 5,3660. No mesmo horário, o índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, registrava alta de 0,25%, a 98,914.

Expectativa por corte de juros nos Estados Unidos

A taxa básica norte-americana atualmente está entre 4,00% e 4,25%, e o mercado praticamente dá como certo um corte de 25 pontos-base nesta decisão. Segundo a ferramenta CME FedWatch, há 99,9% de probabilidade de que o Fed reduza os juros nesta quarta-feira e 85% de chance de um novo corte em dezembro. Para janeiro, as apostas estão divididas entre 43,3% de probabilidade de novo corte e 49,3% de manutenção.

Mais do que o resultado em si, os agentes financeiros esperam sinalizações sobre os próximos passos da política monetária. Caso o Fed aponte para novas reduções ainda no início de 2026, o diferencial de juros entre Brasil e EUA — hoje favorável ao real — pode se ampliar, fortalecendo a entrada de capital estrangeiro no país.

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Selic mantida e atratividade do Brasil ao investidor externo

Enquanto o mercado internacional se prepara para uma possível flexibilização monetária, o Banco Central do Brasil segue sinalizando a manutenção da taxa Selic em 15% por um período prolongado. Essa postura reforça a atratividade dos ativos brasileiros, já que o retorno oferecido permanece elevado em comparação com os títulos de outros países emergentes.

Analistas destacam que o diferencial de juros — principal fator que influencia a cotação do dólar — continua sendo um ponto de suporte para o real. Na terça-feira (28), a moeda americana encerrou o pregão em queda de 0,19%, cotada a R$ 5,3605.

Ibovespa renova recorde e segue em ritmo de alta

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), fechou a véspera em alta de 0,55%, aos 146.969 pontos, renovando seu recorde histórico. O movimento foi impulsionado pelo otimismo dos investidores com o cenário político e econômico, especialmente após avanços nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

No acumulado da semana, o índice registra alta de 0,86%, enquanto no mês sobe 0,82% e, no ano, acumula ganho de 22,57%.

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Dólar em leve queda e cenário global no radar

Na abertura desta quarta-feira, o dólar recuava 0,04%, sendo negociado a R$ 5,3576 às 9h10. No acumulado da semana, a moeda norte-americana apresenta queda de 0,60%, mas ainda acumula alta de 0,70% no mês. No ano, contudo, o dólar exibe desvalorização de 13,27% frente ao real.

No cenário internacional, a moeda americana avança ante o euro, o iene e a libra, mas cede frente a moedas de países emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano.

Mercados globais atentos a encontro entre EUA e China

Além da decisão do Fed, os investidores acompanham os desdobramentos diplomáticos na Ásia. Está previsto para quinta-feira (30) um encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, na Coreia do Sul. O mercado espera que as duas potências avancem em um acordo comercial que possa reduzir tensões e dar novo fôlego aos mercados globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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