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Dólar opera em baixa em dia de negócios moderados na véspera da Black Friday; Ibovespa registra alta

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O mercado, mesmo com poucos eventos destacados, é impactado por notícias provenientes da China e da Europa, com ênfase nas medidas do governo chinês para conter a elevação nos preços do minério de ferro. No cenário brasileiro, as atenções dos investidores permanecem voltadas para o panorama político e fiscal.

Dólar

Às 11h, a moeda norte-americana registrava uma queda de 0,10%, sendo cotada a R$ 4,8965. No dia anterior, encerrou com uma alta de 0,07%, atingindo R$ 4,9016. Os números acumulados são os seguintes:

  • Semana: -0,10%
  • Mês: -2,76%
  • Ano: -7,13%
Ibovespa

No mesmo horário, o Ibovespa apresentava uma alta de 0,18%, alcançando os 126.266 pontos. Na última sessão, o índice encerrou com uma elevação de 0,33%, atingindo os 126.035 pontos e estabelecendo um novo patamar desde julho de 2021. Os acumulados são:

  • Semana: 1,01%
  • Mês: 11,40%
  • Ano: 14,86%
Panorama Internacional

Em um dia de menor liquidez devido ao feriado nos Estados Unidos, a atenção se volta para eventos internacionais e regionais. Destaca-se a China, que busca conter o avanço nos preços do minério de ferro, impactando o mercado de commodities e afetando empresas exportadoras, como a Vale. Na Europa, o Índice de Gerente de Compras (PMI) composto da zona do euro subiu para 47,1 em novembro, acima das expectativas, mas ainda abaixo de 50, indicando contração.

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Cenário Nacional

No Brasil, o foco permanece nas questões políticas e fiscais. Além disso, o mercado reage ao anúncio dos ministérios da Fazenda e do Planejamento sobre o aumento na projeção do déficit das contas públicas em 2023. A estimativa atual é de um déficit primário de R$ 177,4 bilhões, frente à projeção anterior de R$ 141,4 bilhões realizada em setembro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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