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Dólar inicia sexta-feira em alta com tensões comerciais entre EUA e Brasil no radar

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O dólar abriu esta sexta-feira (8) em leve alta de 0,15%, cotado a R$ 5,43, com os investidores atentos ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Brasil por causa do chamado tarifaço. Na véspera, a moeda norte-americana havia recuado 0,74%, fechando a R$ 5,4226.

Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abrirá às 10h, com o mercado de olho no balanço do segundo trimestre da Petrobras, divulgado ontem à noite. A estatal registrou lucro de R$ 26,7 bilhões e realizará teleconferência de resultados às 11h.

Impacto no câmbio e na bolsa
  • Dólar
    • Semana: -2,20%
    • Mês: -3,18%
    • Ano: -12,25%
  • Ibovespa
    • Semana: +3,09%
    • Mês: +2,60%
    • Ano: +13,50%
Tarifaço eleva tensões globais

O pacote de tarifas imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump, entrou em vigor nesta quinta-feira (7) e elevou o imposto médio de importação dos EUA ao maior nível em um século, segundo a agência Reuters. A expectativa do secretário de Comércio, Howard Lutnick, é arrecadar ao menos US$ 50 bilhões por mês com as novas taxas — valor superior aos US$ 30 bilhões registrados em julho.

Trump também anunciou a intenção de aplicar tarifa de 100% sobre chips semicondutores importados e de até 250% sobre medicamentos, caso não sejam produzidos em território americano.

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Além do Brasil, países como Suíça e Índia tentam negociar condições mais favoráveis junto aos EUA.

Brasil aciona a OMC

Sem avanços nas negociações desde quarta-feira (6), o governo brasileiro recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas impostas aos produtos nacionais. O Itamaraty argumenta que as medidas violam compromissos assumidos pelos EUA, como o princípio da nação mais favorecida.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou à Reuters que só pretende conversar com Trump quando houver disposição real para diálogo. Ontem, Lula falou por telefone com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, para tratar das tarifas e buscar novas oportunidades comerciais no país asiático.

Mudanças no Federal Reserve

Donald Trump indicou Stephen Miran, presidente do Conselho de Assessores Econômicos, para ocupar vaga no Federal Reserve (Fed) até janeiro de 2026. A nomeação precisa ser aprovada pelo Senado. Miran defende reformas na governança do banco central, com redução de mandatos e maior controle do Executivo sobre a instituição.

Cenário internacional

Europa: Bolsas fecharam em alta nesta quinta-feira, com o índice STOXX 600 subindo 0,92%, impulsionado pelo setor financeiro e pela expectativa de um possível cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia. O Banco da Inglaterra reduziu a taxa de juros de 4,25% para 4%.

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Ásia: Ações chinesas registraram o quarto dia seguido de alta, atingindo o maior nível em três anos e meio. Já no Japão, a bolsa Nikkei avançou após sinais de que os EUA podem reduzir impostos sobre automóveis japoneses.

Agenda econômica

No Brasil, o IGP-DI recuou 0,07% em julho, após queda de 1,80% em junho, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice acumula alta de 2,91% em 12 meses, influenciado por menores quedas nos preços ao produtor e reajustes na energia elétrica e jogos lotéricos.

Nos EUA, pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram 7 mil na última semana, atingindo o maior nível desde 5 de julho. Apesar disso, o mercado de trabalho segue estável. O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que um corte de 0,25 ponto percentual nos juros provavelmente será o único neste ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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