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Dólar inicia o dia em queda com esperanças de diálogo para evitar guerra comercial

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O dólar abriu esta terça-feira (8) em baixa, refletindo a expectativa do mercado global de que os Estados Unidos possam avançar em negociações com outras nações para conter uma possível guerra tarifária. Por volta das 9h30, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,88, em queda frente ao fechamento anterior.

Na véspera, o dólar havia subido 1,29%, encerrando o dia cotado a R$ 5,9106. Com isso, acumula alta de 1,29% na semana, avanço de 3,59% no mês e recuo de 4,35% no ano.

No mercado acionário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, registrou queda de 1,31% na segunda-feira, encerrando aos 125.588 pontos. O índice acumula retração de 1,31% na semana, perda de 3,59% no mês e valorização de 4,41% no ano.

Tensões tarifárias continuam no radar

O ambiente financeiro global segue atento às declarações do presidente norte-americano Donald Trump, que, na segunda-feira, afirmou que poderá impor tarifas adicionais de 50% sobre produtos importados da China. A medida se somaria aos 34% já anunciados anteriormente, caso Pequim insista em retaliar os Estados Unidos.

Na última sexta-feira (4), a China respondeu com a imposição de tarifas também de 34% sobre produtos norte-americanos. O governo chinês declarou que não recuará diante das ameaças e está pronto para continuar respondendo aos aumentos tarifários, ainda que reconheça que “em uma guerra comercial, não há vencedores”.

Apesar da retórica agressiva, Trump sinalizou disposição para o diálogo. O presidente norte-americano afirmou que está aberto a negociações com os países afetados pelas medidas, com o objetivo de alcançar “acordos justos”.

A União Europeia também voltou a se manifestar. Um porta-voz do bloco declarou nesta terça-feira que a UE deseja evitar tarifas recíprocas e um eventual conflito comercial com os EUA. A declaração veio após a Casa Branca rejeitar a proposta europeia de adotar uma política tarifária de “zero por zero” para bens industriais.

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Segundo Peter Navarro, conselheiro econômico do governo norte-americano, os EUA só aceitarão um acordo se a UE também reduzir suas barreiras não tarifárias, como exigências sanitárias e regulatórias. Ainda assim, o bloco europeu reiterou sua intenção de manter o diálogo e encontrar soluções consensuais.

China promete reagir “até o fim”

Enquanto isso, a relação com a China permanece tensa. Trump voltou a ameaçar ampliar ainda mais as tarifas caso o país asiático mantenha sua retaliação de 34% sobre produtos norte-americanos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, declarou que a China retaliará “até o fim”, caso os EUA persistam com as sanções. Ainda assim, reforçou que uma guerra comercial não traz ganhos para nenhum dos lados.

Diante da possibilidade de retomada das negociações, os mercados globais iniciaram o dia com leve recuperação após as fortes perdas registradas desde o anúncio das tarifas recíprocas na semana passada.

Bolsas asiáticas e europeias em recuperação

Confira o desempenho das principais bolsas asiáticas nesta terça-feira:

  • 🇭🇰 Hang Seng (Hong Kong): +1,51%
  • 🇨🇳 CSI 1000 (China): +0,61%
  • 🇯🇵 Nikkei 225 (Japão): +6,01%
  • 🇰🇷 Kospi (Coreia do Sul): +0,26%
  • 🇮🇳 Nifty 50 (Índia): +1,69%

Principais bolsas da Europa, por volta das 7h45:

  • 🇩🇪 DAX (Alemanha): +1,48%
  • 🇫🇷 CAC 40 (França): +1,16%
  • 🇬🇧 FTSE 100 (Reino Unido): +1,90%
  • 🇮🇹 FTSE MIB (Itália): +1,15%
  • 🇪🇸 IBEX 35 (Espanha): +0,95%
  • 🇳🇱 AEX (Holanda): +2,03%
  • 🇨🇭 SMI (Suíça): +1,69%
Quedas recentes abalaram os mercados

As tensões tarifárias deflagradas por Trump na última quarta-feira (2) geraram fortes perdas nos mercados globais. As principais bolsas do mundo — em especial da Europa e da Ásia — registraram quedas acentuadas. Os índices norte-americanos chegaram a acumular perdas de até 10% na semana.

Somente entre quinta e sexta-feira, empresas listadas nas bolsas dos EUA perderam US$ 6 trilhões em valor de mercado, segundo levantamento de Einar Rivero, da consultoria Elos Ayta. O maior impacto foi sentido pelas chamadas “sete magníficas” — Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla — que juntas perderam US$ 1 trilhão em valor de mercado na quinta-feira e mais US$ 802 bilhões na sexta, totalizando uma queda de US$ 1,8 trilhão em apenas dois dias.

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Especialistas apontam que o aumento das tarifas deve elevar os custos de produção, pressionar a inflação e reduzir o consumo interno nos Estados Unidos — cenário que pode resultar em desaceleração econômica ou até mesmo em recessão na maior economia do mundo.

Riscos globais e impacto no consumo

As tarifas recíprocas, que atingem mais de 180 países, levantam o temor de uma guerra comercial em escala global. O ambiente de incerteza afasta os investidores dos ativos de risco, penalizando os mercados acionários ao redor do planeta.

Como resposta às sanções norte-americanas, a China também anunciou o controle sobre a exportação de terras raras — matérias-primas fundamentais para a indústria de tecnologia. Entre os elementos que terão exportação restrita estão o samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio. As medidas entram em vigor nesta sexta-feira.

Segundo o analista financeiro Vitor Miziara, a escalada tarifária pode impulsionar a inflação mundial e derrubar a demanda global. Tarifas mais altas tornam os produtos mais caros e, por consequência, encarecem os bens e serviços que dependem desses insumos, afetando diretamente o consumo.

Diante desse cenário, cresce a percepção de que os Estados Unidos poderão enfrentar uma fase de desaceleração econômica — ou até uma recessão — com impactos relevantes para toda a economia global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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