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Dólar em Alta Impulsiona Preços da Soja no Brasil

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Nesta quinta-feira, os preços da soja no Brasil registraram oscilações mistas, com destaque para a valorização do dólar, que se manteve forte, subindo mais de 0,5% em relação ao real. A alta da moeda americana e a estabilidade nos prêmios fornecem suporte adicional às cotações. Por outro lado, a Bolsa de Mercadorias de Chicago seguiu operando sem uma tendência definida, devido à escassez de novidades relevantes no mercado.

O alargamento do spread entre compradores e vendedores foi um ponto a ser observado, especialmente em algumas regiões. No Porto, compradores ofereciam preços na faixa de R$ 132/133, enquanto vendedores buscavam valores mais altos, entre R$ 137/138. Apesar disso, o dia transcorreu com tranquilidade, sem grandes movimentações comerciais.

Movimentação Regional dos Preços

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos apresentou uma leve queda, passando de R$ 128,00 para R$ 127,00. Em Santa Rosa (RS), o valor caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00, enquanto no Porto de Rio Grande, o preço se manteve estável em R$ 133,00.

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Na região de Cascavel (PR), a saca teve uma desvalorização de R$ 129,00 para R$ 128,00, com o Porto de Paranaguá (PR) mantendo os preços em R$ 134,00. Já em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 115,00 para R$ 115,50, e em Dourados (MS), o valor subiu de R$ 117,00 para R$ 117,50. No estado de Goiás, em Rio Verde, o preço da saca aumentou de R$ 111,00 para R$ 113,00.

Mercado Internacional e Dólar

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, o contrato de soja para maio/2025 registrou uma perda de 0,14%, cotado a US$ 10,11 1/2 por bushel. O mercado segue em um movimento de indefinição, alternando entre ganhos e perdas. Por um lado, a soja tenta recuperar as quedas acumuladas ao longo da semana, mas a fraqueza dos preços do petróleo em Nova York, a menor competitividade da soja americana e as tensões comerciais globais limitam as perspectivas de alta. No acumulado semanal, a posição maio/2025 apresenta uma perda de 0,4%.

Indicadores Econômicos

O dólar comercial avançou 0,66%, sendo cotado a R$ 5,7138. O Dollar Index, por sua vez, registrou uma leve queda de 0,07%, atingindo 103,769 pontos.

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Nos mercados financeiros globais, as principais bolsas asiáticas encerraram o dia em baixa, com Xangai recuando 1,29% e o Japão registrando uma queda de 0,20%. Na Europa, as bolsas também operaram no vermelho, com Paris (-0,80%), Frankfurt (-0,96%) e Londres (-0,53%) apresentando perdas. O petróleo, por sua vez, registrou uma leve queda, com o barril do WTI em Nova York sendo negociado a US$ 67,86, uma desvalorização de 0,29%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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