AGRONEGÓCIO

Exportação de açúcar ganha ritmo com 44 navios na fila e previsão de embarque de 1,56 milhão de toneladas

Publicado em

Line-up indica aumento no volume de açúcar para exportação

O número de navios aguardando para embarcar açúcar nos portos brasileiros chegou a 44 embarcações na semana encerrada em 11 de março, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil. Na semana anterior, o total era de 41 navios.

De acordo com o relatório, o volume programado para embarque alcança 1,561 milhão de toneladas, acima das 1,493 milhão de toneladas registradas na semana anterior.

O levantamento considera as embarcações já ancoradas nos portos, aquelas que aguardam atracação ao largo e também os navios com chegada prevista até o dia 15 de junho.

Porto de Santos concentra maior volume de embarques

O Porto de Santos (SP) lidera o volume de açúcar programado para exportação, concentrando 939.803 toneladas do total previsto.

Na sequência aparecem outros importantes terminais exportadores do país:

  • Porto de Paranaguá (PR): 187.300 toneladas
  • Porto de São Sebastião (SP): 261.700 toneladas
  • Porto de Maceió (AL): 155.100 toneladas
  • Porto de Recife (PE): 15.000 toneladas
  • Porto de Imbituba (SC): 3.000 toneladas
Leia Também:  StoneX reduz estimativa de produção de açúcar e projeta recorde histórico para o etanol na safra 2026/27

Esses portos formam os principais corredores logísticos para o escoamento do açúcar brasileiro destinado ao mercado internacional.

Açúcar VHP domina os embarques programados

A maior parte do açúcar que será exportado corresponde à variedade VHP (Very High Polarization), principal tipo destinado ao mercado externo.

A distribuição dos volumes por tipo de produto é a seguinte:

  • VHP: 1.485.403 toneladas
  • Cristal B150: 24,5 mil toneladas
  • TBC: 37 mil toneladas
  • Refinado A45: 15 mil toneladas

O predomínio do VHP reflete a forte demanda internacional por açúcar bruto destinado ao refino em outros países.

Receita diária das exportações de açúcar recua em março

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que a receita média diária com exportações brasileiras de açúcar e melaços atingiu US$ 33,001 milhões em março, considerando cinco dias úteis no período analisado.

O volume médio diário exportado alcançou 88,921 mil toneladas.

No acumulado do mês, foram embarcadas 444.608 toneladas, gerando receita de US$ 165,048 milhões, com preço médio de US$ 371,20 por tonelada.

Leia Também:  Soja registra forte queda, pressionada pelo óleo e outras commodities nesta terça-feira
Comparação anual mostra queda em receita, volume e preços

Na comparação com março de 2025, os números mostram retração nos indicadores das exportações brasileiras de açúcar.

  • Receita diária: queda de 28,2%, ante US$ 45,965 milhões registrados no mesmo mês do ano passado
  • Volume diário embarcado: recuo de 7,9%, frente às 96,548 mil toneladas exportadas por dia em março de 2025
  • Preço médio: redução de 22%, comparado aos US$ 476,10 por tonelada verificados no mesmo período do ano anterior

Os dados refletem o impacto da queda nas cotações internacionais do açúcar, que tem pressionado o valor obtido pelas exportações brasileiras em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportação de frango bate recorde e receita mensal ultrapassa R$ 5 bilhões

Published

on

As exportações brasileiras de carne de frango ultrapassaram a marca de R$ 5 bilhões em receita mensal em maio. Com o desempenho aquecido, os embarques de carne de frango, tanto na versão fresca quanto na processada, renderam R$ 5,045 bilhões, montante 36% superior aos R$ 3,706 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

Esse resultado foi sustentado por um volume recorde de 509,9 mil toneladas enviadas ao exterior, superando em quase 30% as 393,4 mil toneladas embarcadas um ano antes, quando o setor lidava com os efeitos dos casos isolados de gripe aviária em granjas do Rio Grande do Sul. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a receita total chegou a R$ 23,57 bilhões, ante R$ 21,17 bilhões nos mesmos meses de 2025, enquanto o volume total subiu para 2,45 milhões de toneladas.

O Paraná mantém o posto de maior exportador do país, respondendo por 213,9 mil toneladas enviadas apenas em maio. A China segue como a principal compradora, com alta de 34,7% nas aquisições. Especialistas do mercado avaliam que a diversificação dos destinos, alcançando desde mercados exigentes na Ásia e Europa até novas fronteiras em países emergentes, é o que garante esse fôlego ao setor, permitindo que a oferta interna se mantenha equilibrada.

Leia Também:  Mercado de milho no Brasil registra negócios lentos e leve alta nos preços

No mercado doméstico, a carne de frango se consolida como a proteína mais competitiva na cesta do consumidor, especialmente em um cenário onde a carne bovina permanece em patamares elevados e o poder de compra das famílias segue contido. A estabilidade de preços observada na última semana indica um mercado ajustado. Contudo, o setor faz um alerta importante aos produtores: a disciplina na produção é essencial. Especialistas destacam que, embora a demanda externa esteja firme, o aumento excessivo de alojamentos de pintinhos pode gerar um descompasso entre oferta e demanda, pressionando os preços para baixo nos próximos meses.

A estabilidade também é verificada nos preços dos principais cortes. No atacado de São Paulo, o peito congelado é negociado a R$ 8,80, enquanto na distribuição o valor sobe para R$ 9,00. A coxa congelada custa R$ 7,00 no atacado e R$ 7,20 na distribuição, enquanto a asa é comercializada a R$ 11,00 no atacado e R$ 11,30 no segmento de distribuição. Os cortes resfriados seguem a mesma linha, com o peito cotado a R$ 8,90 no atacado e R$ 9,10 para o distribuidor, a coxa a R$ 7,10 no atacado e R$ 7,30 na distribuição, e a asa a R$ 11,10 no atacado e R$ 11,40 na distribuição.

Leia Também:  Relatório do CEPEA sobre Custos de Produção de Grãos já está disponível

No mercado de aves vivas, o cenário regional mostra contrastes. Enquanto no Sul e Sudeste as cotações seguem estáveis — com o frango vivo sendo cotado a R$ 5,20 em São Paulo, R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, R$ 4,60 no Oeste do Paraná, R$ 5,30 no Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, e R$ 5,40 em Minas Gerais e Goiás —, o Nordeste enfrenta uma realidade diferente. A menor oferta na região impulsionou os preços, com altas expressivas que levaram o quilo a R$ 6,80 no Ceará, R$ 7,00 em Pernambuco e R$ 7,20 no Pará.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA